quinta-feira, 30 de julho de 2009

Há 9 anos, a primeira vitória de Rubens Barrichello

Dia 30 de julho de 2000, domingo. GP da Alemanha de Fórmula 1, autódromo de Hockenheim. À época, eu gravava todas as corridas, na expectativa de registrar a primeira vitória de Rubens Barrichello.

Há exatos nove anos, Rubinho largaria em 18º e, portanto, com diminutas chances de vencer. 'Essa aí nem precisa gravar, Marcelo', 'Pare de ser besta, moleque'. Mas eu, teimoso feito uma porta, preparei o VHS e mandei o REC quando o Galvão soltou o clássico 'voltamos em definitivo...'.

No final da prova, após um maluco entrar na pista e Barrichello ultrapassar quase todo mundo, um pé-d'água atingiu a parte lenta do circuito... épico! A pista de Hockenheim era gigante (quase 7km) e a parte veloz do traçado estava seca, mas a parte do estádio, onde fica o público e as curvas são lentas, estava absolutamente encharcada. E quase todos os pilotos foram colocar pneus próprios para chuva enquanto Rubinho manteve os slicks.

As últimas voltas foram eletrizantes, pois a chuva começou a atingir as outras partes do circuito, tornando a dirigibilidade do carro de Rubens cada vez mais impraticável. Eu chorei de soluçar nas últimas 5 voltas. E Barrichello manteve um bom ritmo, numa das atuações mais fantásticas de um piloto em todos os tempos. Galvão se engasgou, emocionado. Reginaldo Leme chorou e mal conseguia comentar. Inesquecível!

Em tempo: perdi o VHS, mas hoje existe o Youtube!



Let's Rock! >>> Rubens & The Barrichellos -Parabolica/Brazil

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Rock de Inverno 7

A sétima edição do Festival Rock de Inverno acontece em 24 e 25 de julho, datas conhecidas popularmente como próxima sexta e próximo sábado.

A programação está no flyer abaixo (clique ali para ampliar), destaque para quem vem de fora de Curitiba e dificilmente tocará por aqui tão em breve: Fellini (clássico oitentista paulistano) e Beto Só (trovador do planalto central).

As outras 12 atrações estão no belo site do evento, onde há uma coletânea ixperta procê sacar qualé das bandas.

Atualizado em 27 de julho.

TÓÓÓP FÁIVE, Rock de Inverno 7: Beto Só, Nevilton, Hotel Avenida, ruido/mm e Koti.

(
Não consegui ver todo o show de três bandas com potencial pro Top 5: Heitor+Gentis, Mordida e Lestics. Um crime perder Lestics...)

Let's Rock! >>> Beto Só - Vida Boa Não É Vida Ganha

terça-feira, 21 de julho de 2009

A estação Dharma fora da ilha de Lost

O Spa é o nome da Estação de Tratamento da Iniciativa DHARMA. O nome e o símbolo estão descritos no jornal de negócios do município de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, e, aparentemente, sua função é facilitar a adaptação dos novos integrantes da Dharma à vida na ilha, bem como readaptá-los aos costumes do continente.

O grande mistério é a distância entre o Spa (no Brasil), o Farol (em Los Angeles, EUA) e a saída da ilha (Tunísia). Dia desses encontrei uma placa da Estação de Tratamento e fiquei com medo de encontrar o Hurley perdido nas redondezas.

(clique para ampliar)

Let's Rock! >>> Caetano Veloso - Lost In The Paradise

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pimenta calabresa: a dedo-de-moça seca e moída

A dedo-de-moça é uma pimenta saborosa, mais suave que a malagueta, ligeiramente mais picante que a jalapeno, e pode ser encontrada líquida, crua, em conserva, curtida ou SECA E ESMIGALHADA, quando o sinônimo para deleite, encanto, gozo e prazer intenso responde por... tchãn-nã-nã-nã... PIMENTA CALABRESA.

Aprenda comigo. Pimenta Calabresa é melhor que as pimentas normais por que...

Não é nojenta; em conserva tudo fica meio rollmops. É bonita; coloque-a num frasco estiloso ao invés daquele potinho mequetrefe. É bonita (2); espalhe-a por cima da comida, a coloração vermelha torna o prato muito mais atraente. Não é tão ardida; só de ser moída e não ter formato de pimenta, você vai sofrer menos. É seca; não escorre na surdina, para todos os cantos do prato. É deliciosa; transforma aquela refeição insossa em deleite, encanto, gozo e prazer intenso.

Recomendo!

Let's Rock! >>> Stereophonics - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Filosofia de Botequim #1: das dificuldades.

A pior forma de enfrentar uma dificuldade é deixar-se abater. Tristeza é normal, é (res)sentimento, é importante por causar reflexões. Mas um discurso derrotista apenas atrapalha. Denota medo. Reflita sobre fraquezas. São facilmente identificáveis. Olhe dentro de você. Sempre, em absolutamente todos os casos, existe uma lição, um aprendizado. Seja otimista, procure pontos positivos que te mostrarão o caminho a seguir. Olhe ao redor, observe o quê conspira em seu favor e, principalmente, dê valor.

O velho verso é perfeito: levante a poeira e dê a volta por cima. A vida é um jogo, vence quem possui mais força de vontade, raça, gana de viver. Vence quem se convence da perseverança.

Let's Rock! >>> Joy Division - Autosuggestion

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eu, jogador de futebol (parte 1)

Do pré-mirim do Akió Satoru às portas do juniores do Atlético-PR

(para ler "Eu, jogador de futebol (parte 2)", clique aqui)

Tudo começou no gramado da Chácara Sossego, em Urânia, como sparring para os chutes do meu pai. Adorava voar pra bola entre as traves improvisadas no poste e na árvore. Em pouco tempo, dotado de tamanho incomum para a pouca idade e de boa elasticidade, era o guarda-metas do time pré-mirim de futebol de salão da Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Profº Akió Satoru. O treinador era o Professor Florisvaldo e eu disputava posição com o Paulinho, irmão do Gim. Disputamos o campeonato em Jales, meus primeiros jogos oficiais e não me lembro de maiores detalhes.

Desgostoso com a possibilidade do filho levar boladas em regiões delicadas, meu pai determinou que meu futuro não fosse embaixo da baliza. No ano seguinte, 1994, então na 6º série, fui buscar um lugar entre os jogadores de linha. Comecei como ala-esquerda, mesmo destro, pois a concorrência era menor e eu tinha certa facilidade com o pé-esquerdo. Disputava posição com Fernando Totti, porquê o Cirim não tinha mais idade para o pré-mirim (ou pq ele jogava na frente, não lembro...). Eu era mais novo e reserva, jogava pouco. O time pré-mirim desse ano, senão me falha a memória, era Rogério (goleiro), Lelo (fixo), Ricardo (direita), Totti (esquerda) e Bala (pivô).

Quase todo nosso time também disputou o campeonato mirim no segundo semestre. Com o Bala preferindo jogar de ala-direita, colocando o Ricardo no banco, já que o Gim era o titular absoluto na frente. O Rogério também ficou no banco, o titular no gol era o Viludo, eu acho. O Totti revesava com o Cirim no lado esquerdo. Nessa equipe mirim, eu era uma espécie de terceiro reserva na direita ou na frente, um dos mais novos do elenco (boa desculpa!). Chegamos entre os quatro melhores times da região.

No ano seguinte, na 7º série, a imensa maioria jogava no mirim. Do time titular do ano anterior, ainda tinham idade para o pré-mirim, o goleiro Rogério, o fixo Lelo e o agora ala-direito Bala, abrindo vaga para um centro-avante alto, de pernas finas e passadas largas: eu! Talvez tenha sido o melhor momento da minha carreira no futebol. Nessa época, sabe Deus por qual motivo, a escola trouxe um professor da cidade de Jales, Profº Márcio, para o lugar do Profº Florisvaldo. Até hoje não entendi, visto que o Profº Florisvaldo sempre foi um treinador/professor respeitado.

O regulamento daquele ano previa uma fase de classificação entre as escolas do município de Urânia, para depois jogarmos em Jales. Jogamos então contra a EPG José Teixeira do Amaral e contra a escola da COHAB (ou contra a escola de Santa Salete - distrito de Urânia na época - não me lembro). Só sei que estufei as redes de cada escola em 3 oportunidades. Lembro de levar um xingão da torcida adversária e ficar com medo. Lembro daquele uniforme azul, do número nove nas costas e das duas partidas na quadra do Colégio Comercial. Ganhamos os dois jogos e nos classificamos para a segunda fase. Artilheiro com 6 gols. Felizaço. Porém, o improvável aconteceu e um dos nossos jogadores - o Andrey - estava com idade acima do permitido para a categoria. Fomos desclassificados e não disputamos o campeonato em Jales. Uma pena, com certeza seríamos campeões.

(Em pé, da esquerda pra direira: Prof Márcio, Rogério, Andrey, Totti, Paulingo, eu, Lelo e um guri que não lembro o nome. Agachados: Luis Coelho, Matheus, Lê Poneis, Bala e os outros três que tb esqueci.)

Nas férias escolares da 7º série, montamos um campeonato no Clube dos Cem. Acho que uns seis ou sete times, alguns de Jales. Fizemos reuniões para definirmos regulamento, comprarmos troféus, medalhas e sortear os times. Os jogos eram aos sábados pela manhã. Lembro que fizemos boa campanha, chegando às semi-finais. Eu jogava no gol e grudei com fita o número 1 nas costas de uma camisa de manga longa do meu pai. O único companheiro de time que eu lembro era o Cirim, porque no apito final do jogo que fomos desclassificados, ele chutou a bola contra o troféu, que ficava exposto na lateral da quadra. Por muito pouco não acertou a bagaça e acabou com a festa. haha

No segundo semestre de 1995, no futsal da escola, Viludo e Gim não tinham mais idade para o mirim. O Profº Florisvaldo havia reassumido como treinador. O time titular era Rogério, Lelo, Ricardo, Cirim (Totti) e Bala. Eu jogava bastante, de centro-avante ou ala-direito. Outro reserva que sempre entrava era o Paulinho, irmão do Gim, que também havia desistido da carreira de goleiro. Não havia muita diferença em relação ao time pré-mirim, era um período de renovação, mas conseguimos ficar entre os quatro/cinco melhores de novo.

Um dos episódios mais tensos da minha infância esportiva aconteceu nesse campeonato, quando os jogadores da escola Elza Pirro Viana, um dos grandes rivais à época, apedrejaram nosso ônibus. Lembro perfeitamente que coloquei a camiseta esticada sobre a cabeça, em forma de cabana, enquanto ficava agaixado entre os bancos e via os vidros caírem. Quase mijei de medo, até porque estávamos em frente ao ginásio do Paraíso, um bairro meio barra-pesada de Jales. Mas ninguém se feriu, foi apenas um cagaço mais forte.

(o ginásio do Paraíso virou pista de skate recentemente)

Em 1996, na oitava série, eu era o único da turma que ainda tinha idade para o pré-mirim. Era o zagueiro/fixo/líbero e capitão. Não lembro quem fazia parte do time, talvez os mais novos dos times anteriores, mas realmente não me lembro. Fizemos uma campanha decente, mas sem grande destaque. Talvez tenhamos ficado entre os oito melhores times da competição.

Neste ano, sabe Deus como, rolou um interclasse no Akió Satoru. Eu estava na 8º B, e o resto do time da escola dividido entre a 8º A e 8º C. Lembro apenas que eu era o camisa 10 do time e que sofri uma falta dura de algum adversário. Quase chorei. Lembro de pessoas em volta olhando assustadas e eu ali, caído e segurando o choro.

No final do primeiro semestre da 8º série, meu pai enfim permitiu que eu jogasse no time de futebol de campo de Urânia, o glorioso Clube Atlético Uraniense, conhecido - e temido - na região como CAU. Tenho até hoje a chuteira Umbro que eu comprei na época. Total classics. Como eu nunca tive um fôlego privilegiado e ostentava a braçadeira de capitão jogando como zagueiro no time pré-mirim de futsal da escola, ingressei nos gramados como zagueiro-central.

Sob comando do técnico Motor, no primeiro jogo eu fui reserva e entrei no segundo tempo - para não sair mais. Dos jogadores titulares, lembro do goleiro Eli, do Diego 'Jason' (centroavante) e do Marinho (jogava de segundo volante). Em nove ou dez partidas que fizemos durante o ano, fui o titular do lado direito da zaga, foram bons jogos durante o ano, todos amistosos. E apenas uma falha. Grotesca, por sinal. Num escanteio, a bola veio pelo alto e eu, ao invés de usar meu quase 1,85m da época pra cabecear a bola pra longe da área, fiquei com medo de afundar a cabeça no pescoço. Então apenas dei o corpo para atrapalhar o atacante, bem mais baixo. Ele se esquivou e conseguiu cabecear, fazendo o gol da vitória. Terrível, eu sei, mas minha cabeça ainda está aqui.

No futsal mirim da escola, já no segundo semestre de 1996, o time pro campeonato era Rogério, Lelo, Bala, Totti e Paulinho. Eu acho. Não me lembro bem, talvez por ter sido reserva numa época que, se eu continuasse desenvolvendo meu futebol, deveria ser o titular. Enfim, coisas do mundo da bola e eu não me lembro mais dos detalhes. Na verdade eu era (sou?) ruinzão mesmo, mas enfim. Fizemos outra boa campanha, sempre fazíamos boas campanhas. Os rivais de sempre eram as escolas Elza Pirro, o Euphly Jalles e o Dom Artur, todos de Jales. Acredito que nesses três anos de futebol mirim/pré-mirim, essas três escolas ganharam cada uma um título e nós sempre ficamos no quase. Uma pena.

Num próximo texto, as aventuras futebolísticas no colegial, quando estudei em Jales. E na sequência, a faculdade e o tempo de Atlético-PR.

Let's Rock! >>> Chico Buarque - O Futebol