quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vida real: chucrice às 8h30 de uma quarta-feira

Quarta-feira, 08h30, Extra Hipermercado, a procura de um mouse pro computador da empresa. Já na seção de informática, um clone da Marinete ("A Diarista") tira a poeira dos teclados, cabos, mouses... e conversa sorrateiramente com um rapaz, que aparenta também trabalhar no mercado. Enquanto me atento à busca pelo mouse mais barato, o papo dos dois segue inaudível.

Até que o rapaz força um tom de voz mais grave: "ê, corpão bão pra dar uns aperto".

Eu olhei pra moça, confesso. 1,60m, mezzo balzaca, curvas um tanto mal distribuídas, mais gorda do que deveria, salto plataforma, guarda-pó em mãos. Nada demais, porém, menos feia do que você imagina.

A resposta foi em tom desafiador: "se pegar, tem que pegar tudo". No mínimo, esses dois já se entreolham há tempos pelos corredores do Extra. Tudo isso em segundos. E a prosa continua.

"Sou bão pra isso", disse o rapaz, sem pestanejar. E a moça riu feito Papai Noel, num misto de charminho e deboche. O cara dá um passo adiante e aproxima a mão da cintura, como se fosse apertá-la. Meio assustado, eu disfarço.

Em seguida, ainda com as mãos perigosamente próximas da guria, a pérola: "Já tem os sinais das minhas garras antes de apertar". Amigos, eu precisava olhar os sinais das garras do cara na cintura da mina. E aí eu vi o quê você está imaginando. De fazer inveja aos afluentes do Rio Amazonas.

Então peguei um mouse de r$12,99 e vazei.

Let's Rock! >>> Gal Costa - Coração Vagabundo

Um comentário:

M. disse...

hauahaauahauahua, meu deus!