quinta-feira, 12 de julho de 2012

Eu, meu irmão, meu pai e o Palmeiras!

Não queria escrever sobre isso porque eu penso e choro. Mas o Palmeiras é campeão, porra. Deixa eu me emocionar.

Paixão por um time de futebol tende a ser de pai pra filho. E meu pai sempre gostou muito de esporte, sempre gostou de futebol e sempre foi palmeirense. Diz a lenda que meus primos Zélu e Juninho (hoje chamados de Ferrari e Celsão) são palmeirenses por conta dele. Por óbvio, eu e o Michel também não escapamos: somos torcedores do Palmeiras.

Minha mãe sempre lembra das tardes de domingo vendo esportes na TV Bandeirantes. Eu lá com meus poucos anos deitado no tapete da sala com meu pai vendo qualquer coisa esportiva. Cresci vendo Palmeiras ao lado dele. Michel nasceu logo que eu fiz 9 anos e passamos a ser três homens defronte à TV com minha mãe vindo checar o motivo dos gritos. A gente grita gol bem alto. Cresci assim. Aprendi a gostar de futebol assim. 

E meu pai nunca foi muito fanático. O Michel é super parecido com ele nesse sentido. Os dois gostam muito do Palmeiras, choram, vibram, xingam, mas sem saber o nome, idade e procedência de todos os jogadores. Eu sou mais bizarro, mas longe de ser fanático como vários entre os 15 milhões de torcedores do Palmeiras.

Lembro perfeitamente de ostentarmos nosso palestrismo nas carreatas por Urânia em 93 e 94. 96! 98! Em 1999 choramos juntos, o Michel nem lembra, era novinho. Até hoje eu acho que perdemos a Libertadores 2000 porque assistimos ao último jogo separados (já morávamos em Curitiba e meu pai tinha viajado pra Urânia). Em 2001 o Muñoz fez um gol numa Libertadores e eu berrei tanto que o Michel chorou de medo, o suficiente para lembrarmos disso pelo resto da vida. E depois disso a vida nos levou para casas separadas (os filhos crescem, acontece) e o Palmeiras - coincidência ou não - não fez muito além de uma série B, um Paulistinha e poucos grandes jogos, como aquele petardo do Cleiton Xavier na Libertadores de 2009 - a gente comentou muito sobre, mesmo morando longe.


E eis que ontem o Palmeiras foi campeão, o primeiro título após meu pai falecer. Eu e o Michel choramos muito no gol e no apito final. Chorei umas cinco vezes durante a partida, entre orações pro Palmeiras ganhar e pedindo pra meu pai dar uma força e torcer também. Como se ele pudesse me ouvir, como se ele estivesse ali conosco. Talvez estivesse mesmo, quero acreditar.

Vou parar porquê já perdi as contas de quantas vezes chorei. 

Ganhamos, pai. Ganhamos!

5 comentários:

Edson Marques disse...

Parabéns cara , vc escreveu com o coração e eu aî onde estiver estará satisfeito

Túlio disse...

bela história! belo título!

vamo parmera

Marcelo Urânia disse...

Genuíno, emocionante e lindo o seu desabafo pós-conquista, Marcelo!!! Show de bola!!!

Avante, Palmeiras!!!

abraços,
Toninho Garcia
(Pró-Palmeiras)

Marcelo Urânia disse...

"Show de Bola Marcelo!
Simplesmente show de bola!"

Claudio de Almeida Silva
(Pró-Palmeiras)

Marcelo Urânia disse...

"Já li! Reli! Trili....
Maravilhoso!"

Claudio de Almeida Silva
(Pró-Palmeiras)