sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um mês, Deus.

Um mês.

De resignação, de descrença, de saudade, de uma dor que entorpece. Sem meu ídolo, sem meu espelho, sem meu confidente e conselheiro, sem meu amigo, sem meu pai, sem meu verdadeiro Deus. Um mês de choro contido (às vezes nem tão contido assim), de uma maldita ardência no peito. Um mês de fuga - sem perceber - do silêncio, das reflexões, da realidade e, mesmo assim, em absolutamente todos os dias, de hora em hora, algo remete ao meu pai. Uma frase, um trejeito, uma situação. Impressionante. E a dor lateja, arqueja.

Envelhecer é foda. A gente enfrenta umas provações tão fortes que - nesses dias de infortúnio - até o Deus do mundo eu difamei. E continuo difamando, entre orações, num paradoxo que só o amor permite. Até porquê, dizem, esse Deus perdoa. E até porquê, agora, eu tenho um Deus particular, um Deus verdadeiro que de tudo fez por mim e por minha família. Tenho provas que esse Deus existe, tenho até fotos.

Sou o quê sou por minha família, por esse Deus.


Let's Rock! >>> OAEOZ - Às Vezes Céu/Ausência/Dias Tortos

3 comentários:

Steph disse...

Muitas saudades do Tio Nino... Dói no coração...

juju disse...

Lindo, lindo <3
Lembraremos a todo o instante e daremos continuidade, sempre.

Anônimo disse...

Só o tempo vai amenizar sua dor...