terça-feira, 23 de novembro de 2010

Diante de Paul McCartney/Macca Experience

Não há o quê dizer sobre letras, ritmos ou execução das músicas dos Beatles. Tudo já foi esmiuçado, milhares de vezes. O testemunho aqui é de foro íntimo.

A imersão na beatlemania é como prestar culto a uma divindade. Os vídeos antigos dão o tom, mas compartilhar tamanha gratidão e encantamento nos enleva a um sentimento à revelia do entendimento lógico, conceitual, racional. Se um show ao vivo, qualquer que seja, já é por si só transcendental. Agora, imagine - citação voluntária, Lennon é peça fundamental - um show de Paul McCartney.

O ex-beatle - totalmente ciente do mito e gênio que se transformou - catalisa a devoção de sessenta e tantas mil pessoas com absoluta leveza. E impressiona na capacidade de trabalhar o fanatismo para o próprio bem-estar. Macca aparenta estar em paz, feliz e realizado por seu valor histórico.

E eu (nós) também.

Thanks, Macca.

Let's Rock! >>> Paul McCartney - (top 5 em negrito) "Venus and Mars/Rock Show", "Jet", "All My Loving", "Letting Go", "Drive My Car", "Highway", "Let Me Roll It/Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)", "The Long and Winding Road", "Nineteen Hundred and Eighty-Five", "Let 'Em In", "My Love", "I've Just Seen A Face", "And I Love Her", "Blackbird", "Here Today", "Dance Tonight", "Mrs Vandebilt", "Eleanor Rigby", "Something", "Sing the Changes", "Band on the Run", "Ob-La-Di, Ob-La-Da", "Back in the U.S.S.R.", "I've Got a Feeling", "Paperback Writer", "A Day in the Life/Give Peace a Chance", "Let It Be", "Live and Let Die", "Hey Jude", (primeiro bis) "Day Tripper", "Lady Madonna", "Get Back", (segundo bis) "Yesterday", "Helter Skelter", "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e "The End".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Da TV para Interlagos, part 4: partiu!

Amanhã bem cedo estarei em Interlagos, o templo do automobilismo brasileiro, para ver a Fórmula 1. No mínimo 20 anos com esse desejo em mente. Agora é a hora!

Defina fe-li-ci-da-de.


Let's Rock! >>> Tom Zé - Interlagos F1

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Da TV para Interlagos, part 3: as Lotus de Emerson Fittipaldi

Ontem Emerson Fittipaldi pilotou o lendário Lotus 72 pelas ruas de São Paulo e, no domingo - para deleite total deste que vos escreve -, volta a acelerá-lo antes do GP Brasil para comemorar os 40 anos de sua primeira vitória na F-1.

O quê pouca gente sabe é que o modelo da primeira vitória de Emerson é o Lotus 72C (patrocínio Gold Leaf) e o carro que está no Brasil é o Lotus 72D (patrocínio John Player Special) que o brasileiro usou na conquista do primeiro título mundial em 1972.

(Veja bem, não estou reclamando. É espetacular que um carro tão importante para o automobilismo brasileiro esteja em ótimas condições e, principalmente, diante dos meus olhos. Mas ler em todos os sites esportivos uma meia-verdade me incomoda um pouco, ainda mais sabendo que os carros, apesar de modelos similares, possuem uma pintura totalmente diferente.)

P
ara
explicar direito, segue um parágrafo de história:

Em 1970, ano de estréia de Emerson na F1, o brasileiro pilotava o modelo secundário da equipe Lotus, o belo 49C, enquanto o piloto principal, o austríaco Jochen Rindt, guiava o modelo 72C - ambos com patrocínio vermelho e amarelo-ouro, da Gold Leaf. E Rindt venceu cinco etapas do campeonato para despontar como favorito ao título de 1970. Porém, uma tragédia muda a história do automobilismo brasileiro. Eis que nos treinos livres para o GP da Itália, na veloz pista de Monza, a Lotus coloca o jovem Fittipaldi para amaciar o motor do modelo 72C de Jochen Rindt. Correndo sem asas traseiras, Emerson perdeu o ponto de freada e bateu, danificando o bólido do companheiro por completo. Ao voltar aos boxes e informar o quê tinha acontecido a Colin Chapman (dono da equipe), este resolve dar o carro que pertencia a Fittipaldi para Rindt correr no dia seguinte. E nos treinos do outro dia... Rindt sofreu forte acidente na curva Parabolica - suspeita-se de problemas nos freios - e é encaminhado ao hospital, mas morre no caminho. A equipe Lotus, de luto, não disputa o GP da Itália e não envia seus carros para o GP do Canadá. E a partir do GP dos EUA, em Watkins Glen, Emerson Fittipaldi é o escolhido de Colin Chapman para assumir o cockpit do Lotus 72C de Jochen Rindt e liderar a equipe contra a pressão das Ferrari de Jacky Ickx e Clay Regazzoni na disputa pelo título. Emerson apenas vence a prova e assegura o único título póstumo da história da F1 para o ex-companheiro Jochen Rindt. No ano seguinte, somente a partir da terceira etapa a Lotus disponibiliza a Emerson o modelo 72D, mas ainda nas cores da Gold Leaf. Somente em 1972, ano do primeiro título, o Lotus 72D de Fittipaldi está preto nas cores da John Player Special. Só pra constar, Emerson ainda pilotou para a Lotus nos modelos 56B (uma corrida em 1971) e 72E (a partir da quarta etapa de 1973), antes de se transferir para McLaren.

1970: primeira vitória com o Lotus 72C, pintura vermelha Gold Leaf.

1972: primeiro título com o Lotus 72D, pintura preta John Player Special.

alguns momentos da primeira vitória brasileira na F1.

Lets Rock! >>> Rubens & The Barrichellos - Parabolica

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Da TV para Interlagos, part 2: Donnington Park 93

É a maior primeira volta brasileira de todos os tempos. Todo mundo lembra de Ayrton Senna, mas Rubens Barrichello não foi menos genial que o tricampeão. Enfileirados debaixo de um aguaceiro sem fim, Senna e seu McLaren ocupavam o quarto posto enquanto Rubens colocava seu Jordan no 12º lugar em sua terceira corrida na categoria.

Após a largada, Senna caiu para quinto e começou a ultrapassar um a um, até assumir a liderança antes da primeira volta, absolutamente genial e assustador. E Barrichello cruzou a primeira volta em quarto!

Abaixo, um relato incrível do Fantástico sobre a corrida.



Let's Rock! >>> The Dictators - (I Live For) Cars & Girls

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Da TV para Interlagos, part 1: a primeira lembrança.

A lembrança mais antiga da minha vida é o fdp do Alain Prost levantando a placa de campeão no Japão em 1989 - ou talvez quando meu primo de Itajobi caiu do muro na casa da minha vó em Aspásia, mas não sei bem quando foi. A data que o mundo me ajuda a lembrar é daquele francês do nariz torto erguendo a placa. Eu tinha seis anos à época e estava à frente da TV na madrugada torcendo pelo Senna.

É praticamente impossível que eu tivesse real noção da história polêmica que decidiu o título a favor de Prost, mas aquilo de alguma forma me deixou puto e foi marcante a ponto de me lembrar até hoje daquela TV Semp Toshiba com os botões ao lado direito da tela e essa maldita imagem:

durante muito tempo achei que essa imagem fosse obra de minha imaginação.

Alain Prost deve agradecer até hoje ao Sr Jean-Marie Balestre, dois filhos da puta.

Let's Rock! >>> Ryan Adams - Enemy Fire