sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

2009 tá aí!

Existe uma expressão que está diretamente ligada às festas de final de ano. De geração em geração, foi usada exaustivamente nessa época do ano e causava repúdio ao mais dócil ouvido. Até ser jogada ao limbo, dada como clichê. Fora de moda, entrou em desuso, substituída por outras sem charme, vãs, inanimadas.

Por sorte voltou com tudo nesse dezembrão. Já ouvi umas quinhentas vezes.

Então, em nome da tradição... PRÓSPERO ANO NOVO!

Let's Rock! Lacrosse - This New Year Will Be For You and Me

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O maior jogo do futebol brasileiro

Na noite de 06 de março de 1958, o Estádio do Pacaembu completamente lotado não imaginava receber a maior e mais emocionante partida de futebol entre equipes brasileiras. Palmeiras e Santos, pelo Torneio Rio-São Paulo.

O Santos, comandado por Lula, iniciava o jogo com Manga; Helvio e Ivã; Fiotti, Zito e Urubatão; Dorval e Jair da Rosa Pinto; Pagão, Pelé e Pepe. Era o grande time de Santos. O Palmeiras, treinado por Oswaldo Brandão, começava com Edgar; Edson e Dema; Waldemar Carabina, Valdemar Fiúme e Formiga; Paulinho e Nardo; Mazzola, Ivan e Urias. Era um time que vivia à custa do avante Mazzola. E o Santos favorito disparado.


Ainda menino, Pelé via o meio-campo santista ser comandado pelo experiente Jair da Rosa Pinto, herói da conquista palmeirense no mundial de 51. Era o ano da remodelação palmeirense, que culminaria na saudosa Primeira Academia, o único time do mundo respeitado pelo Santos de Pelé.


Logo aos 18 minutos, o ponta-esquerda Urias inaugura o placar. Palmeiras 1x0. Logo a seguir, aos 21 min, Pelé empata. Quatro minutos depois, Dorval coloca o Santos na frente. Nardo empata para o Palmeiras na saída da bola. Aos 31, Pagão coloca na gaveta. 3x2 para o Santos. Pepe, de longe, aumenta aos 36. No finalzinho do primeiro tempo, Pagão de novo. Santos 5, Palmeiras 2.


No intervalo, um torcedor morre de emoção nas arquibancadas. Alvoroço total. No rádio a voz é uma só: goleada santista, dó do Palmeiras. Os pobres comentaristas não conheciam a magia do manto palestrino! O mestre Oswaldo Brandão aparenta preocupação, esbraveja com seus comandados e troca Nardo pelo uruguaio Caraballo, tira Formiga e coloca Maurinho.


Começa o segundo tempo e a linha atacante de raça transforma a defesa santista na sucursal do inferno. Aos 16, Mazzolla sofre pênalti e Paulinho converte. 5x3. Aos 19, como um míssel, Mazzolla vence toda a defesa santista e marca. 5x4! O Pacaembu está nas alturas! Ninguém acredita que aquele Palmeiras cabisbaixo estava de peito estufado ostentando a sua fibra!


Caraballo e Mazzolla enfurecem os santistas. Jair da Rosa Pinto tenta organizar, aos berros, a equipe praiana. Jair conhecia muito bem a força daquela camisa verde. Aos 27 minutos, Mazzolla tabela com Caraballo, recebe na frente e fuzila. 5x5!!! Feola, então técnico canarinho, convoca Mazzolla, no ato, para disputar a Copa de 58.


O público vai ao delírio! Locutores vibram com a partida, em plena consciência de que a história estava sendo escrita ali, ao alcance das mãos. Ninguém poderia ter certeza, mas era evidente que aqueles dois times dividiriam os títulos do futebol brasileiro por mais de uma década.


São sete minutos de ataques dos dois lados, o público fica de pé e os locutores berram. Aos 34 minutos, Valdemar Fiúme - o Pai da Matéria - mata no peito, dribla Pelé com estilo e lança Mazzolla, o Diabo Loiro palmeirense manda a bomba, Manga rebate e Urias quase arranca a rede! GOLAÇO!


Em Jundiaí, soube-se depois, mais um torcedor morreu do coração. No Pacaembu, vários torcedores são conduzidos ao posto médico! Todos estão incrédulos. Palmeiras 6 x 5 Santos!


Naquele tempo, apenas amistosos permitiam alterações, o Torneio Rio-São Paulo era exceção e também permitia, por isso os times não se preocupavam em ter bons reservas. Aos 38, o imponderável, Brandão é obrigado a sacar o experiente guarda-metas Edgar, contundido, e lançar o jovem Vitor, recém promovido do juvenil.


Aos 39, Pepe – marcou uns 600 gols na carreira, só 2 de cabeça - meteu a cabeça na bola e empatou novamente. No apagar das luzes, o estreante Vitor se atrapalha com a bola e Pepe, de novo, marca. Virada praiana, 7x6!


O estádio, quase que na totalidade tomado por palmeirenses, anuncia a tristeza. Cinco mortos no total. Nunca houve e nem haverá partida igual, berrava Hernani Franco, aos microfones da Rádio Atlântica.


Aos poucos, surgem alguns aplausos, de repente a multidão está vibrando. Comemora o grande jogo, parece até que o Palmeiras ganhou. Talvez tenha realmente ganho, se não o jogo, pelo menos o respeito e o aviso que seriam aquelas camisas verdes que encarariam o time do rei do futebol.


Nascia naquela noite o rolo compressor do futebol mundial que esmagaria impiedosamente seus adversários nos 12 anos seguintes. Todos, não! Menos um. O rolo haveria de esbarrar nos irredutíveis palestrinos entrincheirados sob o manto verde!


Fonte e trechos do texto: 3VVV, por Jota Christianini. Museu dos Esportes, matéria da Revista Placar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Parem as máquinas!

Wilco no Brasil em abril de 2009 para dois shows, pelo menos. É o quê diz o jornalista Lúcio Ribeiro, mas sacumé, às vezes é só especulação. Então, pra tirar a prova dos nove, mandei e-mail pra High Road Touring, a empresa que organiza as tours da turma do Jeff Tweedy.

Aí vai a parte da resposta que realmente interessa: We've talked about Brazil for April but right now it is just talk and there are no definite plans.

Fodeu! Agora tô acreditando.

Let's Rock! >>> Wilco - How To Fight Loneliness/ Impossible Germany / I'm The Man Who Loves You / War On War / Via Chivago / Ashes Of American Flags/ I Am Trying To Break Your Heart / Heavy Metal Drummer / You Are My Face / Pick Up The Change...