quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dias 1 e 3: Madrid, quando pisamos na Europa.

textos das aventuras pelo velho continente, dia a dia, cidade por cidade.
pra não esquecer dos detalhes e quem sabe ser útil para viajantes.

DIA 00 (20/12/2012)

A entrada na Europa estava cercada de mistério. O passaporte da Juju venceria em menos de seis meses e o histórico de brasileiros barrados em Madrid - por esse e outros motivos - é um pouco assustador. Juju estava absolutamente histérica e ansiosa desde Guarulhos, e a chuva forte – e o consequente atraso - em São Paulo só fez aumentar o drama.

DIA 01 (21/12/2012)

Viajamos com isso em mente e mudamos até a mão da aliança na hora da entrevista na alfândega. Porém, todo o medo que tínhamos caiu por terra em 5 segundos com o bom humor e simpatia do agente que nos entrevistou (a receptividade deles mudou bastante quando o Brasil endureceu a entrada de espanhóis). Após uma pequena sequência de perguntas, o tiozinho bigodudo desejou feliz aniversário adiantado pra Juju e nos liberou. É nóis na zooropa!

Chegamos, Europa!

Andamos mais ou menos 30 minutos perdidos dentro do aeroporto de Madrid (Barajas) até encontrar o metrô. A rodinha da mala não funcionava direito e arrastar aqueles 15 quilos por uns bons 3km depois de viajar por 12 horas num avião apertado é uma experiência que qualquer viajante pre-ci-sa evitar. Já adianto que esse foi o único aeroporto da viagem que nos fez sofrer, portanto recomendo estudar o mapa dos terminais pra evitar esse desgaste.

Chegamos ao metrô e a primeira interação com os espanhóis aconteceu. Num ponto de informações turísticas, compramos o ticket (€5/pessoa) pra nos levar ao centro e ganhamos um mapa da parte turística da cidade. Com um atraso de pelo menos duas horas, era hora de deixar o aeroporto finalmente entrar em território espanhol.

Calçadão entre o hotel e a Plaza Puerta del Sol.

Chegamos à estação Sevilla e trezentos metros nos separavam do querido Hotel Regina, o primeiro ninho de amor da viagem hahaha. Fizemos o check-in, averiguamos às instalações do hotel (chique no úrtimo), largamos as malas e vazamos rumo à Plaza Puerta del Sol, seguindo nosso elaboradíssimo roteiro.

A primeira impressão da praça mais movimentada de Madrid foi um pouco brochante. Vimos o tal urso, a estação de metrô, o início das ruas repletas de lojas e o fantástico El Corte Inglês, um misto de supermercado e loja de departamentos. Nem 10 minutos depois já estávamos em direção à Plaza Mayor. Trôpegos de fome, faturamos o clássico sanduíche de jamon (um presunto cru típico da Espanha) com fanta laranja na caminhada de poucos quarteirões. A Plaza Mayor é grande e retangular, cercada por prédios com fachadas parecidas e com ruas nos quatros cantos, o quê dá a impressão de estádio. Curti pacas. Fomos às quatro pontas da praça. Em uma delas as pessoas bebiam cerveja durante a tradicional siesta após o almoço. Em outra ponta, saímos da praça em direção ao Palacio Real (também conhecido como Palacio Oriente) e encontramos o belo Mercado de San Miguel. A sede apertou e iniciei os trabalhos etílicos com uma Cruz Campo. haha Continuamos nossa andança e logo chegamos ao Palacio Real (é tudo muito perto mesmo) e à Catedral de Almudena. O primeiro visual de “putz, estamos na europa de verdade”. Muitas fotos nos portões do Palácio e da Catedral. Depois de um tempinho seguimos nosso roteiro e contornamos o Palacio Real pelo calçadão passando pela Praça Oriente até encontrarmos uma parte dos Jardins Sabatini. Coisa linda de se ver. Tudo em menos de duas horas. A parte de Madrid que interessa de fato não é muito longa e dá pra completar o circuito a pé.

Palacio Real

Saímos do Palácio Real em direção à Gran Via, a broadway espanhola hahaha, rua repleta de lojas e teatros de todos os tipos e preços. Era véspera de natal e os arredores estavam superlotados. Muito longe de uma 25 de março, mas não menos apertado que os shoppings. Entramos na Zara pra ver se era diferente (igualzin aqui). E na Lefties, o outlet da Zara - muito barato. Já que era caminho pra voltar ao hotel, descemos toda a Gran Via até o Edifício Metrópolis, grande marco da cidade. Era hora de jantar e o frio apertava, então voltamos ao El Corte Inglês da Plaza Puerta del Sol pra comprar umas baguetes e aproveitar o preço dos vinhos. Aí sim enfrentamos um aperto digno de 25 de março. Crise espanhola?, não sei onde. Depois foi só voltar pro hotel, descansar da longa viagem transatlântica e nos preparar para conhecer Toledo.

DIA 02 (22/12/2012)

(passamos o segundo dia inteiro em Toledo. É a cidade mais bonita que eu já na vida, disparada. É tão bonita que parece um filme. E portanto merece um post especial que publicarei em seguida. Ou seja, vamos pro terceiro dia, ainda em Madrid).

DIA 03 (23/12/2012)

Acordamos e fomos direto para o estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabeu (€19/pessoa). Lugar onde brinca Cristiano Ronaldo. Onde já desfilaram Ronaldo, Roberto Carlos, Di Stefano, Puskas e Zidane, entre outras feras. É um deleite para os fãs do futebol. Falarei com calma sobre estádios em outro post, um assunto que certamente posso dedicar várias linhas hahaha Aqui, vale o registro que uma passagem por Madrid sem visitar o Santiago Bernabeu é um crime, pois se trata de um dos pontos mais famosos e historicamente importantes da cidade. Ficamos mais ou menos duas horas entre gramado, vestiários, escadarias, camarotes, museu e loja. No mesmo dia, bem mais tarde, teria um jogo beneficente com presença do goleiro Casillas, mas não dava pra esperar, uma pena.

Santiago Bernabeu

Saímos do estádio em direção ao museus, o Reina Sofia e o Museu do Prado. Antes, parada para o almoço. Escolhemos o Taberna Maceiras, um dos poucos restaurantes que colocamos no roteiro e conseguimos ir. Um dos mais bem votados no TripAdvisor, o Maceiras não decepcionou. Ambiente rústico, mesas antigas, panela de barro e vinho em tigela. Faturamos uma paella num panelão de dar gosto, bebi cerveja e vinho. E não ficou caro, preço justo, uns €30 no total pros dois. Vale uma consulta no TripAdvisor pra se atualizar dos preços e condições.

Após o almoço, rumamos ao Reina Sofia (de graça aos domingos) e Museu do Prado (de graça aos domingos das 17h às 19h para ver coleções permanentes). Entramos no Reina Sofia antes, sem fila e sem multidões, uma certa aglomeração apenas próxima ao Guernica, clássico de Picasso e quadro mais famoso do museu. Nos divertimos bastante nas tentativas de camuflar uma fotografia da Juju na frente do Guernica. Altas emoções. O elevador panorâmico é bem legalzão e o banheiro é limpo hahaha. Destaque para obras de Joan Miró (Homem com Pipa), Salvador Dalí (Grande Masturbador) e Alexander Calder (Carmen).

Juju fazendo pose defronte ao Reina Sofia

Caminhamos menos de 1km pela linda rua Paseo del Prado, diante dos portões do Real Jardim Botânico até chegar ao Museu do Prado. Ficamos esperando o museu abrir os portões às 17h (horário de entrada gratuita), estava sol e aproveitamos pra jacarezar, tirei até uma soneca nos bancos da Plaza Murillo, onde fica uma entrada secundária do museu e a fila é muito menor. Juju estava ansiosíssima para ver "O Jardim das Delícias" (Bosch/El Bosco) e "As Meninas" (Velázquez) - esses dois quadros eu lembro BEM e são muito bacanas até pra quem não saca bulhufas de arte, vale clicar, ampliar a imagem e ver os detalhes. Também há uma coleção imensa do Goya (página especial do Museu só pro Goya), do El Greco e do Dürer. Tive a nítida impressão de “museu de filme”, com mil quadros de vários tamanhos em paredes brancas amplas, tudo muito silencioso e ambiente clássico. Fascinante.

Depois do dia cansativo, voltamos para hotel no mesmo esquema dos outros dias: El Corte Inglês para pães, queijos e vinhos. Era preciso descansar bastante, pois no outro dia bem cedo pegaríamos o trem para... Barcelona!

Mais sobre a viagem:
Dias 1 e 3: Madrid, quando pisamos na Europa.
Dia 2: Toledo, quando encontramos a Idade Média.

Let's Rock! Uncle Tupelo - New Madrid

Um comentário:

Stephanie disse...

Legal, galera!
Já estou programando a minha próxima viagem! E desta vez a Espanha não poderá faltar no roteiro! :D
Beijos!