quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um homem sábio.

Ao telefone:

"Tarrrrde, pai! Tudo bem aí?"
"Remando contra a maré tempestuosa da vida."

Poucas e sábias palavras.

Let's Rock!  Paul Weller - No Tears To Cry

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bob Dylan é a Ilha de Lost.

Eu aqui tentando baixar o novo disco do Jakob Dylan e... o nome do filho da lenda viva Bob Dylan é nada menos que Jakob Luke Dylan.

Leia de novo o nome da fera: JAKOB LUKE DYLAN.

JAKOB, numa discreta mudança de letra daquele que coordena(va) as ações na Ilha de Lost.
LUKE, o 'F'Locke, numa alusão à Star Wars e o lado negro da força.

Bob Dylan é o pai de Jakob Luke Dylan, portanto é o pai de 'F'Locke e Jacob num só ser.

Bob Dylan é a Ilha de Lost.


Reunião em 69 na Isle of Wight: Dharma feelings.

Let's Rock! >>> Bob Dylan - Isle of Wight Festival '69 (album)

sábado, 24 de abril de 2010

As Bicicletas de Belleville

('Bicicletas de Belleville' será exibido nesta terça 27/04 no miniauditório do Campus Curitiba da UTFPR)

Indicado ao Oscar de melhor animação e melhor canção em 2004, o longa-metragem do diretor francês Sylvian Chomet é notável por sobrepor o desenho ao texto numa narrativa tensa, crítica e irônica, imersa em nostalgia e revivalismo. Fruto da parceria longeva entre Chomet e o compatriota Nicolas de Crécy, a linha expressionista de ‘As Bicicletas de Belleville’ nos apresenta aos personagens em cores determinadas pelo próprio cenário francês.

O passado nos encontra e guia nosso olhar para uma França apaixonada pelas bicicletas do Tour de France e pela vida ao ar livre, girando em cores sepiadas e tons pastéis - em referências às animações de Max Fleischer, ao cinema mudo e ao teatro de revista - para acompanhar a vida de Champion, Madame Souza e o cão Bruno numa abordagem agridoce, com silhuetas verdes e azuis, cenários decadentes em meio ao glamour, no contrasenso do ferro com a borracha que formam às bicicletas e induz o espectador à vida da época.

A comunicação por imagens traz um roteiro onde vovó Madame Souza anseia que o neto Champion, um apaixonado por bicicletas, torne-se campeão da famosa Tour de France. Até que o rapaz e outros ciclistas são sequestrados em meio a competição. É quando Madame Souza e seu fiel cão Bruno entram em ação - com ajuda de um trio de dançarinas de cabaré elegantes e decadentes - numa aventura pela França dos anos 50 à procura de Champion.

As curvas do ciclista Champion, o focinho do cão Bruno, as bochecas de Madame Souza, o comprimento das dançarinas de cabaré, a aversão ao consumismo e modernidade, a ironia - em explícita referência ao ícone da comédia francesa Jacques Tati -, a nostalgia, as técnicas de animação, as cores, o cinema mudo... com tais elementos a dupla Chomet e Crécy torna Le Triplettes de Belleville (título original) um símbolo da importância do desenho no roteiro.

(texto especialmente escrito para o Clube de Cinema da UTFPR, baseado em trechos de Juliana Perrella e Graciele de Mello. Confira programação 2010, tema animação.)


Let's Rock! >>> Kraftwerk - Tour de France

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ostentando a fibra na Arena da Baixada

Ontem estive na Arena da Baixada para prestigiar o Palmeiras. Túlio e Felipe me acompanharam na empreitada. Ricardo teve problemas no trabalho e não pode ir. Louvamos a São Marcos por ele.

Seguem abaixo alguns tópicos absolutamente notáveis para quem esteve no estádio, mas pela TV nem tanto:

- Nos arredores do estádio, policiamento como nunca vi em Curitiba. Clima de guerra por três fatores: briga espartana no Couto Pereira (Brasileirão/09), resultado satisfatório de operação policial semelhante no último Atletiba e, claro, a polêmica racial entre Manoel e Danilo. Confesso que pensei na saída do estádio e temi por nossa integridade física.

- Torcida do Patético/Pr é bizarra: xingou o Coxa e o Danilo o tempo todo. E na hora de apoiar o próprio time, criatividade zero: gritam apenas o nome do time. E na entonação errada! E me parece que ainda tem orgulho de trocar a sílaba tônica. Não entendo.

- Quando um time das categorias de base do Atlético-PR entrou em campo antes da partida, puxei o coro "uh, viadinho" e todo mundo acompanhou. Pura malandragem, ein.

- Briga na torcida do Palmeiras antes do jogo. Aparentemente entre a mesma organizada, vi caras com camisetas de Santa Catarina. Na boa, nada mais que deprimente.

- o goleiro Deola foi o jogador mais festejado quando os reservas foram aquecer próximos da torcida. Jogou a camisa pra torcida no final. Vejo nele o sucessor de São Marcos.

- São Marcos, anjo e guardião de Palestra Itália, me pareceu desanimado. Não só com as falhas da equipe, mas estar ali parecia irritá-lo. Espero que seja apenas impaciência com a falta de finalizações e com o rumo da partida.

- Juizinho fraco. Medo de briga entre os jogadores era tão grande que marcava qualquer faltinha, pros dois lados. Irritante. Expulsou o cara do Atlético por conta dos cartões precipitados no começo do jogo. E aí tentou compensar naquele pênalti ridículo (quase pulei no gramado de raiva).

- Vejo o pênalti perdido pelo Robert Snipes pelo lado bom. Se ele faz, o Palmeiras iria golear e o risco de apanhar no final seria maior.

- Diego Souza apenas caminhou no segundo tempo (marra lamentável) e Lincoln é pura classe dentro de campo. Joga de cabeça erguida, sem firulas ou arranques desumanos, apenas futebol simples e objetivo. Mas acho que isso deu pra notar pela TV.

- Descobri quem fez o gol do Palmeiras já fora do estádio, na hora apenas pulei, bati no peito e gritei "GOOOOOOOOLLLL, CARALEOPORRATOMANOCUBANDODEFDPDUMAFIGAÉNÓIS". haha

- E que bonito é o futebol, amigos. Estou rouco de tanto ostentar a fibra.

Let's Rock! >>> Carmen Miranda - Minha Terra Tem Palmeiras