quinta-feira, 30 de abril de 2009

Obrigado, Cleiton Xavier.

Petardo. Foguete. Tirambaço.
Dois segundos.
Berro trashmetal.
Euforia. Êxtase.



AVANTI PALESTRA!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sigam-me os bons!

Não dá pra escrever tanto. Não tenho tempo, mesmo. Correria insana e, quando tenho tempo livre, ocupo-me em sociabilidades. Tento não ser tão nerd a ponto de ficar em casa ouvindo todas as músicas que quero ouvir, vendo todos os filmes/seriados que quero ver, jogando todos os jogos que quero jogar ou... escrevendo sobre tudo isso.

Não dá, então eu twitto.

Let's Rock! Goldfrapp - Happiness

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Meu Diário de Rorschach.

Meu Diário de Rorschach: 12 de Abril de 2009.

22h23. Dois meses de cultivo. Hora de aparar a barba. Preciso de uma sacola plástica. Dejetos capilares na pia entupirão a merda do encanamento. Não quero problemas. Barbeador Phillips e Gillette Senso Excel Azul. Azul. Onipresença do Dr. Manhattan, filho da puta imberbe.

22h34. Sociedade leviana, afeitar barba diante do caos. Há larápios nas ruas. E eu aqui nesse banheiro. O barbeador deveria ser um aparador. Falhei na compra. [Nico no shuffle do meu iTunes. Que seja com classe.] Começo a tosar os pêlos da lateral, ao redor das bochechas. Eu, um poodle. Meus pêlos, felpa. É assim que me sinto, um ridículo poodle. E ainda uso máscara. Não deveria aparar a barba nunca.

22h47. Obrigado, mãe, por um dia esquecer o pente vermelho. Está sendo útil, enfim. [Shuffle na Feist. Ao menos é mais animado.] Lembro do Tico Santa Cruz, aquele que raspou todos os pêlos do corpo. Vergonha alheia. Ignoro as três lâminas do aparelho de barbear. Por enquanto, só barbeador elétrico.

23h12. Parte lateral finalizada. Hora de alinhavar o queixo. [Shuffle em George Michael não dá. No aleatório, The Goog, The Bad and The Queen.] Bigode intacto. De relance, pareço o Eugene Hütz, do Gogol Bordello. Segue intocada a parte inferior da barba, abaixo do queixo, no pescoço. Agora, vejo Devendra Banhart no espelho. Preciso acabar com esses cabelos no rosto.

23h19. Sacola plástica repleta de cabelo. Bizarro, mas prestimoso. [Aleatório caprichado, Chemical Brothers, naquela música na trilha de Vanilla Sky.]

23h25. Queixo acertado. Preguiça forte, sono latente. Falta exterminar o bigode e as semelhanças com o Devendra. Procuro o creme de barbear. Achei. Vencido em novembro de 2008. Foda-se. Retirei o excesso do bigode com o Gillette Sensor Excell Azul. Tudo certo acima do osso que demarca as linhas do rosto. [Ben Folds no player. Contemplo meu próprio gosto musical.]

23h38. Chegou a parte chata. Raspar a barba abaixo do queixo sem machucar o pescoço. É nessa parte que uso o creme de barbear. [‘Say It Aint So’, quase não a reconheci.] Não agüento mais. Laka me aguarda, o sono também, ladrões também. Não acerto os pêlos na sacola. Raiva. Muito pêlo. Raiva.

23h47. Espinhocídio. Pescoço arde. Muita raiva. O sangue ‘brotha’ do meu pescoço. Brotha é o Desmond, em Lost. Sou viciado em Lost.

23h56. [Morrissey, pra relaxar.] Papel higiênico, pra estancar os sangramentos. Penso no amanhã, no sangue que escorrerá de minhas mãos em cada meliante esmurrado. Prazer. Hora de limpar e guardar tudo.

23h59. Um minuto para a guerra entre o Laka e eu.

24h00. Na cama, risada das alusões ao Lula sindicalista, ao Devendra, ao Bin Laden. Voltei a ter uma barba decente. A máscara não provocorá coceiras. [Bob Dylan's 49th Beard.] O combate ao crime clama meu aceno. Não antes do sono dos justos.

Let's Rock! Billie Holiday - You’re My Thril

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um final de tarde com Vovó Edwiges.

- Querido, precisamos ir ao supermercado.
- Só terminar essa partida de futebol e a gente vai.

Três partidas no FIFA 2004 depois...

- Vó, bóra pro Wal-Mart? A senhora pode pegar um comprovante de residência pra eu fazer cadastro numa locadora?
- Já pego e a gente vai.

Vrummm. Vrummmm. (barulho do carro da Tia Marli)

crepúsculo
Na locadora de vídeos.

- Nossa, querido, tem filme da Audrey Hepburn!
- Essa locadora é foda. Tem até Trainspotting em DVD!
- Tem o quê?
- Um filme, Vó. Um filme.
- Nossa, Gregory Peck! Será que tem A Ponte de Waterloo? Eu amo de paixão esse filme...
- Deve ter, Vó. Deve ter.
- Ah, deixa eu procurar os filmes do Bruce Willis. Como ele é lindo...

Silêncio diante dos filmes. Vovó aprecia o Bruce Willis.
E de repente:

- Querido, o quê tem naquela salinha fechada.
- Peitos, bundas, pintos e chochotas. Escancarados.
- Meniiiiino, não fala besteira!

Eu só sorrio.

- Marcelo, vamos levar esse aqui? É com o Bruce Willis.
- É só pegar.
- Ai, ele é tão lindo. Só me casaria de novo se fosse com ele... (suspiro)

Um senhor ao lado lança um olhar de rabo de olho, analisa minha vó e olha pra mim. Eu de olho nele, com cara de bravo. Ele retorna a atenção à prateleira.

- Já escolheu, Vó? Vamos nessa.

Três filmes. O Último Beijo, Virgens Suicidas e A História de Nós Dois (o tal filme com o Bruce Willis).

Alguns minutos depois, na rua.

- Marcelo, porquê você está entrando no Wal-Mart?
- Ué, a senhora não queria ir ao mercado?
- Ah, é. Tinha esquecido.

No supermercado.

- Marcelo, qual desses amaciantes você gosta mais?

Silêncio. E ela continua a olhar os preços.

Minutos depois:

- Querido, qual carne você gosta mais?
- Carne de mulher perfumada, Vó.
- Meniiiino, não fala besteira.

Vários minutos depois:

- Marcelo, você prefere coxão mole ou...
- Vó, a carne que a senhora decidir primeiro é a que eu mais gosto. - interrompo, já impaciente.

Muito tempo depois, Vovó está diante das frutas.

- Querido, você prefere maça ou...
- Vó, eu prefiro sair daqui. - respondo debruçado no carrinho do mercado.
- Então tá, já tô terminando.

Uma hora e meia após entrarmos no supermercado, entrego o cartão do estacionamento.

Em casa, colocando as sacolas sobre a mesa, Vovó solta a pérola:

- Ai meu Deus!
- O que foi, Vó? - digo preocupado.
- Esqueci do leite!

Deixo as últimas sacolas e em direção ao quarto, respondo:

- Amanhã.

(texto originalmente publicado no Estranho Caminho 1.0, em setembro de 2005).

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Segunda Academia e o Palmeiras 2009

O mau futebol apresentado pelo Palmeiras nas últimas partidas me fizeram procurar um modo de melhorar a equipe. Afinal, a partida decisiva pela Libertadores, contra o Sport, é na próxima semana. Então busquei referências de grandes times, de formações famosas por alinhar o esquema de jogo às características do elenco. Quando penso em um grande time, sempre lembro das variáveis do 3-4-3 do Felipão na Copa de 2002, mas, dessa vez, fiquei boquiaberto com a possibilidade de implantar o saudoso 4-2-4 do Palmeiras da década de 70 no elenco atual.

A eterna Segunda Academia, formada por Oswaldo Brandão, pra quem não se lembra, foi bi-campeão brasileira - um dos títulos de forma invicta -, e encantou o Brasil por defender muito bem e atacar com velocidade. A formação base, presente na lembrança de todo palestrino, era: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu (Fedato), Leivinha, César e Nei.


Guardadas as devidas proporções de qualidade e honra das lendas palestrinas em comparação com os jogadores atuais, vejo possibilidade do Luxemburgo orquestrar um esquema parecido - até pq Oswaldo Brandão foi taxado de retranqueiro à época, por manter a linha de quatro jogadores na defesa, e o Palmeiras precisa, definitivamente, de uma defesa bem postada.

Luxemburgo, por sua vez, resolveria o problema com uma zaga formada por Wendell, Edmilson, Danilo e Armero. Importante salientar que Pablo Armero teria a marcação como maior responsabilidade, justamente por esse motivo prefiro o Wendell ao Sandro Silva ou Capixaba. Edmílson seria Luis Pereira, com suas saídas esporádicas ao ataque.

No meio-campo, Pierre seria Dudu, o marcador implacável. Cleiton Xavier deveria ser Ademir da Guia. Sempre acho ridículo tentar comparar alguém ao Divino, mas Cleiton Xavier é quem mais se assemelha, no atual elenco, ao maior jogador da história do Palmeiras.

Minha única dúvida está em quem seria Leivinha, que voltava para marcar com a mesma maestria e velocidade que atacava. Com essas características, temos Diego Souza, mas poderia ser Willians caso o Diego se negue à marcar. Em Leivinha creio que estava o segredo do Palmeiras de Oswaldo Brandão. O temido 4-2-4 se fazia de 4-3-3 ao menor aceno do treinador. Para dar certo, depende muito do Diego Souza lembrar que ganhou destaque no começo da carreira por ser um volante habilidoso. Nas pontas, Edu seria Willians (ou Diego Souza), Nei seria Lenny e, no centro do ataque, César Maluco, claro, seria K9.

Taí o meu Palmeiras 2009 ideal, o time que pode destruir o Sport, em Recife e em São Paulo: Marcos; Wendell, Edmílson, Danilo e Armero; Pierre e Cleiton Xavier; Diego Souza, Willians, Lenny e K9.

Imagino a comoção que o Luxa causaria ao afirmar que essa formação segue o exemplo da Segunda Academia. Imagino a motivação que levaria ao time, à torcida e até à imprensa. Porém... será que o Luxemburgo convence o Armero que marcar é mais importante que atacar? Luxa seria capaz de mudar o posicionamento do Diego Souza?

Infelizmente, não creio...

Let's Rock! >>> Tom Waits - Green Grass