segunda-feira, 19 de agosto de 2013

TOP 5 Estádios da Europa, 4º lugar: Emirates Stadium

Apenas não poderia perder a oportunidade de conhecer os templos do futebol que devotamente acompanho pela TV praticamente todos os dias. E como sou fã de listas... eis aqui o quarto melhor estádio que visitei na Europa:

4 Emirates Stadium, do Arsenal.

Maio/2012, Londres, Inglaterra.

Confesso ansiedade maior em conhecer o Emirates Stadium do que outros estádios europeus. O senhor Nick Hornby atiçou minha curiosidade ao escrever sobre o Arsenal em “Febre de Bola”. Pra quem não leu o livro ou não é viciado em futebol, Hornby narra a influência do Arsenal em sua vida e conta as próprias peripécias como torcedor fanático no período pré-Emirates, quando o Arsenal jogava no estádio antigo já demolido, em Highbury, há 500m de distância do maior e moderno Emirates Stadium.

Cheguei próximo do(s) estádio(s) pelo metrô Holloway Road e dei risada por estar completamente perdido até conseguir avistar uma minúscula placa indicativa num poste. Contornei a esquina e avistei as arquibancadas do belo e novo Emirates Stadium. Essa primeira visão é sempre um impacto bacana. Logo estava diante dos canhões símbolos do time e da famosa calçada com mensagens e nomes dos torcedores. Um zilhão de fotos.


 
Emirates ao fundo na foto à esquerda, calçada com mensagens à direita (clique para ampliar)

Cheguei à bilheteria por volta das 11h e descobri que a próxima visita guiada por ex-jogadores do Arsenal (entre eles Charlie George, ídolo do Nick Hornby haha) era apenas às 16h. Uma pena não ter feito a lição de casa pra saber tudo antes de chegar lá, mas tive que me contentar, fazer a tour mais simples (ñ lembro o preço, mas era por volta de £10, com direito a entrar no museu) e caminhar sozinho pelos bastidores do estádio (salas de entrevistas, reuniões, vestiários...) até chegar às arquibancadas. Tudo muito novo, bonito, limpo e bem sinalizado. Estava tendo algum tipo de gincana com crianças no gramado e invejei a oportunidade de pisar naquele tapete verde. Na saída das arquibancadas em direção à loja, reparei que o relógio do estádio antigo - The Clock End - está posicionado da mesma maneira no Emirates. Respeitar as tradições, um dos pilares do futebol. Então passei pelo produtos Nike/Arsenal, camisetas da Holanda (Van Persie ainda jogava nos Gunners), camisetas do Brasil (a desgraça do André Santos ainda enganava por lá), resisti bravamente e não comprei nada (pão duro!). Em seguida saí e dei a volta no estádio pra ir até o museu. 


jóinha em primeiro plano e o "the clock end" no topo das arquibancadas.
Um senhorzinho com jeito de vovô nos dá as boas vindas ao museu e logo de cara está a estátua do treinador Herberth Champman (talvez o maior ídolo da história do Arsenal) e o belo letreiro Welcome to the Arsenal Story. Massa pra caraleo! Nos primeiros passos já vemos a famosa estátua do Charlie George comemorando, deitado, o gol da FA Cup de 1971 (clique pra ver o gol e a celebração inusitada). Quem leu o Febre de Bola entende bem a importância desse gol para os fãs do Arsenal. O espaço do museu é muito bem dividido e a disposição facilita bastante pro turista identificar os momentos históricos e destaque aos grandes jogadores. Percebi isso com maior clareza porque li o Febre de Bola? Provavelmente. Acho que o Nick Hornby ficou feliz.



 

Pensa que acabou? Saí do estádio e fui pegar o metrô na estação Arsenal, lado oposto da estação que cheguei e super próximo ao local onde era o estádio antigo, agora um condôminio chamado Highbury Square. E não dá pra entender como aquelas vielas estreitas comportavam a multidão que saia e entrava no estádio todas as semanas. Nem Nick Hornby entendia. Confesso que gostei tanto da visita ao Arsenal porque, - além da história do time - de certa forma, paguei um tributo a um dos meus livros preferidos.



viludo demais

E fica a dúvida: quão fantástica é a visita guiada pelos ex-jogadores?


Para conferir o Top 5 sobre estádios europeus, clique aqui.

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