quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nova York e a vida secreta das referências musicais

Em qualquer viagem saindo aqui de casa, a cultura pop não nos deixa passear em paz e domina nosso turismo. É a vida secreta das referências, como Rufatto intitula um de seus discos. E numa cidade como Nova York, é impossível ficar distante da música, da literatura, das artes visuais ou do cinema. Então seremos obrigados a pagar tributo e caminhar diante de alguns ícones - ou por onde alguns ícones caminharam.

Entre vários nomes importantes, a música nova-iorquina passa indiscutivelmente por Bob Dylan e Velvet Underground. Sim, eu sei que - cronologicamente - Billie Holiday, Miles Davis, Patti Smith, Ramones, Talking Heads, Sonic Youth e Strokes (e vários outros) também são vitais para a música da cidade (e do mundo), mas ficaremos poucos dias e é preciso fazer escolhas, então vamos exaltar quem a gente gosta e conhece mais. Portanto, limitaremos nosso turismo às obras de Bob Dylan e Lou Reed. O próximo a ser explorado nessa lista seria o Talking Heads de David Byrne (só pra constar).


GREENWICH VILLAGE, 1960-65, Bob Dylan

É certo que vamos passar pelo Greenwich Village (região entre os bairros West Village, Soho/Noho e Chelsea, lado West da Washington Square e Universidade de Nova York) e observar o quê resta da trajetória do monstro sagrado Bob Dylan.

Nesta região de Manhattan, surgiu no final dos anos 50 uma grande influência para Dylan, o movimento beat, um fenômeno (contra)cultural do pós-guerra que tinha como elementos principais a rejeição às normas recebidas e ao materialismo, além do interesse em alucinógenos, inovações de estilo, religião e libertação sexual. Em resumo, foi quando a liberdade que você tem hoje começou a pedir passagem.

Neste cenário, o folk de Bob Dylan, inspirado em Woody Guthrie, começou a ganhar certa reputação no primeiro álbum (1962), mas foi no segundo lançamento - o clássico The Freewhelin’ Bob Dylan (1963) - que ele começou a fazer o nome como cantor e compositor. Em meio a algumas canções líricas sobre o relacionamento com a namorada, várias músicas de protesto fizeram a fama do álbum, com destaque absoluto para o hino dos direitos civis, Blowin' in the Wind, uma das músicas mais bonitas de todos os tempos. Importante citar que neste bairro Bob Dylan posou com a namorada para a superclássica capa do The Freewhelin’, que pretendemos bancar os jacus e reproduzir (haha).


Dylan e Suze Rotolo no Greenwich Village


Em 1964, Dylan ainda lançou The Times They Are a-Chagin’ e Another Side Of Bob Dylan - neste último, as músicas de protesto perderam lugar para os relacionamentos -, até que em 1965, houve a famosa ruptura com o folk e a iniciação com o rock em Bringing It All Back Home e Highway 61 Revisited (influência da Invasão Britânica, sim ou com certeza?).

Eis alguns pontos turísticos da música no Greenwich Village:

- capa do The Freewheelin’ Bob Dylan (West 4th Street com Jones Street)
local da famosa foto onde Bob Dylan caminha abraçado com a namorada Suze Rotolo.


- Chelsea Hotel (222 W 23rd St)
local de hospedagem para figuras como Andy Warhol, Robert Crumb e Frida Kahlo (artes visuais), Leonard Cohen, Charles Bukowski e Jean-Paul Sartre (literatura), Stanley Kubrick, Ethan Hawke e Uma Thurman (cinema), Tom Waits, Dylan, Patti Smith, Iggy Pop, Edith Piaf, Jimi Hendrix, Sid Vicious, Ryan Adams e Madonna (música). E essa lista poderia ser muito maior! Pra citar referências brasileiras, até Raul Seixas esteve por lá durante o exílio. Outra referência famosa, foi no Chelsea que Nancy (mulher de Sid Vicious) foi encontrada morta.



- Washington Square Park (final da 5th Ave)
espaço público que pertence à área da Universidade de Nova York, é famoso por ter sido ponto de encontro dos cantores folk e beatnicks no pós-guerra, até que a prefeitura resolveu intervir com a exigência de licença para aglomerações. Depois de um tempo sem nunca conseguir tais liberações, resolveram protestar e houve confusão, mas hoje o local é um dos grandes centros de atividades culturais na cidade.


- The Gaslight Cafe, Cafe Wha? e The Kettle of Fish (MacDougal St altura da Minetta Lane)
apenas três dos vários cafés/bares localizados na MacDougal Street, ponto de encontro da boêmia nos anos 60 e palco dos primeiros shows de Bob Dylan. O Cafe Wha? foi o primeiro, no exato dia da chegada de Dylan em Nova York.



- The White Horse Tavern (567 Hudson St com W 11th St)
outro famoso ponto de encontro dos poetas beatnicks; onde o jovem Robert Zimmerman conheceu Dylan Thomas (o dono do bar) e tomou o nome que o tornou famoso. Até Jim Morrison já foi dono do bar.

- Friends Apartment Building (90 Bedford St at Grove St)
Prédio usado como fachada para o apartamento no seriado Friends (esse não é sobre música, mas como não ir? haha)


EAST VILLAGE, 1965-70, The Velvet Underground

Pois bem, continuando nossa tour centrada na cultura pop (na música, né), bem próximo do Greenwich Village, no outro lado da Washington Square/Universidade de Nova York, está o East Village, onde na segunda metade dos anos 60, durante a Invasão Britânica aos EUA (Beatles, The Who, Rolling Stones, David Bowie, Eric Clapton...), surgiu a banda mais influente da história da música americana (controvérsias?), o Velvet Underground.

Fruto da mente absolutamente vanguardista de Lou Reed (letras e melodias), John Cale (melodias) e Andy Warhol (financiador/produtor), o Velvet é um marco do rock, pois rompeu com toda a estética melódica da época e inovou ao tratar de assuntos controversos como sadomasoquismo, drogas, prostituição e até ocultismo em canções garageiras, sem roupagem popular. O álbum de estréia foi um fracasso comercial na época, mas a capa da banana é um clássico e o som e as letras são inspirações diretas para todas as bandas de rock a partir deste lançamento.



fextinha mutcho loka na The Factory de Warhol com Lou Reed e cia


Eis alguns pontos turísticos da música no East Village:

- The Factory (231 East 47th Street e 33 Union Square West)
foi um estúdio de arte fundado pelo artista Andy Warhol e, entre 1962 e 78, teve dois endereços nesta região. Warhol reunia estrelas pornô, toxicodependentes, travestis, músicos e pensadores livres para desenvolver fotos, filmes, músicas e criar um ambiente que fez do espaço uma lenda. Um reduto da arte e da loucura nova-iorquina.

- Max’s Kansas City (213 Park Avenue South)
um dos locais preferidos de Andy Warhol, berço do glam rock e um dos pilares para a explosão do punk rock, foi o primeiro local para shows do Velvet Underground. David Bowie, The Stooges (Iggy Pop), Patti Smith, Debbie Herry, Ramones fizeram fama com shows no primeiro endereço do bar, entre 1963 e 74
.


- CBGB (315 Bowery St)
o bar de rock mais famoso de Nova York. Aberto em 1973, está fechado hoje em dia. No começo só tocavam bandas de Country, Bluegrass e Blues, depois foi aberto ao punk rock e new wave. É conhecido como berço do punk nos EUA, com Ramones, Television, Patti Smith sendo considerados vanguardistas do gênero. Praticamente todas as bandas punk (e de gêneros derivados) do mundo inteiro tocaram no CGBG.



- Bowery Ballroom (6 Delancey St)
local famoso por ser palco da cena indie alt-rock atual, fruto do garage rock revival dos anos 2000, com Strokes, White Stripes, The Walkmen que, por sua vez, são frutos diretos do Velvet Underground.


Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Music_of_New_York_City
http://www.vulture.com/2014/03/100-years-of-new-york-music.html 
http://en.wikipedia.org/wiki/Greenwich_Village
http://screamyell.com.br/site/2010/11/09/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1/
http://www.interferenza.com/bcs/villagesights.htm
http://www.popspotsnyc.com/lou_reed_velvet_underground

♪♫ The Velvet Underground - Rock'n Roll (Despite all the amputations you know you could just go out / And dance to the rock 'n' roll station / It was alright) ♪♫

sábado, 27 de setembro de 2014

Eu, jogador de futebol (parte 2)

Do colegial em Jales, do ‘quase’ no Atlético-PR às quadras de futebol society.

(para ler "Eu, jogador de futebol (parte 1)", clique aqui)


Em 1997, já no colegial, fui estudar em Jales, na Cooperjales Objetivo, onde eu realmente teria que estudar. Deixei de lado o futebol de campo em Urânia e o ginásio da nova escola ainda não estava pronto. Foi um primeiro semestre de pouco futebol. Apenas um campeonato rápido na reinauguração do campinho do Clube dos Cem, em Urânia. E só. Lembro que joguei no gol e ficamos em terceiro. Nas semi-finais fechei o gol, lembro bem dessa partida. Perdemos de 1 a 0 numa bola que desviou no zagueiro quando eu defendia o gol perto da quadra.

Em 1998, o ginásio com quadra poliesportiva da escola já estava pronto. As tabelas de acrílico provocaram boas partidas de basquete. O campinho, ao lado do ginásio, também ficou pronto. E então as atividades esportivas ganharam destaque na escola. Logo rolou uma competição interclasses no fenomenal gramado do campinho. 1º Colegial A, 1º Colegial B, 2º Colegial A e 2º Colegial B. Cada time jogava duas vezes, com adversários sorteados, pra definir as semi-finais. A direção do colégio Objetivo instituiu um ranking para definir as salas. Apesar de não ter notas exemplares, ainda entrei no 2º colegial A, a sala com melhores notas e por consequência piores jogadores hahaha. Eu era o camisa 10 do time. No gol, o outro jogador do time com alguma qualidade técnica, o Fernando Gaúcho. O time era Gaúcho, eu, Carretero, Claytão (esses dois, justiça seja feita, também jogavam direitinho), Dárcio, Zupão e mais alguns que não me lembro eram suplentes.

(Campo bem conservado até hoje. No fundo, o ginásio)

Enfrentamos o favorito ao título logo de cara, o temido 2º B. O time deles tinha Bala, Thiaguinho, Cirim, Paulinho, entre outras feras que eu não lembro agora. Eram amplamente favoritos. Jogamos retrancados, pra evitar perder de goleada. No segundo tempo, o Clayton bateu uma falta com força, que explodiu na trave, a bola foi pras alturas e o goleiro, caído, tentou se levantar, mas eu pulei mais alto que os adversários (1,90m né!) e meti pra dentro de cabeça. Vibrei como nunca. Os nerds vencendo os boleiros. Saímos de campo sob aplausos. Com certeza momento top 5 da minha curta carreira haha. No jogo seguinte, jogamos contra o 1ºA, só lembro do Diego ‘Jason’, de Urânia, e do goleiro Léo no time adversário. Perdemos de 2 x 1 porquê o o Léo fechou o gol. Lembro de chutar umas três bolas difíceis e o Léo defender. Além disso, o nosso goleiro Gaúcho, apesar das frquentes grandes atuações, foi enganado pelo quique da bola e frangueou.

Na semi-final encontramos o 1ºB - lembro do palmeirense Viqueira e do Guilherminho que jogavam bem -, o único time que, achávamos, poderia fazer frente aos favoritos. E motivados por duas boas atuações, nosso time endureceu o jogo, o Gaúcho fechou o gol de novo e levamos a decisão pras penalidades após um empate sem gols. Lembro que atuei no sacrifício, havia levado um tombo feio em Urânia e estava com o pulso imobilizado. Meu pai só permitiu que eu jogasse porque o médico disse "deixa o moleque jogar, Ninão!". Nos penaltis, fui o primeiro a bater. Bola prum lado, goleiro pro outro e eu pro chão. Escorreguei na hora do chute e coloquei o peso do corpo no pulso machucado. Quase chorei de dor, mas vibrei com o gol. Os penaltis seguiram empatados até o Zupão bater e meter na trave. Perdemos felizes.

Na outra semi-final, o 1ºA surpreendeu, venceu o favorito 2ºB e foi pra final. Surpresa geral. Os dois 1ºs colegiais na final e os dois 2ºs na disputa pelo terceiro. Jogamos contra os reservas do 2ºB, porque a maioria dos titulares do ex-favorito abandonou o campeonato. Vencemos por 3 x 1 e ficamos em terceiro no campeonato, mas essa parte deve ter sido deletada do meu HD. Quem me contou foi o goleiro Fernando Gaúcho, não lembro de nada. Lembro que o Paulinho ganhou o prêmio de melhor jogador do torneio. O campeão foi o time do Viqueira e do Guilherminho.

Já em 1999, o ano do vestibular e da mudança pra Curitiba, houve um campeonato interclasses de futsal. Com a mesma base do ano anterior, não resistimos e perdemos todos os jogos, infelizmente. O primeiro jogo do campeonato foi entre o 3ºB (Bala, Cirim, Thiaguinho, Paulinho) contra o 2ºA - que era 1ºA em 98 - e por muito pouco não saiu briga, rivalidade forte entre os dois melhores times.

(ginásio da Cooperativa em evento recente)

No jogo seguinte, enfrentamos o 2ºA com o time do 3ºB torcendo pra gente. Pressão total, jogo nervoso, e até jogamos bem, mas no final levamos um gol de contra-ataque quando tentávamos empatar. Nesse jogo fiz a jogada mais bonita da minha vida futebolística. Recebi uma bola pingando do goleiro Gaúcho e dei de chaleira pra tentar driblar o adversário e sem querer a bola veio pra minha cabeça e ia querendo fugir, indo pra frente. Acompanhei a bola com a cabeça e corri pela lateral da quadra até o lado adversário, meio que equilibrando a pelota com mini-cabeçadas. Anos depois um jogador do Cruzeiro ganhou o apelido de Kérlon Foquinha por IMITAR minha jogada.

Ainda em 1999, entre novembro e dezembro, montamos uma seleçãozinha da Cooperjales Objetivo pra jogar o intercolégios da cidade no campão, tamanho oficial, grama natural, aquela coisa bonita. O time era Bala, Cirim, Thiaguinho, Paulinho, Viqueira, Guilherminho, eu, goleiros Gaúcho e Léo, entre outros que o tempo não me deixa lembrar.

Perdemos o primeiro jogo por 1x0, foi no campo do Paraíso, perto do colégio. Quem jogou no gol foi o Léo porque o Gaúcho estava se recuperando de uma luxação na mão. Meu companheiro de zaga era o Viqueira. Nosso time era de respeito, mas o adversário também. Lembro que no finalzinho do jogo o Thiaguinho cobrou uma falta na minha direção, eu estava totalmente livre e poderíamos empatar, mas a bola foi um pouco alta e não alcancei por pura falta de tempo de bola, uma pena.

No segundo jogo eu não fui, não lembro porque, Gaúcho voltou pro time e vencemos por 1x0. Portanto teríamos chances de classificação no último jogo do grupo, que seria no estádio municipal de Jales. A promessa era de jogaço, todo mundo empolgado durante a semana, mas era muito no final do ano, véspera de vestibulares para alguns, quase natal, e no sábado, dia do jogo, todos os caras de Urânia não foram jogar. Inclusive eu. Lembro que não fui porque meus tios de Curitiba chegaram naquele dia. Também lembro que o saudoso Nicão jogou no meu lugar (ele faleceu meses depois). Lembranças dos últimos tempos de colégio.

EM CURITIBA

Bom, menos de 15 dias depois eu estava de mudança para Curitiba. E no primeiro semestre de 2000, descobri uma peneira do Coritiba no campo do Capão Raso, um time amador. Eu estava com 17 anos e fui pra lá com meu pai. Recém chegados na cidade, lembro que nos perdemos pra encontrar o estádio no bairro Novo Mundo.

Chegamos lá e havia no mínimo 500 moleques. A imensa maioria das escolinhas de futebol da cidade, com treinadores e pais ao lado, aparentemente bem preparados. E eu lá, magrelão, 1,90m, vindo do interior com fome de bola, com meu pai do lado e explodindo de vontade de jogar no Palmeiras.


(campo do Capão Raso no Novo Mundo)

Apresentei RG, disse meu nome de jogo (Marcelo Urânia, claro) e minha posição de zagueiro central. Eu acreditava que jogar de zagueiro seria mais fácil pra VINGAR. E aí, aos poucos, todos foram chamados pra jogar. Várias partidas! Umas 15, pelo menos. Achei bem profissional, os treinadores pareciam atentos ao jogo e se o desempenho de algum moleque fosse abaixo do esperado, já o sacavam impiedosamente com 10 min de jogo e colocavam outro. Ao final de cada partida, escolhiam uns 3 ou 4 para continuar. Os outros apenas iam pra casa.

Acho que, principalmente pelo meu tamanho, atraí a atenção. Joguei uma partida e fiquei. Joguei mais umas 3 ou 4 e fui ficando. Na última partida do dia, quase 18h, eu estava morto de cansaço, mas com o peito estufado e empolgado pelo brilho orgulhoso no olhar do meu pai.

Lembro bem desse último jogo. Nem começou e o lateral-direito adversário avançou pela ponta do gramado para cruzar até a área. Quando o levantamento aconteceu, já me posicionei, pulei como um jogador de basquete e dei uma puta cabeçada na bola, no melhor estilo zagueirão, alçando a pelota para fora da área. Foi a glória, aquela sensação de AGORA VAI! Dei uma olhada rápida para o meu pai, que estava naquela vibração contida, encantado com o desempenho do pimpolho.

Eu estava cansado, exausto, exaurido, mas cheio de garra. No minuto seguinte à espetacular cabeçada, um contra-ataque do adversário. O mesmo filho da puta do lateral-direito pequenino e ligeiro, driblou o nosso lateral e avançou para a área, fiz a cobertura até do quarto-zagueiro (que tinha ficado no meio-campo, andando) e avancei para a marcação daquele peste ligeiro de 1,60m, no máximo.

Do mesmo jeito que cheguei para a marcação, fiquei. Levei um drible da vaca tão humilhante que, somado ao meu desgaste físico, não permitiu reação. O lazarento, após o drible, fingiu que ia cruzar e chutou para o gol, enganando ao goleiro. 1 à 0. Perdemos. Foda. E no final escolheram dois jogadores que, eu acho, foram chamados para um período de testes no CT do Coxa.

Depois disso, em 2001, treinei quase um ano numa escolinha pré-juniores do Atlético-PR, na parte de campo da Top Sports, que hoje virou um condomínio de prédios. Nesse período cheguei a pensar que talvez pudesse virar jogador profissional. Todos os jogadores pagavam uma mensalidade, mas eu não, fui chamado pra treinar porque me viram jogar society com meu primo Omar. E o treinador explicou logo no primeiro treino que, no final daquele ano, o olheiro (que aparecia de vez em quando pra analisar os treinos) chamaria pelo menos uns 6 jogadores para um treino no CT do Caju, onde treinam os profissionais, para observarem de perto e saber quem seria convocado para um período de testes.


(antiga entrada da Top Sports, quando havia campo oficial)

Esse olheiro, o Magrão, várias vezes veio perguntar coisas pra mim, num nível qual a profissão dos pais, onde estudei, time do coração etc. Eu estava achando que poderia pelo menos ser selecionado para o treino no CT principal. Mas a porra do Atlético-PR resolveu ser campeão brasileiro justamente naquele ano e o 'super teste' não aconteceu porque o elenco profissional estava em concentração total para as finais. Uma pena. Depois disso não havia mais chances de nada, já estava pra completar 19 anos e resolvi me dedicar integralmente a faculdade. haha

FUTEBOL PARA SEMPRE

Depois dessa ducha de água fria, me converti ao amadorismo por completo. Fiquei um bom tempo procurando camaradas pra brincar de futebol nas inúmeras quadras de society em Curitiba. Joguei por um bom tempo com os amigos do meu primo Omar, joguei também com um grupo do IRC (a primeira rede social?) e com o pessoal da Induscril, empresa que eu trabalhei.

E, depois de um tempão sem jogar, o Wilco (sim, a banda) me aproximou dos amigos Felipe e Edu, e assim começamos a jogar juntos com Nagueva, Alê, Sauro e outras feras. Esse grupo do society, chamado Futebol dos Broders, joga junto desde 2008, pouco depois do lançamento do Sky Blue Sky (disco do Wilco). Já faz tempo...

Hoje em dia, além de jogar no Futebol dos Broders religiosamente toda terça, disputo anualmente
a Copa CCPR, um campeonato do Clube de Criação do Paraná para integração dos designers. Não sou publicitário, mas entro como fornecedor pela empresa.
Magulitos, Copa CCPR 2012.

Aos 32, durante o sono ainda me vejo jogando no Palestra Itália.

Futebol, gosto de repetir, é a maior invenção do homem.

♪♫ OOOOEEEEEAAAAAA ♪♫

sábado, 23 de agosto de 2014

Especial Palmeiras 100 anos: seleção do centenário

Como é sabido por todos os mortais minimamente interessados em esporte, o Palmeiras completa 100 anos em 26 de agosto próximo.

Nada mais normal, portanto, que uma seleção dos melhores jogadores que já passaram pelo clube neste tempo todo. Ou duas seleções, a melhor e a segunda melhor. Bom, como a data é festiva, vou fazer três, a terceira seleção é de 1990 pra cá, apenas com jogadores que vi jogar (nasci em 1983).

Os critérios utilizados são qualidade técnica, importância histórica e, óbvio, meu gosto pessoal.

O MELHOR PALMEIRAS 1914-2014

São Marcos (92-2012);
Djalma Santos (59-68), Luis Pereira (68-75 e 81-84), Waldemar Fiúme (41-58) e Roberto Carlos (93-96);
Dudu (64-76), César Sampaio (91-94 e 99-2000) e Ademir da Guia (61-77);
Rivaldo (94-96), Julinho Botelho (58-67) e Evair (91-94 e 99).
Téc Osvaldo Brandão (45, 47-48, 58-60, 71-75 e 80)

monstros sagrados

O SEGUNDO MELHOR PALMEIRAS 1914-2014

Oberdan (41-54);
Arce (98-2002), Djalma Dias (63-67), Waldemar Carabina (54-66) e Geraldo Scotto (58-68);
Jair Rosa Pinto (49-55), Jorge Mendonça (76-80) e Alex (97-2000 e 2002);
Edmundo (93-95 e 2006-07), Leivinha (71-75) e César Maluco (67-75).
Téc Luiz Felipe Scolari (97-2000 e 2010-12)

O MELHOR PALMEIRAS 1990-2014


São Marcos;
Arce, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos;
Galeano, César Sampaio e Alex;
Rivaldo, Edmundo e Evair.
Téc Luiz Felipe Scolari

Dúvidas:

1 Luiz Felipe Scolari ou Osvaldo Brandão?
2 Jair Rosa Pinto ou César Sampaio?
3 César Maluco ou Heitor?
4 Leivinha, Edmundo ou Mazzola?
5 Djalma Dias, Waldemar Carabina ou Junqueira?
6 Onde colocar Leão, Djalminha, Zinho, Clébão, Edu Bala?

♪♫ Marcos Kleine - Hino do Palmeiras (instrumental) ♪♫

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Especial Palmeiras 100 anos: gols com memória afetiva

Começando o Especial Palmeiras 100 anos, segue abaixo os dez gols com maior vibração, com explosão de alegria suficiente para lembrar para sempre.

O amante do futebol conhece bem a sensação de um gol, e basta um gol do Palmeiras pra eu explodir em genuína e espontânea felicidade, aquela condição de perfeita satisfação em poucos segundos de vibração. Em casa sempre foi assim, aprendi desde pequeno a gostar de esportes, a torcer pelo Palmeiras.

10 César Sampaio, contra São Paulo, segunda fase do Brasileirão 1993
No final do jogo César Sampaio roubou a bola e arrancou desde o campo de defesa e passou por um, dois e a gente levantava um pouco do sofá a cada drible. Passou pelo goleiro e fez o golaço pra gente vibrar. Palmeiras classificado pra final do Brasileirão!


Léo Lima, contra São Paulo, semi-final Paulistão 2008
Estava na Chácara em uma confraternização com amigos do meu sogro e comecei a ver o jogo muito apreensivo porque as meninas do Morumbi vinham de certa hegemonia no Brasileirão enquanto o Palmeiras estava iniciando a parceria com a Traffic. O jogo poderia servir para recuperar a autoestima, a autoconfiança. E o chutaço do Léo Lima abriu o placar logo no começo da partida! Urrei de tal maneira que todos na cozinha vieram constatar se estava tudo bem.


Muñoz, contra São Caetano, oitavas de final da Libertadores 2001
Palmeiras precisava vencer pra levar pros penaltis e no finalzinho do jogo o colombiano Muñoz driblou três e chutou cruzado. Explosão absurda de berros, gestos e xingamentos. Michel era pequeno e chorou de medo com minha vibração. hahaha


Oséas, contra Cruzeiro, final da Copa do Brasil 1998
O chamado “gol espírita”. Inesquecível pelo chute inesperado no último minuto de jogo. Antes de pararmos de gritar o juiz apitou o final do jogo e saímos pelas ruas de Urânia pra festejar.

Rivaldo, contra Corinthians, primeira final Campeonato Brasileiro 1994
Quando Rivaldo (maravilha mandando um gol) roubou a bola do lateral Branco e partiu pra fazer o segundo gol da primeira partida, veio a certeza do título. O Palmeiras seria bi-campeão no próximo jogo de qualquer jeito. Vibração louca em casa com os primos assistindo ao jogo!


5 Cleiton Xavier, contra Colo Colo, fase de classificação Libertadores 2009
Assisti ao jogo no quarto pra não assustar os convidados da minha roommate que estavam na sala. O golaço-aço-aço aos 48 do segundo tempo me fez explodir socando a cama e pulando e gritando por vários e vários minutos. Quando saí do quarto festejando as pessoas estavam MUITO assustadas. Fui dormir às 3h da madrugada tamanha adrenalina.

Euller, contra Flamengo, quartas-de-final Copa do Brasil 1999
Um dos jogos mais emocionantes de todos os tempos de todos os esportes no universo. Os torcedores no estádio choraram, eu chorei, os jogadores choraram e até meu pai chorou!

Oséas, contra Deportivo Cali, final Libertadores 1999
Pai, eu e Michel estavámos assistindo ao jogo já meio desanimados com o gol de empate dos colombianos (Michel era pequeno, será que já estava dormindo?), até que o Oséas recebe aquele cruzamento do Júnior e mete pro gol. Urramos tanto e nos abraçamos tão forte que eu tenho a cena gravada na memória ad eternum.

Evair, contra Corinthians, final Campeonato Paulista 1993
Nunca tinha visto o Palmeiras campeão e na hora do gol de penalti, já na prorrogação, a certeza do título era total e saí correndo da sala, pulei o muro e fiquei rolando no gramado ao lado de casa. Eu tinha dez anos e jamais esqueci minha explosão de alegria.



Betinho, contra Coritiba, final da Copa do Brasil 2012
Eu estava no estádio, com meu irmão e amigos. Muito provavelmente com meu pai também. O gol do Betinho foi a certeza do título. Chorei como se fosse criança com o título, com a saudade, por ver o Palmeiras campeão in loco. Agradeço até hoje por viver aquele momento. Clique aqui para ler o quê escrevi na época.


♪♫ Moacyr Franco - O Amor é Verde! ♪♫

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Utilidade pública: ranking pra saber quais jogos da Copa são imperdíveis

Quais jogos da Copa são imperdíveis? Quais jogos são meia-boca? Quais são bons, quais ruins?

Quanto mais estrelas, melhor a partida.

Obs: os critérios são simples, as melhores seleções são cinco estrelas e as piores uma estrela. pra rankear os jogos soma-se as estrelas das duas seleções. por exemplo, brasil (5 estrelas) vs croácia (3 estrelas), um jogo de 8 estrelas.


    

✰✰ (2)

22/06 16h Coréia do Sul vs Argélia

✰✰✰ (3)
16/06 16h Irã vs Nigéria
17/06 19h Rússia vs Coréia do Sul
25/06 17h Honduras vs Suíça
26/06 17h Argélia vs Rússia

✰✰✰✰ (4)
19/06 19h Japão vs Grécia
20/06 19h Honduras vs Equador
25/06 13h Bósnia vs Irã

✰✰✰✰✰ (5)
13/06 13h México vs Camarões
13/06 19h Chile vs Austrália
14/06 13h Colômbia vs Grécia
14/06 16h Uruguai vs Costa Rica
14/06 22h Costa do Marfim vs Japão
15/06 13h Suíça vs Equador
16/06 19h Gana vs Estados Unidos
17/06 13h Bélgica vs Argélia
18/06 19h Camarões vs Croácia
21/06 19h Nigéria vs Bósnia
24/06 17h Japão vs Colômbia
24/06 17h Grécia vs Costa do Marfim
26/06 17h Coréia do Sul vs Bélgica



    

✰✰✰✰✰✰ (6)
15/06 16h França vs Honduras
18/06 13h Austrália vs Holanda
19/06 13h Costa do Marfim vs Colômbia
20/06 13h Itália vs Costa Rica
21/06 13h Argentina vs Irã
22/06 13h Bélgica vs Rússia
23/06 13h Austrália vs Espanha
23/06 17h Croácia vs México
24/06 13h Costa Rica vs Inglaterra
26/06 13h Portugal vs Gana

✰✰✰✰✰✰✰ (7)
20/06 16h Suíça vs França
21/06 16h Alemanha vs Gana
22/06 19h Estados Unidos vs Portugal
23/06 17h Camarões vs Brasil
25/06 13h Nigéria vs Argentina

✰✰✰✰✰✰✰✰ (8)
12/06 17h Brasil vs Croácia
15/06 19h Argentina vs Bósnia
17/06 16h Brasil vs México
25/06 17h Equador vs França
26/06 13h Estados Unidos vs Alemanha

✰✰✰✰✰✰✰✰✰ (9)
16/06 13h Alemanha vs Portugal
18/06 16h Espanha vs Chile
19/06 16h Uruguai vs Inglaterra
23/06 13h Holanda vs Chile
24/06 13h Itália vs Uruguai

✰✰✰✰✰✰✰✰✰✰ (10)
13/06 16h Espanha vs Holanda
14/06 19h Inglaterra vs Itália



    

♪♫ brasileiros, vamos todos buscar a vitória... ♪♫

domingo, 1 de junho de 2014

Top 20: grandes craques da Copa do Mundo 2014

Os melhores jogadores em ação nos gramados brasileiros durante a Copa do Mundo 2014.


1 Lionel Messi, argentino do Barcelona-ESP
2 Cristiano Ronaldo, português do Real Madrid-ESP
3 Frank Ribery, francês do Bayer Munique-ALE
3 Luiz Suarez, uruguaio do Liverpool-ING
4 Yaya Touré, marfinense do Manchester City-ING
5 Andres Iniesta, espanhol do Barcelona-ESP
6 Falcao Garcia, colombiano do Monaco-FRA
6 Neymar Jr, brasileiro do Barcelona-ESP
7 Marco Reus, alemão do Borussia Dortmund-ALE
7 Di Maria, argentino do Real Madrid-ESP


8 Thiago Silva, brasileiro do Paris Saint-Germain-FRA
9 Edinson Cavani, uruguaio do Paris Saint-Germain-FRA
10 Arturo Vidal, chileno da Juventus-ITA
11 Sergio Aguero, argentino do Manchester City-ING
12 Bastian Schweinsteiger, alemão do Bayer Munique-ALE
13 Robbie Van Persie, holandês do Manchester United-ING


14 David Silva, espanhol do Manchester City-ING
15 Arjen Robben, holandês do Bayer Munique-ALE
16 Eden Hazard, belga do Chelsea-ING
17 Wayne Rooney, inglês do Manchester United-ING
18 Sergio Ramos, espanhol do Real Madri-ESP
19 Andrea Pirlo, italiano da Juventus-ITA
20 Mario Gotze, alemão do Bayer Munique-ALE

♪♫ Mostra tua força, Brasil... amarra o amor na chuteira ♪♫

domingo, 13 de abril de 2014

1001 Prose Versions: Wayfaring Stranger

versão em prosa dos versos de Wayfaring Stranger.

Enquanto sigo meu caminho por este mundo, tenho consciência que sou um pobre e desconhecido viajante, mas sigo adiante, certo que não há doença, fadiga ou perigo pra onde vou. Estou indo lá pra ver meu pai e todos os entes queridos que envelheceram.

Estou indo pro meu verdadeiro lar.

Eu sei que meu caminho é árduo e íngrime e sei que nuvens escuras vão se acumular, mas, ali onde Deus mantém vigília, surgirão belos campos à minha frente. Estou indo lá pra ver minha mãe, ela disse que nos encontraremos quando eu chegar.

Estou indo pro meu verdadeiro lar.

wayfaring stranger, por jonnhy cash.



wayfaring stranger, por broken circle breakdown bluegrass band.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Meus jogos na Copa do Mundo

Araucárias na Copa!
Não há como negar: sou meio viciado em futebol. E como tal sempre quis ver um jogo de Copa do Mundo. Se não houvesse Copa no Brasil, com certeza daria um jeito de viajar pelo menos uma vez na vida só pra ver um jogo do mundial de seleções.

Não consegui ingresso para os jogos em Curitiba (por enquanto em março consegui sim!), então pra garantir uma história futebolística pros meus netos, resolvi comprar para jogos fora da cidade. Comprei em Porto Alegre, sem saber qual jogo assistiria, por ser o mais próximo daqui que consegui e por morrer de medo de ficar sem ver ao menos uma partida. Compraria em Manaus, se fosse preciso. Essa é a verdade. hahaha

Pois o bem, o sorteio dos grupos na Copa definiu que testemunharei Holanda versus Austrália. Não é um jogão, mas também não é dos piores. Estarei diante da atual vice-campeã mundial. A Austrália é uma merda, mas ok. 

[atualização...] Minha obrigação moral era assistir um jogo em Curitiba (aqueles inventando desculpa...), então tratei de investir na penúltima fase de vendas. Com a esperança de ver os atuais campeões mundiais, tentei Espanha vs Austrália e, pra não ter perigo do sorteio me excluir dos jogos na minha cidade, também tentei Rússia vs Argélia. E, no final das contas, assistirei Rússia versus Argélia! Não é um jogão, quiçá um jogo médio, mas tá valendo.

Let's Rock! >>> Vinícius de Moraes - A Taça do Mundo é Nossa

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Eu na Copa do Mundo: Holanda vs Austrália

O QUÊ ESPERAR DO JOGO

A única possibilidade é uma goleada da Holanda. Em um grupo difícil e equilibrado com Espanha e Chile, todos sabem que o saldo de gols contra a Austrália será de vital importância. Se o ponto forte da Holanda está justamente no ataque, o destaque da seleção australiana apenas inexiste. 

O forte da Austrália estava na defesa. Estava. Pois o experiente goleiro Mark Schwarzer (Chelsea), decidiu em novembro passado não jogar mais na seleção após levar duas sacoladas de 6 a 0 nos amistosos contra Brasil e França. Agora, os Socceros perdem o grande ídolo da história do futebol no país e apostam na nova geração (!) de guarda-metas.

Quanto à seleção holandesa, é notório que não possuem a mesma qualidade do time vice-campeão mundial de 2010, inclusive sofrendo bastante durante a renovação na parte defensiva, culminando numa participação vexatória na Eurocopa 2012. Porém, o técnico Louis Van Gaal acertou o time e a campanha quase irretocável nas eliminatórias pra COPA garantiu classificação com várias rodadas de antecedência e confiança renovada.


Na minha humilde opinião, a Holanda é um dos cinco melhores times da COPA.

os caras abraçando a fera Robin Van Persie

DESTAQUES INDIVIDUAIS

Robin Van Persie (Manchester United) mantém o alto nível há quase quatro anos, sendo artilheiro das eliminatórias e das duas últimas edições do campeonato inglês.
Arjen Robben (Bayer Munique) foi decisivo no título da Champions League e está cada vez mais ativo na seleção.
- O jovem Kevin Strootman (Roma) é o motor do time e dá segurança e qualidade ao meio-campo (machucou o joelho, tá fora da Copa. merda!).
- Wesley Sneijder (Galatasaray), artilheiro da última COPA, recuperou o bom futebol na Turquia.
- Também vou curtir ver Stekelenburg (Fulham, ex-Roma), Van der Vaart (Hamburgo, ex-Real Madrid), Dirk Kuyt (Fenerbahce, ex-Liverpool), Huntelaar (Schalke 04, ex-Milan), Nigel de Jong (Milan, ex-Manchester City), Marco van Ginkel (Chelsea)...

ESTOU TORCENDO PARA

1 chegar logo a COPA;
2 ver uma luta no gel entre australianas e holandesas;
3 ver a Holanda no clássico uniforme laranja (Austrália é mandante e deve jogar de amarelo, o que forçaria a Holanda a atuar de branco. Apenas lamentável se ocorrer);
4 ver gols da fera Robin Van Persie;
ver jogadores históricos no estádio: a tríade Van Basten-Gullit-Rijkaardo goleirão Van Der Sar, o eterno gunner Dennis Bergkamp e, claro, o motor da laranja mecânica Johan Cruijff.
6 conseguir diferenciar as bandeiras de Holanda, França e Rússia.

♪♫ R.E.M. - Orange Crush ♪♫