terça-feira, 12 de agosto de 2014

Especial Palmeiras 100 anos: gols com memória afetiva

Começando o Especial Palmeiras 100 anos, segue abaixo os dez gols com maior vibração, com explosão de alegria suficiente para lembrar para sempre.

O amante do futebol conhece bem a sensação de um gol, e basta um gol do Palmeiras pra eu explodir em genuína e espontânea felicidade, aquela condição de perfeita satisfação em poucos segundos de vibração. Em casa sempre foi assim, aprendi desde pequeno a gostar de esportes, a torcer pelo Palmeiras.

10 César Sampaio, contra São Paulo, segunda fase do Brasileirão 1993
No final do jogo César Sampaio roubou a bola e arrancou desde o campo de defesa e passou por um, dois e a gente levantava um pouco do sofá a cada drible. Passou pelo goleiro e fez o golaço pra gente vibrar. Palmeiras classificado pra final do Brasileirão!


Léo Lima, contra São Paulo, semi-final Paulistão 2008
Estava na Chácara em uma confraternização com amigos do meu sogro e comecei a ver o jogo muito apreensivo porque as meninas do Morumbi vinham de certa hegemonia no Brasileirão enquanto o Palmeiras estava iniciando a parceria com a Traffic. O jogo poderia servir para recuperar a autoestima, a autoconfiança. E o chutaço do Léo Lima abriu o placar logo no começo da partida! Urrei de tal maneira que todos na cozinha vieram constatar se estava tudo bem.


Muñoz, contra São Caetano, oitavas de final da Libertadores 2001
Palmeiras precisava vencer pra levar pros penaltis e no finalzinho do jogo o colombiano Muñoz driblou três e chutou cruzado. Explosão absurda de berros, gestos e xingamentos. Michel era pequeno e chorou de medo com minha vibração. hahaha


Oséas, contra Cruzeiro, final da Copa do Brasil 1998
O chamado “gol espírita”. Inesquecível pelo chute inesperado no último minuto de jogo. Antes de pararmos de gritar o juiz apitou o final do jogo e saímos pelas ruas de Urânia pra festejar.

Rivaldo, contra Corinthians, primeira final Campeonato Brasileiro 1994
Quando Rivaldo (maravilha mandando um gol) roubou a bola do lateral Branco e partiu pra fazer o segundo gol da primeira partida, veio a certeza do título. O Palmeiras seria bi-campeão no próximo jogo de qualquer jeito. Vibração louca em casa com os primos assistindo ao jogo!


5 Cleiton Xavier, contra Colo Colo, fase de classificação Libertadores 2009
Assisti ao jogo no quarto pra não assustar os convidados da minha roommate que estavam na sala. O golaço-aço-aço aos 48 do segundo tempo me fez explodir socando a cama e pulando e gritando por vários e vários minutos. Quando saí do quarto festejando as pessoas estavam MUITO assustadas. Fui dormir às 3h da madrugada tamanha adrenalina.

Euller, contra Flamengo, quartas-de-final Copa do Brasil 1999
Um dos jogos mais emocionantes de todos os tempos de todos os esportes no universo. Os torcedores no estádio choraram, eu chorei, os jogadores choraram e até meu pai chorou!

Oséas, contra Deportivo Cali, final Libertadores 1999
Pai, eu e Michel estavámos assistindo ao jogo já meio desanimados com o gol de empate dos colombianos (Michel era pequeno, será que já estava dormindo?), até que o Oséas recebe aquele cruzamento do Júnior e mete pro gol. Urramos tanto e nos abraçamos tão forte que eu tenho a cena gravada na memória ad eternum.

Evair, contra Corinthians, final Campeonato Paulista 1993
Nunca tinha visto o Palmeiras campeão e na hora do gol de penalti, já na prorrogação, a certeza do título era total e saí correndo da sala, pulei o muro e fiquei rolando no gramado ao lado de casa. Eu tinha dez anos e jamais esqueci minha explosão de alegria.



Betinho, contra Coritiba, final da Copa do Brasil 2012
Eu estava no estádio, com meu irmão e amigos. Muito provavelmente com meu pai também. O gol do Betinho foi a certeza do título. Chorei como se fosse criança com o título, com a saudade, por ver o Palmeiras campeão in loco. Agradeço até hoje por viver aquele momento. Clique aqui para ler o quê escrevi na época.


♪♫ Moacyr Franco - O Amor é Verde! ♪♫

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