quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

10 anos em Curitiba

Neste mês de dezembro completo 10 anos em Curitiba. Cheguei na última quinzena de 99 pra fazer vestiba e só voltei a Urânia quase dois meses depois, já com residência estabelecida por aqui. É praticamente 1/3 da vida entre o gurizão mulherengo que tentava ser jogador de futebol e o adulto apaixonado procurando um imóvel.

Aprendi a gostar muito da cidade e me livrei dos mitos
que cercam Curitiba (fria para caraleo, povo chato, capital social, transporte coletivo perfeito), mas confesso que em momentos de lamentação ouço muita música pop (Hornby feelings) e dá vontade de enfiar o dedo no cu e rasgar.

Interessante é que morar longe de Urânia apenas aumentou minha
identificação com a terra querida que me viu nascer. Num saudosismo infanto-juvenil paradoxal que me faz gostar ainda mais da minha adultoscência em Curitiba.

É nóise!


Let's Rock! >>> Rita Lee - Normal em Curitiba / Sebastião Estiva - Curitiba

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos

Otto estava há seis anos sem lançar um disco de estúdio. E nesse tempo rompeu com a gravadora, enfrentou a doença da mãe, levou um pé-na-bunda da esposa e enfiou o pé na jaca. O inferno astral catalisou energias e culminou num PUTA DISCAÇO.

As letras de Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, rasgadamente reminiscências do finado casamento, são viris e diretas enquanto o vocal externa o quão dilacerante foi/é a dor do divórcio.

E nada adiantaria o lirismo exacerbado se o instrumental fosse uma merda. Mas, finalmente, Otto desistiu de reinventar o samba. Os arranjos ainda exalam brasilidade, porém, sem os excessos eletrônicos de outrora, fazem da influência rock e mpb o meio para misturar ritmos e manter as características que impulsionaram a carreira do pernambucano.

O disco foi lançado nos EUA, ganhou destaque no New Youk Times ('a kind of Moby from the backlands'), tem o título inspirado em Franz Kafka e conta com participações de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Céu e da mexicana Julieta Venegas. Em 10 músicas, oito são autorais e duas são versões - Lágrimas Negras (J. Mautner e N. Jacobina) e Naquela Mesa (S. Bittencourt).

Triste, sincero e visceral, Certa Manhã... é o renascimento (artístico e pessoal) de Otto.

Ouço há dois dias, incessantemente. Tô curtindo para caraleo. E Recomendo.

Let's Rock! >>> Otto - Crua

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

11 jogadores fora da Copa do Mundo

Após a definição dos 32 países classificados para a Copa do Mundo da África do Sul, lamentei a ausência de alguns craques que acompanharão aos jogos pelo lado de fora das quatro linhas.

Na sequência, fui obrigado a formar uma seleção. Num 4-3-3 clássico, como manda a cartilha do futebol arte, eis meu time de craques sem chances de disputar a Copa:
1 Petr Cech (Chelsea/Rep. Tcheca)/Shay Given (Manchester City/Irlanda)

2 John O'Shea (Manchester United/Irlanda)
3 Phillippe Senderos
(Arsenal/Suiça)
4 John Arne Riise (Roma/Noruega)6 Marek Jankulovski (Milan/Rep. Tcheca)

5 Mahamadou Diarra (Real Madrid/Mali)
8 Seydou Keita (Barcelona/Mali)
10 Andrey Arshavin (Arsenal/Rússia)

7 Frédéric Kanoute (Sevilla/Mali)
9 Zlatan Ibrahimovic (Barcelona/Suécia)
11 Emmanuel Adebayor (Manchester City/Togo)

Há ainda alguns bons jogadores de países fora da Copa, como Eduardo da Silva (Arsenal/Croácia) e
Roman Pavlyuchenko (Tottenham/Rússia), ótimos avantes.

Uma pena não ver esses jogadores em ação na África do Sul.

Let's Rock! >>> Doves - There Goes The Fear

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

TOP 20 'meus' melhores discos internacionais 2000-2009 (11º ao 20º)

Amigo, gosto pra caraleo de rankear tudo e todos. E em 2009 tudo é ainda mais especial e intenso, pois surgem as LISTAS DE MELHORES DA DÉCADA.

Sofri para concluir o TOP10 dos melhores discos nacionais e internacionais de 2000 até 2009 a convite do site paulistano Scream & Yell, que publicará o resultado da seleção com convidados no começo de dezembro.

E sofri mais ainda por deixar discos magistrais fora do TOP10. Surgiu, então, a necessidade de um TOP20 de discos internacionais (quase fiz um top25). Após a publicação no Scream & Yell, coloco meu TOP10 por aqui também.

20º "The Forgotten Arm", Aimee Mann (2005)

As músicas são como crônicas de um relacionamento, cada faixa conta um pouco da história de um casal cujo homem é um boxeador, retratado na belíssima capa do álbum. O disco tem um jeito country, mas na essência são baladas roqueiras simples numa voz espetacular. Baixei o disco pouco antes de fazer meu cadastro no last.fm, e Aimee Mann logo apareceria no topo dos mais ouvidos.

19º "Get Ready", New Order (2001)

A capa se destaca numa pilha de discos, é facilmente identificada, assim como qualquer introdução com a assinatura do New Order é marcante. Toda faixa tem um instrumental impecável. O som é grande, preenche os espaços. Um dos discos que mais ouço no trânsito, onde a boa música sempre vence as buzinas e freadas. Os tapinhas no volante já viraram dancinhas um tanto vergonhosas.

18º "The Flying Club Cup", Beirut (2007)

É o segundo álbum da turma do Zach Condon. É o disco com "Nantes". Escrevi sobre o disco tomado pela empolgação em janeiro de 2008, quando o ouvi durante todo o verão. Até Vovó Edwiges, vítima de minhas seguidas audições, soltou uma pérola: "Marcelo, esse menino tem a voz mais bonita do mundo, depois do Rufus Uén-uai".

17º "American IV: The Man Comes Around", Johnny Cash (2002)

É o último álbum lançado em vida pela lenda do country americano. É o disco que tem a versão de "Hurt", com um dos vídeoclipes mais bonitos de todos os tempos. O álbum é repleto de covers no vozeirão majestoso de Cash e conta com backings de outros artistas, como Fiona Apple e Nick Cave. Quando assisti ao filme "Johnny & June", ouvi esse álbum incansavelmente por meses e meses.

16º "Nashville", Josh Rouse (2005)

É fácil associar o som ao folk/country, mas as melodias são pop. O disco trata das mudanças de Josh, o casamento que estava uma merda e a Espanha o esperava. O disco reflete a situação. Há uma baladaça meio Smiths que todos devem gostar e outra pura poesia que funde o problema no casamento com a cidade. Eu não entendo pq não fui ao show dele em São Paulo...

15º "Funeral", Arcade Fire (2004)

É um disco sobre morte não melancólico. Apesar de tratar das sucessivas tragédias na família dos membros do grupo, mantém um espírito de renovação. Os arranjos são um show a parte. "Wake Up" é grandiosa e "Crown Of Love" uma balada fodida. Discaço que foge do convencional sem presunção.

14º "Is This It", Strokes (2001)

Foi o EP para promover esse disco que me fez conhecer o napster, o mp3 e mergulhar de vez na música pop. Minha vida mudou completamente. "The Modern Age", caros amigos. Deveria figurar no Top10, é o disco mais influente da década. É a partir desse disco que um segundo requisito para 'escolher' as meninas ganha força: bom gosto musical. A partir de "Is This It", sem conhecer alguns baluartes da música, não rola o telefonema do dia seguinte.

13º "Another Fine Day", Golden Smog (2006)

A banda é formada por membros do Jayhawks, Replacements, Wilco e Big Star. Apenas baixei. A soma de Gary Louris (J-Hawks) com Jeff Tweedy (Wilco) sempre merece minha confiança. O disco tem um pé caipira, mas é rock. Uma mescla forte e aparentemente natural das influências de cada integrante. Deveria estar no top10 (daqui pra frente subtende-se que todos deveriam estar no to10 haha)

12º "Sky Blue Sky", Wilco (2007)

Wilco é Wilco. A melhor banda do mundo (#prontofalei). Nesse disco meu amigo Jeff Tweedy mergulha em sua persona Neil Young e no folk do final dos anos 60 para exorcizar os traumas do fim de seu relacionamento. Disco com o solo de guitarra jazzístico e fabuloso em "Impossible Germany" e com a super balada ao piano "On and On and On".

11º "Pneumonia", Whiskeytown (2001)

Gravado em 1999, mas lançado em 2001 depois de muita confusão entre os integrantes e a gravadora. Saiu do Top10 no frigir dos ovos e eu nem sei o motivo. Acho o disco incrível. Tenho que comprar, inclusive. É caipirão total, com violinos e steel guitars, mas possui cadência pop - uma certa tendência na vindoura carreira solo do Ryan Adams. Pra mim, um clássico.

E aí, discorda em quais discos? Concorda sem tirar nem pôr? Un blog se alimenta de tus comentarios... :)

Em breve, a sequência do TOP20.

Let's Rock! >>> Interpol - Slow Hands / Aimee Mann - I Can't Help You Anymore / New Order - Crystal / Beirut - Nantes / Johnny Cash - Hurt / Arcade Fire - Crown of Love / Strokes - Hard To Explain / Golden Smog - Never Felt Before / Wilco - Impossible Germany / Whiskeytown - Bar Lights

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cinemão IMAX!

Na última quinta-feira fomos ao segundo cinemão IMAX Theatre instalado no Brasil, aqui no Shopping JacaPalladium, em Curitiba, com tela apenas seis vezes maior que as tradicionais. A outra tela fica em São Paulo, lógico.

O filme, o primeiro assistível desde a inauguração, foi "Os Fantasmas de Scrooge" (A Christmas Carol). Mas isso nem é tão importante. A tela é o maior atrativo, sem dúvida. Fiquei boquiaberto com o tamanho daquela merda. E fui obrigado a tirar um retrato.

meu 1,92m e a tela do cinemão IMAX. \o/ on Twitpic

Mãe, tô no IMAX! (clique na imagem para ampliar)

O mais interessante é que o IMAX Theatre em Curitiba tem capacidade e tecnologia de ponta capaz de transmitir shows, corridas de carros e grandes eventos mundiais ao vivo. Tá ligado Copa do Mundo, né? Tá ligado Fórmula 1? Expectativa. :D

Let's Rock! >>> Andrea Bocelli - God Bless Us Everyone

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um triathlon automotor pra decidir: Schumacher, Rossi ou Loeb?

Quem me conhece um pouco mais, sabe que sou um fã de esportes. Meu nome é futebol e meu sobrenome automobilismo. Então é claro que no último final de semana fiquei atento às disputas da motovelocidade e do mundial de rali, onde Valentino Rossi poderia sagrar-se heptacampeão nas motos e Sebastian Loeb tentaria o hexacampeonato seguido no WRC.

Schummy, Il Dottore e Diego ex-Santos.

Taças confirmadas, claro, e uma dúvida: quem é o melhor piloto entre os multicampeões Loeb, Rossi e Michael Schumacher? Absolutamente geniais, mas em máquinas completamente diferentes. Como provar quem é o melhor?

Um triathlon, amigos! Um triathlon automotor! 300km de Fórmula 1, 300km de MotoGP e 300km de Rali. Pronto. (exijo os royalties desde já, Ecclestone!)

A "Extreme Champions Tour" - já inventei até o nome! - poderia ser em três finais de semana consecutivos em lugares exóticos - seguindo a cartilha de Ecclestone e sequazes -, com treinos no sábado e a corrida no domingo. Uma das regras mais importantes: veículos iguais (três Ferrari, três Yamaha e três Citröen). Outra: as pistas/traçados teriam que ser desconhecidas pelos pilotos, para testar a rapidez no acerto. Os outros detalhes deveriam seguir as regras de cada categoria.

É somar os tempos e tchanãn, veremos quem é o mais rápido.

Em tempo, aposto em Valentino Rossi.

E você? (que pretensão perguntar pro leitor após dois posts com ZERO comentários! haha)

Let's Rock! >>> Tom Zé - Interlagos F1

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Em defesa de Rubens Barrichello

De 99,97% das pessoas que conversei desde que Barrichello perdeu a liderança do GP Brasil, ouvi: “Esse Rubinho é um cagado, mesmo”, “Esse Rubinho é muito ruim”, “O cara é muito azarado, tinha de furar um pneu?”, “Esse cara é muito ruim, não vai ser campeão nunca”, “Quando a gente mais espera dele, faz isso”. E algumas variáveis sobre o mesmo tema.

Eu já tinha uma certa impressão, mas depois deste fim de semana, tenho certeza. O problema de Barrichello não é ele, não são seus carros, não são seus companheiros de equipe. O problema de Barrichello é a que a imensa maioria dos brasileiros se informa sobre F1 na Globo, ou seja, informação talhada por cascatas, alimentando uma expectativa que muitas vezes não poderá ser cumprida, com zero de jornalismo honesto.

Corrida de carro tem lógica, é matemática, e quem mostra um evento desses a milhões de pessoas tem a obrigação de ser honesto. Porque se no final um brasileiro não for vencedor, as pessoas não tem elementos para entender a derrota. E se amparam na explicação que está à mão: o cara é cagado, dá azar, não vai ganhar nunca. E, aí, vai-se criando a fama, dia após dia, de perdedor, azarado, cagado. Uma farsa, uma mentira.

Barrichello pode não ser o melhor piloto do mundo, está longe disso, mas é um dos bons dos últimos anos, como outros tantos. Nem muito mais, nem muito menos. Não estaria há tanto tempo correndo se não tivesse qualidades. E quando parar, muito provavelmente sem ter sido campeão, terá para sempre colado na testa o rótulo de cagado, azarado, lento, o que for. Pode agradecer à TV por isso.
(texto de Flavio Gomes adaptado para quem não gosta tanto de automobilismo.)

Let's Rock! >>> Rubens & The Barrichellos - Mahagoni Dream/Brazil

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Da introdução das músicas do New Order

Poucas bandas tem o privilégio de ter as músicas tão facilmente reconhecidas nos primeiros segundos. Os maiores hits do New Order são assoviáveis por quem nem liga muito pra música ou nem imagina que já existiu uma banda chamada Joy Division. É impressionante como todo mundo reconhece a linha de baixo ou os riffzinhos ou a toada da bateria, basta ouvir algumas vezes e pronto, grudou.

Pra se ter uma idéia, atente às pistas de dança. O início de "Blue Monday", por exemplo. No primeiro segundo já se ouve uns gritinhos da galere, mesmo que ninguém saiba exatamente qual é a música, todo mundo se diverte e acompanha o ritmo com a boca/mãos/pés... do jeito que der.

E isso, claro, acontece em "Bizarre Love Triangule". Ou, em eventos mais alternativos, na bateria guitarrada de "60 Miles An Hour" e "Crystal". E na batida de "Krafty", fantástica. Os tapas de "True Faith". E "Love Vigilantes"? Quem não souber é mulher do padre.

Portanto... uma salva de palmas para Peter Hook, Bernard Sumner e Stephen Morris. Seria esse o segredo do sucesso da banda? E eu nem vou falar sobre Joy Division...


Kraft, com legendas.

Let's Rock! >>> Monaco - What Do You Want From Me

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cinemitcha 3D.

Já fazia um certo tempo que eu estava MUITO afim de ver um filmezinho em 3D. Acho fascinante pensar num filme que salta - quase que literalmente - aos olhos.

Depois que o Cinemark do Shopping Mueller inaugurou uma sala malandrona, com som melhor que as salas normais, óculozinhos 3D e talecoisa, a vontade cresceu vertiginosamente, mas eu esperei a vontade passar e... esqueci. Eis que, de repente, praticamente todos os cinemas da cidade instalaram o sistema 3D ao menos em uma sala, o quê provocou um certo frenesi neste que vos escreve: "agora eu vou nessa porra".

Na última semana, apenas convoquei mademoiselle
Juliana para assistir à animação "Up - Altas Aventuras", a nova produção da sensacional Pixar. Fomos ao cinema do Shopping Curitiba - o mais barato naquele dia (r$6!) -, pegamos os óculos, rasgamos a fita que diz "higienizado" e pronto, rumamos à poltrona. Já devidamente paramentados, acompanhamos os trailers.

personificação de "o grito" assombra casal curitibano. on Twitpic

Fiquei boquiaberto, mermão. Emitia feliz umas interjeições de espanto a cada imagem que vinha pra cima da gente. Apesar da carona ridícula naqueles óculos quadradões, achei FODA. No trailer mais legal de todos, o do novo "Toy Store", a tela do cinema parecia um palco de teatro. As imagens tinham profundidade! Fiquei com a nítida impressão de "quem-produziu-isso-tá-querendo-enganar-meus-olhos!". Absolutamente fantástico.

Durante o filme várias cenas davam a mesma impressão de profundidade (ou saltar da superfície, depende do ponto de vista). Depois de meia hora vendo aquilo, o efeito parece banal, mas é incrível sim, não se deixe enganar. De boa, adorei a experiência.


Let's Rock! >>> Belle & Sebastian - Like Dylan in the Movies

terça-feira, 6 de outubro de 2009

GP Brasil de F1, quase.

depois de hoje, prometo que em 2010 estarei em interlagos. sozinho, que seja. mas eu vou, tenho certeza. após 10min do acontecido, ainda tô meio assustado.

é que eu sempre faço umas apostas no bolão tazio, pra tentar acertar o resultado das corridas de f1. e há duas corridas, os maiores pontuadores APENAS ganhavam ingressos para o GP Brasil de F1. dei o sangue para tentar adivinhar o pódio e a melhor volta das corridas em cingapura e no japão. fiz todas as análises, li muito mais que costumo ler.

pois bem, no gp de cingapura, naquela pista sem alma, não acertei bulhufas-patavinas. mas na última corrida, em suzuka, no japão, um circuito clássico, acertei o vencedor (vettel) e o terceiro colocado (hamilton).

e por pouco também não acertei a melhor volta da corrida - mark webber fez o giro mais rápido no finalzinho da prova, e minha aposta (vettel) tinha a melhor volta até então. saca só o drama: mark webber fez 1:32.569 na volta 50, sebastian vettel fez 1:32.572 na volta 43.

PERCEBA QUE NÃO VOU A INTERLAGOS POR 0,003 SEGUNDOS!

fiquei em 3º no geral (leia), sendo que os dois primeiros ganharam ingressos para ver a corrida em são paulo. vou ganhar uns brindes da Renault F1 Team como consolação.

phoda com ph.

ó meu nome ali. (clique na imagem para ampliar ou leia no tazio)

Let's Rock! >>> Grant-Lee Phillips - Dream in Color/Buried Treasure

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A fraqueza do (pseudo) Imperativo

O uso do modo "imperativo", especialmente em publicidade, é uma afronta nítida ao autoritarismo e à língua portuguesa. A palavra "imperar" não deveria sugerir pedido ou conselho, como diz o dicionário. "Imperar" é ordenar, reinar - e apenas isso. Lembra pulso firme, coronelismo, comando, liderança.

Quem não se lembra do famoso
"compre batom! compre batom!". Dizem que o verbo está no modo imperativo, mas é a coisa mais fácil do mundo de desobedecer. Oras, se eu não quiser, não compro batom.

Há tempos observo com atenção à exposição do "imperativo". Anos atrás recebi com alegria a determinação da TV Cultura em proibir comerciais que incitassem à ação do telespectador através do "imperativo", evitando uma espécie de manipulação dos humildes de senso crítico.
Para acabar com essa balbúrdia, a morfologia deveria proteger a língua portuguesa, preservar a verdade da etimologia do verbo "imperar" e criar o modo IMPERATIVO DE VERDADE, onde o verbo seria precedido/seguido por uma interjeição de ordem/impaciência:

"Compre batom, porra!"
"Sorria, caraleo, você está na Bahia!"
"Porra, corrijam o português!"


E tenho dito.

Let's Rock! >>> Juliette And The Licks - You're Speaking My Language

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

1001 Singles: "Some Misunderstanding", Soulsavers.

É a faixa cinco do álbum Broken, o terceiro registro dos ingleses Soulsavers, formado pelos produtores Rich Machin e Ian Glover. Lançado em agosto de 2009, a dupla assume de vez a parceria com o sensacional Mark Lanegan - iniciada no fabuloso It’s Not How Far You Fall, It’s the Way You Land (2007) - e convida outros ilustres, como Mike Patton (Faith No More) e Jason Pierce (Spiritualized).

Por mais que o trio Lanegan-Machin-Glover tenha composições de destaque, o título de grande música do disco recai sobre "Some Misunderstanding", um cover de Gene Clark, ex-Byrds. A canção congrega as influências de blues, gospel, soul e eletrônica ao vocal retumbante de Mark Lanegan para sustentar a letra densa e amarga, numa arrepiante sintonia entre melodia, voz e letra.

Recomendo som alto e litros de álcool.


But I know if you sell your soul to brighten your role / You might be disappointed in the lights / We all need a fix at a time like this / But doesn't it feel good to stay alive

Outras canções por Soulsavers: "Unbalanced Pieces", "You Will Miss Me When I Burn", "All the Way Down", "Shadows Fall", "Can't Catch the Train"...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ausência de São Marcos faz Muricy apostar nos Mileides

A contusão no tornozelo de São Marcos trouxe preocupação ao treinador Muricy, do Palmeiras. Apesar da total confiança na qualidade de Bruno, o goleiro reserva, é a falta da liderança natural que o pentacampeão exerce sobre o elenco, a maior dor de cabeça do treinador.

Muricy confia na força do elenco alviverde e, principalmente, nas arquibancadas. "Tenho certeza que a presença confirmada do Marcelo Urânia, guitarrista dos Mileides, e do Vítor Perrella, vai nos ajudar", declarou.

No jogo desta quarta-feira (19), contra o Coritiba, no estádio Couto Pereira, na capital paranaense, outro desfalque certo do Palmeiras é o meio-campista Diego Souza, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. DS7 volta a campo no sábado, diante do Internacional, no estádio Palestra Itália, em São Paulo. Porém, Marcos ainda é dúvida para o final de semana.

O treinador reafirmou que a torcida é fundamental, sobretudo no Palestra Itália. "Com a volta do Diego, o time ganha corpo, mas a experiência do Marcos faz falta sempre, então é importante a torcida lotar o Palestra. E os Mileides estarão aqui. Marcelo Urânia vem de Curitiba e o vocalista Ferrari vem de S. J. Rio Preto. Esses caras são pé-quente!", completou.

O Palmeiras deve ir a campo nesta quarta com Bruno; Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Sandro Silva, Pierre, Souza, Cleiton Xavier e Armero; Ortigoza e Obina. No sábado, o time deve ser Bruno; Wendell, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Souza, Cleiton Xavier e Diego Souza; Ortigoza (Sandro Silva) e Obina.

Globo e Band transmitem Coritiba x Palmeiras para todo o Brasil, menos Curitiba, nesta quarta, às 21h50. O Sportv transmite Palmeiras x Internacional para todo o país, menos São Paulo, no sábado, às 18h30.

O Justin.tv transmite
os dois jogos para QUALQUER lugar no mundo, basta uma internet decente.

Let's Rock! >>> Ben Folds - Sports & Wine

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"The songs are my lexicon"

06ºC na capital paranaense hoje de manhã, chutando alto. eu no carro, som ligado, música num volume maior que o recomendado. ar quente funcionando direto nos pés. e eu numa vontade descomunal de estar no tropical noroeste paulista e, de verdade, ouvir minha mãe gritar com a cachorrinha, meu pai pedir silêncio pra assistir ao noticiário e/ou meu irmão dizer que sou um capitalista vendido.

para seguir remando contra a maré tempestuosa da vida, nada melhor que os conselhos zoados do meu amigo jeffrey scot tweedy.

Tired of being exposed to the cold? Stare of your stereo.
Put on your headphones before you explode.
Wilco will love you babe!


Let's Rock! >>> Wilco - Wilco (The Song)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Desabafo: a raiva no show do Oasis em Curitiba.

Eu não suporto gente tagarelando durante um show. E um show do Oasis, dos megasucessos Wonderwall e Don't Look Back In Anger, vira uma reunião de gente que nem sabe o quê acontece no palco, mas vai pelo evento. Fico puto. E não porque a maioria não faz idéia da importância do seminal Definitely Maybe - tô nem aí, juro -, mas se eu paguei caro para ver/ouvir um show, eu tenho o direito.

Eu até concordo com quem diz que todos tem o direito de fazer o quê bem entender. PORÉM, o direito dos outros termina quando começa o meu. Simples. Vi barbaridade atrás de barbaridade e meu emputecimento crescia vertiginosamente.

1) duas minas e dois emos (um deles com quase 2m) precisam esperar os amiguinhos tagarelando - enquanto o show tá rolando - bem na minha frente? 2) outras duas minas precisam comentar sobre t-u-d-o (menos sobre o show) bem ao meu lado? 3) e, principalmente, precisa subir no ombro do namorado exatamente três cabeças à minha frente?!?

Neste último item fui tomado por um impetuoso grau de enfurecimento e esperei um momento de silêncio no palco para urrar feito um Orc exigindo que a mina descesse. Todos ao redor se assustaram, inclusive eu. E a mina desceu rapidim. Até recebi agradecimentos.

Por sorte tocou o primeiro single, aquele de 1994, e extravasei alucinado i'm feeling supersonic, give me a gin and tonic. Fiquei tão puto que até hoje tenho um nó na garganta quando penso naquela fdp no ombro daquele bosta. :P

Let's Rock! >>> Oasis - The Nature of Reality

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nomes para anunciar o... "grande momento".

Notou aquele ronc-ronc característico e não há como evitar o descarrego? O trem bala está fazendo piuí? O bico do urubu já está beliscando a carniça? A tartaruga quer sair do casco? Baixou o trem de pouso e não dá tempo de arremeter?
"Gente, licença, preciso...

... liberar o kibe, pintar o azulejo, dar um barroso, esvaziar o cérebro, obrar, escorregar o Milkybar, cagar, evacuar, encostar o entulho, dar uma obrada, sentar no troninho, ir para a casa de força, separar o bobó do cuzcuz, levar as crianças pra nadar, falar com o Ary Barroso, deixar um rastro na louça, pintar a Deca, soltar o peixe-quibe, mandar um fax, fazer um número 2, exorcizar a Emily Rose, clonar, largar um barro, peidar pesado, ligar a máquina de churros, fazer cocô, expremer a pomada (HAHAHA), vomitar pelo cu, chapiscar a porcelana, libertar um Gremlin, mandar o elevador pro térreo, servir o copo das meninas, murchar as flores do azulejo, construir uma barragem, mostrar pra privada quem manda, fazer um exorcismo, atender uma chamado da natureza, ver se na sua casa entope, romper com o Tratado de Kyoto, soltar um Bahuan, fazer revisão no escapamento, mandar um BBB pro paredão"


(Adaptação de um texto originalmente publicado no Estranho Caminho 1.0, em Junho de 2005)

Let's Rock! >>> Rita Lee - Tudo Vira Bosta

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Há 9 anos, a primeira vitória de Rubens Barrichello

Dia 30 de julho de 2000, domingo. GP da Alemanha de Fórmula 1, autódromo de Hockenheim. À época, eu gravava todas as corridas, na expectativa de registrar a primeira vitória de Rubens Barrichello.

Há exatos nove anos, Rubinho largaria em 18º e, portanto, com diminutas chances de vencer. 'Essa aí nem precisa gravar, Marcelo', 'Pare de ser besta, moleque'. Mas eu, teimoso feito uma porta, preparei o VHS e mandei o REC quando o Galvão soltou o clássico 'voltamos em definitivo...'.

No final da prova, após um maluco entrar na pista e Barrichello ultrapassar quase todo mundo, um pé-d'água atingiu a parte lenta do circuito... épico! A pista de Hockenheim era gigante (quase 7km) e a parte veloz do traçado estava seca, mas a parte do estádio, onde fica o público e as curvas são lentas, estava absolutamente encharcada. E quase todos os pilotos foram colocar pneus próprios para chuva enquanto Rubinho manteve os slicks.

As últimas voltas foram eletrizantes, pois a chuva começou a atingir as outras partes do circuito, tornando a dirigibilidade do carro de Rubens cada vez mais impraticável. Eu chorei de soluçar nas últimas 5 voltas. E Barrichello manteve um bom ritmo, numa das atuações mais fantásticas de um piloto em todos os tempos. Galvão se engasgou, emocionado. Reginaldo Leme chorou e mal conseguia comentar. Inesquecível!

Em tempo: perdi o VHS, mas hoje existe o Youtube!



Let's Rock! >>> Rubens & The Barrichellos -Parabolica/Brazil

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Rock de Inverno 7

A sétima edição do Festival Rock de Inverno acontece em 24 e 25 de julho, datas conhecidas popularmente como próxima sexta e próximo sábado.

A programação está no flyer abaixo (clique ali para ampliar), destaque para quem vem de fora de Curitiba e dificilmente tocará por aqui tão em breve: Fellini (clássico oitentista paulistano) e Beto Só (trovador do planalto central).

As outras 12 atrações estão no belo site do evento, onde há uma coletânea ixperta procê sacar qualé das bandas.

Atualizado em 27 de julho.

TÓÓÓP FÁIVE, Rock de Inverno 7: Beto Só, Nevilton, Hotel Avenida, ruido/mm e Koti.

(
Não consegui ver todo o show de três bandas com potencial pro Top 5: Heitor+Gentis, Mordida e Lestics. Um crime perder Lestics...)

Let's Rock! >>> Beto Só - Vida Boa Não É Vida Ganha

terça-feira, 21 de julho de 2009

A estação Dharma fora da ilha de Lost

O Spa é o nome da Estação de Tratamento da Iniciativa DHARMA. O nome e o símbolo estão descritos no jornal de negócios do município de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, e, aparentemente, sua função é facilitar a adaptação dos novos integrantes da Dharma à vida na ilha, bem como readaptá-los aos costumes do continente.

O grande mistério é a distância entre o Spa (no Brasil), o Farol (em Los Angeles, EUA) e a saída da ilha (Tunísia). Dia desses encontrei uma placa da Estação de Tratamento e fiquei com medo de encontrar o Hurley perdido nas redondezas.

(clique para ampliar)

Let's Rock! >>> Caetano Veloso - Lost In The Paradise

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pimenta calabresa: a dedo-de-moça seca e moída

A dedo-de-moça é uma pimenta saborosa, mais suave que a malagueta, ligeiramente mais picante que a jalapeno, e pode ser encontrada líquida, crua, em conserva, curtida ou SECA E ESMIGALHADA, quando o sinônimo para deleite, encanto, gozo e prazer intenso responde por... tchãn-nã-nã-nã... PIMENTA CALABRESA.

Aprenda comigo. Pimenta Calabresa é melhor que as pimentas normais por que...

Não é nojenta; em conserva tudo fica meio rollmops. É bonita; coloque-a num frasco estiloso ao invés daquele potinho mequetrefe. É bonita (2); espalhe-a por cima da comida, a coloração vermelha torna o prato muito mais atraente. Não é tão ardida; só de ser moída e não ter formato de pimenta, você vai sofrer menos. É seca; não escorre na surdina, para todos os cantos do prato. É deliciosa; transforma aquela refeição insossa em deleite, encanto, gozo e prazer intenso.

Recomendo!

Let's Rock! >>> Stereophonics - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Filosofia de Botequim #1: das dificuldades.

A pior forma de enfrentar uma dificuldade é deixar-se abater. Tristeza é normal, é (res)sentimento, é importante por causar reflexões. Mas um discurso derrotista apenas atrapalha. Denota medo. Reflita sobre fraquezas. São facilmente identificáveis. Olhe dentro de você. Sempre, em absolutamente todos os casos, existe uma lição, um aprendizado. Seja otimista, procure pontos positivos que te mostrarão o caminho a seguir. Olhe ao redor, observe o quê conspira em seu favor e, principalmente, dê valor.

O velho verso é perfeito: levante a poeira e dê a volta por cima. A vida é um jogo, vence quem possui mais força de vontade, raça, gana de viver. Vence quem se convence da perseverança.

Let's Rock! >>> Joy Division - Autosuggestion

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eu, jogador de futebol (parte 1)

Do pré-mirim do Akió Satoru às portas do juniores do Atlético-PR

(para ler "Eu, jogador de futebol (parte 2)", clique aqui)

Tudo começou no gramado da Chácara Sossego, em Urânia, como sparring para os chutes do meu pai. Adorava voar pra bola entre as traves improvisadas no poste e na árvore. Em pouco tempo, dotado de tamanho incomum para a pouca idade e de boa elasticidade, era o guarda-metas do time pré-mirim de futebol de salão da Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Profº Akió Satoru. O treinador era o Professor Florisvaldo e eu disputava posição com o Paulinho, irmão do Gim. Disputamos o campeonato em Jales, meus primeiros jogos oficiais e não me lembro de maiores detalhes.

Desgostoso com a possibilidade do filho levar boladas em regiões delicadas, meu pai determinou que meu futuro não fosse embaixo da baliza. No ano seguinte, 1994, então na 6º série, fui buscar um lugar entre os jogadores de linha. Comecei como ala-esquerda, mesmo destro, pois a concorrência era menor e eu tinha certa facilidade com o pé-esquerdo. Disputava posição com Fernando Totti, porquê o Cirim não tinha mais idade para o pré-mirim (ou pq ele jogava na frente, não lembro...). Eu era mais novo e reserva, jogava pouco. O time pré-mirim desse ano, senão me falha a memória, era Rogério (goleiro), Lelo (fixo), Ricardo (direita), Totti (esquerda) e Bala (pivô).

Quase todo nosso time também disputou o campeonato mirim no segundo semestre. Com o Bala preferindo jogar de ala-direita, colocando o Ricardo no banco, já que o Gim era o titular absoluto na frente. O Rogério também ficou no banco, o titular no gol era o Viludo, eu acho. O Totti revesava com o Cirim no lado esquerdo. Nessa equipe mirim, eu era uma espécie de terceiro reserva na direita ou na frente, um dos mais novos do elenco (boa desculpa!). Chegamos entre os quatro melhores times da região.

No ano seguinte, na 7º série, a imensa maioria jogava no mirim. Do time titular do ano anterior, ainda tinham idade para o pré-mirim, o goleiro Rogério, o fixo Lelo e o agora ala-direito Bala, abrindo vaga para um centro-avante alto, de pernas finas e passadas largas: eu! Talvez tenha sido o melhor momento da minha carreira no futebol. Nessa época, sabe Deus por qual motivo, a escola trouxe um professor da cidade de Jales, Profº Márcio, para o lugar do Profº Florisvaldo. Até hoje não entendi, visto que o Profº Florisvaldo sempre foi um treinador/professor respeitado.

O regulamento daquele ano previa uma fase de classificação entre as escolas do município de Urânia, para depois jogarmos em Jales. Jogamos então contra a EPG José Teixeira do Amaral e contra a escola da COHAB (ou contra a escola de Santa Salete - distrito de Urânia na época - não me lembro). Só sei que estufei as redes de cada escola em 3 oportunidades. Lembro de levar um xingão da torcida adversária e ficar com medo. Lembro daquele uniforme azul, do número nove nas costas e das duas partidas na quadra do Colégio Comercial. Ganhamos os dois jogos e nos classificamos para a segunda fase. Artilheiro com 6 gols. Felizaço. Porém, o improvável aconteceu e um dos nossos jogadores - o Andrey - estava com idade acima do permitido para a categoria. Fomos desclassificados e não disputamos o campeonato em Jales. Uma pena, com certeza seríamos campeões.

(Em pé, da esquerda pra direira: Prof Márcio, Rogério, Andrey, Totti, Paulingo, eu, Lelo e um guri que não lembro o nome. Agachados: Luis Coelho, Matheus, Lê Poneis, Bala e os outros três que tb esqueci.)

Nas férias escolares da 7º série, montamos um campeonato no Clube dos Cem. Acho que uns seis ou sete times, alguns de Jales. Fizemos reuniões para definirmos regulamento, comprarmos troféus, medalhas e sortear os times. Os jogos eram aos sábados pela manhã. Lembro que fizemos boa campanha, chegando às semi-finais. Eu jogava no gol e grudei com fita o número 1 nas costas de uma camisa de manga longa do meu pai. O único companheiro de time que eu lembro era o Cirim, porque no apito final do jogo que fomos desclassificados, ele chutou a bola contra o troféu, que ficava exposto na lateral da quadra. Por muito pouco não acertou a bagaça e acabou com a festa. haha

No segundo semestre de 1995, no futsal da escola, Viludo e Gim não tinham mais idade para o mirim. O Profº Florisvaldo havia reassumido como treinador. O time titular era Rogério, Lelo, Ricardo, Cirim (Totti) e Bala. Eu jogava bastante, de centro-avante ou ala-direito. Outro reserva que sempre entrava era o Paulinho, irmão do Gim, que também havia desistido da carreira de goleiro. Não havia muita diferença em relação ao time pré-mirim, era um período de renovação, mas conseguimos ficar entre os quatro/cinco melhores de novo.

Um dos episódios mais tensos da minha infância esportiva aconteceu nesse campeonato, quando os jogadores da escola Elza Pirro Viana, um dos grandes rivais à época, apedrejaram nosso ônibus. Lembro perfeitamente que coloquei a camiseta esticada sobre a cabeça, em forma de cabana, enquanto ficava agaixado entre os bancos e via os vidros caírem. Quase mijei de medo, até porque estávamos em frente ao ginásio do Paraíso, um bairro meio barra-pesada de Jales. Mas ninguém se feriu, foi apenas um cagaço mais forte.

(o ginásio do Paraíso virou pista de skate recentemente)

Em 1996, na oitava série, eu era o único da turma que ainda tinha idade para o pré-mirim. Era o zagueiro/fixo/líbero e capitão. Não lembro quem fazia parte do time, talvez os mais novos dos times anteriores, mas realmente não me lembro. Fizemos uma campanha decente, mas sem grande destaque. Talvez tenhamos ficado entre os oito melhores times da competição.

Neste ano, sabe Deus como, rolou um interclasse no Akió Satoru. Eu estava na 8º B, e o resto do time da escola dividido entre a 8º A e 8º C. Lembro apenas que eu era o camisa 10 do time e que sofri uma falta dura de algum adversário. Quase chorei. Lembro de pessoas em volta olhando assustadas e eu ali, caído e segurando o choro.

No final do primeiro semestre da 8º série, meu pai enfim permitiu que eu jogasse no time de futebol de campo de Urânia, o glorioso Clube Atlético Uraniense, conhecido - e temido - na região como CAU. Tenho até hoje a chuteira Umbro que eu comprei na época. Total classics. Como eu nunca tive um fôlego privilegiado e ostentava a braçadeira de capitão jogando como zagueiro no time pré-mirim de futsal da escola, ingressei nos gramados como zagueiro-central.

Sob comando do técnico Motor, no primeiro jogo eu fui reserva e entrei no segundo tempo - para não sair mais. Dos jogadores titulares, lembro do goleiro Eli, do Diego 'Jason' (centroavante) e do Marinho (jogava de segundo volante). Em nove ou dez partidas que fizemos durante o ano, fui o titular do lado direito da zaga, foram bons jogos durante o ano, todos amistosos. E apenas uma falha. Grotesca, por sinal. Num escanteio, a bola veio pelo alto e eu, ao invés de usar meu quase 1,85m da época pra cabecear a bola pra longe da área, fiquei com medo de afundar a cabeça no pescoço. Então apenas dei o corpo para atrapalhar o atacante, bem mais baixo. Ele se esquivou e conseguiu cabecear, fazendo o gol da vitória. Terrível, eu sei, mas minha cabeça ainda está aqui.

No futsal mirim da escola, já no segundo semestre de 1996, o time pro campeonato era Rogério, Lelo, Bala, Totti e Paulinho. Eu acho. Não me lembro bem, talvez por ter sido reserva numa época que, se eu continuasse desenvolvendo meu futebol, deveria ser o titular. Enfim, coisas do mundo da bola e eu não me lembro mais dos detalhes. Na verdade eu era (sou?) ruinzão mesmo, mas enfim. Fizemos outra boa campanha, sempre fazíamos boas campanhas. Os rivais de sempre eram as escolas Elza Pirro, o Euphly Jalles e o Dom Artur, todos de Jales. Acredito que nesses três anos de futebol mirim/pré-mirim, essas três escolas ganharam cada uma um título e nós sempre ficamos no quase. Uma pena.

Num próximo texto, as aventuras futebolísticas no colegial, quando estudei em Jales. E na sequência, a faculdade e o tempo de Atlético-PR.

Let's Rock! >>> Chico Buarque - O Futebol

sábado, 20 de junho de 2009

Marcelo Urânia no treino do Palmeiras

Eu, na capa da página do Palmeiras no GloboEsporte.com, prestigiando o treino em Curitiba. \o/

(clique para ampliar)

Let's Rock! >>> Silvio Caldas - Palmeiras, Palestra!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Wilco em Urânia

Dia desses sonhei que o Wilco faria um show em Urânia. E o Jeff Tweedy, na tarde antes do show, palestrava no colégio Akió Satoru quando o microfone pifou e ele teve de descer do palco para ser ouvido. Porém, o John Stirrat estava tagarelando mais pro fundo do pátio, perto da cantina, comigo e uns amigos (Bala, Lelo, Marcião, Nels Cline, Glenn Kotche, Pat Sansone e Mikael Jorgensen). E ninguém conseguia ouvir o líder da banda.

Estávamos rindo pois o show do Wilco era único no Brasil e abarrotaria a 'rede hoteleira' de Urânia. Rede que apenas inexiste. Aí o Jeff ficou puto e ameaçou dar um Jay Bennett no John Stirrat (piada adaptada mode on). Então saímos do colégio pro Jeff continuar a palestra e fomos beber no Bar do Zé Orati.

O sonho acabou aí, nada mais me lembro.

Let's Rock! >>> Wilco - One Wing

segunda-feira, 25 de maio de 2009

R.I.P., Jay Bennett.

Na noite de sábado para domingo morreu em Chicago o multi-instrumentista Jay Bennett, membro do Wilco entre 1994 e 2001. Morreu de causa ainda não determinada, "em seu sono", aos 45 anos.

No Wilco, Bennett entrou durante a tour de "A.M" (1994) e formou uma prolífica parceria com Jeff Tweedy, contribuindo diretamente nas gravações de "Being There" (1996), "Mermaid Avenue" (1998), "Summerteeth" (1999), "Mermaid Avenue Vol. II" (2000) e, principalmente, "Yankee Hotel Foxtrot" (2002).

Jay Bennett entrou em conflito com Jeff Tweedy - ambos conhecidos pelo perfeccionismo - durante as gravações de "Yankee Hotel Foxtrot" e deixou o Wilco antes da finalização do álbum. Bennett filtrava as maluquices de Tweedy e as deixava mais, ãin, melodiosas. Esse processo esgotou o relacionamento da dupla.

As diferenças artísticas de Bennett e Tweedy são flagradas no documentário de Sam Jones, "I Am Trying to Break Your Heart: A Film About Wilco" e rendem problemas até hoje. No começo do mês, Bennett apresentou uma queixa contra Tweedy reinvindicando os royalties de seu papel no filme.

Depois que deixou o Wilco, Jay Bennett gravou cinco discos solos. O último, Whatever Happened I Apologize, saiu em 2008 e está disponível para download gratuito no site rockproper.com

Rest In Peace, Jay Walter Bennett.

Let's Rock! >>> Jay Bennett - Talk and Talk and Talk

quinta-feira, 7 de maio de 2009

1001 Singles: "Weird Fishes/Arpeggi", Radiohead.

É a faixa quatro do álbum In Rainbows, o sétimo na carreira da banda inglesa Radiohead, lançado em 2007 e famoso por revolucionar o modus operandi da indústria fonográfica ao ser vendido pelo preço que o cliente/fã desejasse pagar.

"Weird Fishes/Arpeggi” é o ponto mais alto num disco sem músicas fracas. A canção é dividida, como sugere o título. No início, a guitarra cresce uniformemente, acompanhada pela bateria levemente repetitiva, em arpejo (técnica derivada das harpas), numa barulheira que, de tão harmônica, torna-se minimalista e... oceânica. A voz flutuante, difusa e absurdamente lírica de Thom Yorke somada ao backing aflito de Ed O'Brien rematam o quê parecia completo. Perto dos quatro minutos, há uma mudança no andamento, praticamente trazendo os tormentos para as caixas de som, num tom fantasmagórico, um tanto aquático, que combina ainda mais com o vocal doentil e a letra romântica e delirante.


Ouça outras canções classudas em In Rainbows: "House Of Cards", "Jigsaw Falling Into Place", "Reckoner".

terça-feira, 5 de maio de 2009

Top 10 do rock curitibano

O Túlio, palmeirense radicado em Buenos Aires, perguntou para 25 entendidos quais eram as melhores músicas do rock curitibano dos anos 2000, juntou tudo e montou um Top 10 de canções curitibanas.

Na minha lista seguiram “Burocracia Romântica”, Terminal Guadalupe; “Dizem”, OAEOZ; “Polaca Azeda”, Charme Chulo; “Sal de Fruta”, Poléxia; e “Nunca Mais”, Relespública, mas o resultado final (com os 25 votos computados) você lê aqui.

Let's Rock! >>> Íris - Cachorro Magro

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Oasis em Curitiba.

Ontem começou o rebuliço em torno dos shows no Brasil da turnê do mais recente álbum da banda inglesa Oasis, “Dig Out Your Soul”, com a publicação de algumas entrevistas com os irmãos Noel e Liam Gallagher.

O jornalista (e piloto do Go Kart) Cristiano Castilho conversou com Noel para a Gazeta do Povo. O compositor dos maiores sucessos do Oasis fala sobre o álbum-solo, futebol e maturidade. Leia aqui.

O jornalista (e dançarino de dança do ventre) Zeca Camargo conversou com Noel e Liam para o Fantástico. Os irmãos brigões de Manchester falam do amor ao rock e do avanço da idade no vídeo abaixo.



Serviço: Oasis em Curitiba!
10 de maio, às 19h30, no Expotrade Center Pinhais.
R$ 160 (Pista comum) e R$ 400 (Pista VIP).
Estudantes, idosos e doadores de sangue pagam meia-entrada.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Senna, 15 anos.

Singela homenagem deste amante da velocidade: o vídeo da famosa primeira volta em Donington Park, em 1993.

Chovia muito. Ayrton Senna largou em quarto, atrás de Prost, Hill e Schumacher. Na largada, caiu pra quinto. E ultrapassou todos para assumir a liderança ainda na primeira volta. Absolutamente fantástico e inspirador.



Saudade sempre.

Let's Rock! >>> Goldfrapp - Caravan Girl

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Obrigado, Cleiton Xavier.

Petardo. Foguete. Tirambaço.
Dois segundos.
Berro trashmetal.
Euforia. Êxtase.



AVANTI PALESTRA!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sigam-me os bons!

Não dá pra escrever tanto. Não tenho tempo, mesmo. Correria insana e, quando tenho tempo livre, ocupo-me em sociabilidades. Tento não ser tão nerd a ponto de ficar em casa ouvindo todas as músicas que quero ouvir, vendo todos os filmes/seriados que quero ver, jogando todos os jogos que quero jogar ou... escrevendo sobre tudo isso.

Não dá, então eu twitto.

Let's Rock! Goldfrapp - Happiness

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Meu Diário de Rorschach.

Meu Diário de Rorschach: 12 de Abril de 2009.

22h23. Dois meses de cultivo. Hora de aparar a barba. Preciso de uma sacola plástica. Dejetos capilares na pia entupirão a merda do encanamento. Não quero problemas. Barbeador Phillips e Gillette Senso Excel Azul. Azul. Onipresença do Dr. Manhattan, filho da puta imberbe.

22h34. Sociedade leviana, afeitar barba diante do caos. Há larápios nas ruas. E eu aqui nesse banheiro. O barbeador deveria ser um aparador. Falhei na compra. [Nico no shuffle do meu iTunes. Que seja com classe.] Começo a tosar os pêlos da lateral, ao redor das bochechas. Eu, um poodle. Meus pêlos, felpa. É assim que me sinto, um ridículo poodle. E ainda uso máscara. Não deveria aparar a barba nunca.

22h47. Obrigado, mãe, por um dia esquecer o pente vermelho. Está sendo útil, enfim. [Shuffle na Feist. Ao menos é mais animado.] Lembro do Tico Santa Cruz, aquele que raspou todos os pêlos do corpo. Vergonha alheia. Ignoro as três lâminas do aparelho de barbear. Por enquanto, só barbeador elétrico.

23h12. Parte lateral finalizada. Hora de alinhavar o queixo. [Shuffle em George Michael não dá. No aleatório, The Goog, The Bad and The Queen.] Bigode intacto. De relance, pareço o Eugene Hütz, do Gogol Bordello. Segue intocada a parte inferior da barba, abaixo do queixo, no pescoço. Agora, vejo Devendra Banhart no espelho. Preciso acabar com esses cabelos no rosto.

23h19. Sacola plástica repleta de cabelo. Bizarro, mas prestimoso. [Aleatório caprichado, Chemical Brothers, naquela música na trilha de Vanilla Sky.]

23h25. Queixo acertado. Preguiça forte, sono latente. Falta exterminar o bigode e as semelhanças com o Devendra. Procuro o creme de barbear. Achei. Vencido em novembro de 2008. Foda-se. Retirei o excesso do bigode com o Gillette Sensor Excell Azul. Tudo certo acima do osso que demarca as linhas do rosto. [Ben Folds no player. Contemplo meu próprio gosto musical.]

23h38. Chegou a parte chata. Raspar a barba abaixo do queixo sem machucar o pescoço. É nessa parte que uso o creme de barbear. [‘Say It Aint So’, quase não a reconheci.] Não agüento mais. Laka me aguarda, o sono também, ladrões também. Não acerto os pêlos na sacola. Raiva. Muito pêlo. Raiva.

23h47. Espinhocídio. Pescoço arde. Muita raiva. O sangue ‘brotha’ do meu pescoço. Brotha é o Desmond, em Lost. Sou viciado em Lost.

23h56. [Morrissey, pra relaxar.] Papel higiênico, pra estancar os sangramentos. Penso no amanhã, no sangue que escorrerá de minhas mãos em cada meliante esmurrado. Prazer. Hora de limpar e guardar tudo.

23h59. Um minuto para a guerra entre o Laka e eu.

24h00. Na cama, risada das alusões ao Lula sindicalista, ao Devendra, ao Bin Laden. Voltei a ter uma barba decente. A máscara não provocorá coceiras. [Bob Dylan's 49th Beard.] O combate ao crime clama meu aceno. Não antes do sono dos justos.

Let's Rock! Billie Holiday - You’re My Thril

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um final de tarde com Vovó Edwiges.

- Querido, precisamos ir ao supermercado.
- Só terminar essa partida de futebol e a gente vai.

Três partidas no FIFA 2004 depois...

- Vó, bóra pro Wal-Mart? A senhora pode pegar um comprovante de residência pra eu fazer cadastro numa locadora?
- Já pego e a gente vai.

Vrummm. Vrummmm. (barulho do carro da Tia Marli)

crepúsculo
Na locadora de vídeos.

- Nossa, querido, tem filme da Audrey Hepburn!
- Essa locadora é foda. Tem até Trainspotting em DVD!
- Tem o quê?
- Um filme, Vó. Um filme.
- Nossa, Gregory Peck! Será que tem A Ponte de Waterloo? Eu amo de paixão esse filme...
- Deve ter, Vó. Deve ter.
- Ah, deixa eu procurar os filmes do Bruce Willis. Como ele é lindo...

Silêncio diante dos filmes. Vovó aprecia o Bruce Willis.
E de repente:

- Querido, o quê tem naquela salinha fechada.
- Peitos, bundas, pintos e chochotas. Escancarados.
- Meniiiiino, não fala besteira!

Eu só sorrio.

- Marcelo, vamos levar esse aqui? É com o Bruce Willis.
- É só pegar.
- Ai, ele é tão lindo. Só me casaria de novo se fosse com ele... (suspiro)

Um senhor ao lado lança um olhar de rabo de olho, analisa minha vó e olha pra mim. Eu de olho nele, com cara de bravo. Ele retorna a atenção à prateleira.

- Já escolheu, Vó? Vamos nessa.

Três filmes. O Último Beijo, Virgens Suicidas e A História de Nós Dois (o tal filme com o Bruce Willis).

Alguns minutos depois, na rua.

- Marcelo, porquê você está entrando no Wal-Mart?
- Ué, a senhora não queria ir ao mercado?
- Ah, é. Tinha esquecido.

No supermercado.

- Marcelo, qual desses amaciantes você gosta mais?

Silêncio. E ela continua a olhar os preços.

Minutos depois:

- Querido, qual carne você gosta mais?
- Carne de mulher perfumada, Vó.
- Meniiiino, não fala besteira.

Vários minutos depois:

- Marcelo, você prefere coxão mole ou...
- Vó, a carne que a senhora decidir primeiro é a que eu mais gosto. - interrompo, já impaciente.

Muito tempo depois, Vovó está diante das frutas.

- Querido, você prefere maça ou...
- Vó, eu prefiro sair daqui. - respondo debruçado no carrinho do mercado.
- Então tá, já tô terminando.

Uma hora e meia após entrarmos no supermercado, entrego o cartão do estacionamento.

Em casa, colocando as sacolas sobre a mesa, Vovó solta a pérola:

- Ai meu Deus!
- O que foi, Vó? - digo preocupado.
- Esqueci do leite!

Deixo as últimas sacolas e em direção ao quarto, respondo:

- Amanhã.

(texto originalmente publicado no Estranho Caminho 1.0, em setembro de 2005).

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Segunda Academia e o Palmeiras 2009

O mau futebol apresentado pelo Palmeiras nas últimas partidas me fizeram procurar um modo de melhorar a equipe. Afinal, a partida decisiva pela Libertadores, contra o Sport, é na próxima semana. Então busquei referências de grandes times, de formações famosas por alinhar o esquema de jogo às características do elenco. Quando penso em um grande time, sempre lembro das variáveis do 3-4-3 do Felipão na Copa de 2002, mas, dessa vez, fiquei boquiaberto com a possibilidade de implantar o saudoso 4-2-4 do Palmeiras da década de 70 no elenco atual.

A eterna Segunda Academia, formada por Oswaldo Brandão, pra quem não se lembra, foi bi-campeão brasileira - um dos títulos de forma invicta -, e encantou o Brasil por defender muito bem e atacar com velocidade. A formação base, presente na lembrança de todo palestrino, era: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu (Fedato), Leivinha, César e Nei.


Guardadas as devidas proporções de qualidade e honra das lendas palestrinas em comparação com os jogadores atuais, vejo possibilidade do Luxemburgo orquestrar um esquema parecido - até pq Oswaldo Brandão foi taxado de retranqueiro à época, por manter a linha de quatro jogadores na defesa, e o Palmeiras precisa, definitivamente, de uma defesa bem postada.

Luxemburgo, por sua vez, resolveria o problema com uma zaga formada por Wendell, Edmilson, Danilo e Armero. Importante salientar que Pablo Armero teria a marcação como maior responsabilidade, justamente por esse motivo prefiro o Wendell ao Sandro Silva ou Capixaba. Edmílson seria Luis Pereira, com suas saídas esporádicas ao ataque.

No meio-campo, Pierre seria Dudu, o marcador implacável. Cleiton Xavier deveria ser Ademir da Guia. Sempre acho ridículo tentar comparar alguém ao Divino, mas Cleiton Xavier é quem mais se assemelha, no atual elenco, ao maior jogador da história do Palmeiras.

Minha única dúvida está em quem seria Leivinha, que voltava para marcar com a mesma maestria e velocidade que atacava. Com essas características, temos Diego Souza, mas poderia ser Willians caso o Diego se negue à marcar. Em Leivinha creio que estava o segredo do Palmeiras de Oswaldo Brandão. O temido 4-2-4 se fazia de 4-3-3 ao menor aceno do treinador. Para dar certo, depende muito do Diego Souza lembrar que ganhou destaque no começo da carreira por ser um volante habilidoso. Nas pontas, Edu seria Willians (ou Diego Souza), Nei seria Lenny e, no centro do ataque, César Maluco, claro, seria K9.

Taí o meu Palmeiras 2009 ideal, o time que pode destruir o Sport, em Recife e em São Paulo: Marcos; Wendell, Edmílson, Danilo e Armero; Pierre e Cleiton Xavier; Diego Souza, Willians, Lenny e K9.

Imagino a comoção que o Luxa causaria ao afirmar que essa formação segue o exemplo da Segunda Academia. Imagino a motivação que levaria ao time, à torcida e até à imprensa. Porém... será que o Luxemburgo convence o Armero que marcar é mais importante que atacar? Luxa seria capaz de mudar o posicionamento do Diego Souza?

Infelizmente, não creio...

Let's Rock! >>> Tom Waits - Green Grass