sábado, 13 de março de 2010

TOP 5 carros da F1

Sinto-me num momento F1-freak. Certamente fruto do terceiro ano do Go Kart, da volta do Schumacher, da bombástica dupla Alonso-Massa e, principalmente, da ansiedade pela viagem ao GP Brasil. Estou empolgado, confesso.

Cheguei ao ponto de não me satisfazer com as novas notícias. Então comecei a ler sobre a história da F1. E descobri carros fantásticos, numa época sem tanta política, tecnologia e segurança, onde os pilotos precisavam ter CU-DURO pra acelerar fundo.

Isto posto, meu nobre, pirei o cabeção e resolvi montar um TOP FIVE dos carros mais bonitos da história da Fórmula 1, onde procuro um coeficiente entre relevância histórica e beleza estética pra elencar os escolhidos.

(clique nas fotos para ampliar)

5º) Lotus 72

Essa bela pintura vermelho-ouro da Gold Leaf (um dos primeiros patrocínios da F1) e o design que Colin Chapman criou em 1970 levaram Emerson Fittipaldi à primeira vitória na Fórmula 1.

O brasileiro assumiu o cockpit após a morte de Jochen Rindt no qualify em Monza. Em sinal de luto, a Lotus não correu em Monza e no Canadá. E Chapman então convocou o novato Fittipaldi (apenas três provas com a Lotus 49) para substituir Rindt no Lotus 72 em Watkins Glen. Emerson apenas venceu a corrida.

4º) Ferrari Dino 156

É o modelo que levou Phil Hill ao título de 1961, primeiro e único campeão mundial de F1 nascido nos EUA (Mario Andretti nasceu na Itália).

O carro é inovador, principalmente pelo bico num formato nariz de tubarão (sharknose), mas também por trazer o primeiro motor traseiro de uma Ferrari e por materializar a transição dos carros "gordos" dos anos 50 para os "charutos" que caracterizaram os anos 60. E, amigo, eu tinha que colocar uma Ferrari. Há uma foto recente do carro aqui.

3º) Lotus Renault 97T

Esse carro preto com a pintura John Player Special é lindo de chorar. Não gosto muito do piloto tão à frente no carro, mas é o bólido da primeira vitória de Ayrton Senna, em 1985, no circuito de Estoril, Portugal, num puta aguaceiro (veja esse vídeo excelente). Um clássico absoluto.

O 97T sempre foi muito rápido, mas pouco confiável. Senna fez 7 poles em 1985, mas abandonou provas que liderava por problemas mecânicos. Veja aqui uma foto curiosa no glorioso final de semana em Estoril.

2º) Brabham Repco BT19

Em 1966, cinco anos após a fundação da equipe, Jack Brabham e Ron Taunarac construíram o BT19. É o mais clássico dos Brabham.

O bólido se adaptou bem à nova regra de motores 3.000c e levou o próprio Jack ao tricampeonato, consagrando-o como o único campeão com um carro construído por ele mesmo.

É o charuto mais bonito da F1. Pra alcançar 300km/h nos anos 60 era preciso CU-DURO, amigo. Acho fascinante.

1º) McLaren Honda MP4/5B

Todo mundo gosta do MP4/4, o carro do primeiro título de Ayrton Senna, quando a equipe venceu 15 das 16 corridas de 1988.

Porém, pra mim, o carro mais bonito de todos os tempos é o MP4/B5, de 1990, o ano do bicampeonato de Senna. Este era o carro que eu ficava desenhando no caderno ao invés de estudar. Horas pra detalhar o Marlbhoro do aerófolio traseiro. Absolutamente fantástico.

Let's Rock! >>> George Harrison - Faster

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nick Hornby na revista Veja

Sabe Alta Fidelidade, com o John Cusack? Lembra de Febre de Bola, com a Drew Barrymore? Humm... talvez Um Grande Garoto, com o Hugh Grant? Todos são filmes baseados em livros do sujeito da foto: Nick Hornby.

A introdução da entrevista na VEJA é direta e eficaz: "Nick Hornby, 52 anos, é um dos principais nomes da ficção inglesa contemporânea. (...) às vezes descrito como alguém que se dedica a retratar um tipo muito específico: trintões e quarentões que se recusam a crescer. Seu tema, no entanto, é outro: a maneira como a cultura pop - e a música em especial - moldou a sua geração e as gerações seguintes. Seus personagens são um amálgama das canções que ouvem, do estilo de roupa que usam, do time para que torcem. Mas não são só superfície. Hornby sabe como dar densidade a cada um de seus heróis - sempre num estilo leve e mordaz."

A entrevista saiu na revista Veja há semanas, mas só consegui ler agora. E gostei bastante de três partes:

1. "no meu consumo diário de música, não quero ouvir algo que já ouvi 500 vezes antes."

2. "Compro CDs de vez em quando. Tenho a sensação de que, se não tenho a música fisicamente, ela se perde. (...) Gosto de comprar os CDs mais importantes: é mais fácil lembrar deles quando estão visíveis em uma pilha na minha casa.

3. "Logo que comecei a ir ao estádio (...) eu olhava ao redor e via homens de todas as gerações - garotos, adultos, velhos. Eu já imaginava então que o time seria uma paixão para a minha vida toda."

Saca identificação? Então. É nóis na fita!

Let's Rock! >>> The Shins - Pressed In A Book