quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A fraqueza do (pseudo) Imperativo

O uso do modo "imperativo", especialmente em publicidade, é uma afronta nítida ao autoritarismo e à língua portuguesa. A palavra "imperar" não deveria sugerir pedido ou conselho, como diz o dicionário. "Imperar" é ordenar, reinar - e apenas isso. Lembra pulso firme, coronelismo, comando, liderança.

Quem não se lembra do famoso
"compre batom! compre batom!". Dizem que o verbo está no modo imperativo, mas é a coisa mais fácil do mundo de desobedecer. Oras, se eu não quiser, não compro batom.

Há tempos observo com atenção à exposição do "imperativo". Anos atrás recebi com alegria a determinação da TV Cultura em proibir comerciais que incitassem à ação do telespectador através do "imperativo", evitando uma espécie de manipulação dos humildes de senso crítico.
Para acabar com essa balbúrdia, a morfologia deveria proteger a língua portuguesa, preservar a verdade da etimologia do verbo "imperar" e criar o modo IMPERATIVO DE VERDADE, onde o verbo seria precedido/seguido por uma interjeição de ordem/impaciência:

"Compre batom, porra!"
"Sorria, caraleo, você está na Bahia!"
"Porra, corrijam o português!"


E tenho dito.

Let's Rock! >>> Juliette And The Licks - You're Speaking My Language

Um comentário:

Marcelo Urânia disse...

típico texto que só a meliza lê. haha