quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obamania: The Change We Need. What?

Estou cagando e andando pra política. Desde que Madre Teresa de Calcutá morreu, não acredito que alguém vivo possa colocar o interesse público à frente do pessoal. Por isso não dou a mínima para prefeitos, governadores ou presidentes. São todos corruptíveis. Absolutamente todos.


Não há ideologia que sobreviva ao dinheiro, às ameaças e até à sedução de um bola-gato (ball-cat). Então não faço questão alguma de votar, só chego chegando numa urna eletrônica quando não consigo inventar uma desculpa ou quando o candidato favorito é muito mais cafajeste que os outros - aí voto no segundo colocado das pesquisas, como protesto. Isto posto, meu nobre, é evidente que ignorei por completo a reeleição de Beto Richa (nem votei, preferi torcer pelo Palmeiras) e observei de longe à disputa McCain e Obama.


A cada dia ficava mais nítido que o candidato democrata sairia vencedor. Da suposta aversão da sociedade estadunidense à etnia e aos sobrenomes que lembram inimigos norte-americanos, o havaiano Barack Hussein Obama, virou, de repente, esperança mundial, ícone pop e aglutinador de ideais patrióticos, o quê levou 66% dos eleitores americanos às urnas, a maior taxa desde 1908 – mesmo com a imensa maioria desconhecendo por completo as idéias de governo de qualquer um dos candidatos.


Para o mundo todo, o rosto jovial de Obama tornou-se o oposto do religioso e bélico governo Bush. Além disso, artistas de prestígio aderiram à campanha. Eu, por exemplo, apenas atentei e nutri simpatia por Barack Obama após a primeira manifestação do Jeff Tweedy (influência inevitável, pô), porém, se eu fosse norte-americano, Obama não me faria sair de casa para votar.


Agora eleito, Obama é a esperança. Porém, fica a pergunta: qual esperança, cara pálida? Ninguém sabe. Ninguém, nem os estadunidenses, muito menos europeus ou asiáticos. Até porque os especialistas não esperam grandes modificações entre o governo Bush e o futuro. Essa história de esperança vencer o medo, nós brasileiros conhecemos bem e não representa bosta nenhuma. Inclusive, du-vi-do que o ponto mais importante para o mundo, a política econômica externa norte-americana, sofra mudanças significativas.


Let’s Rock! >>> Bruce Springsteen - This Land Is Your Land

Um comentário:

Túlio disse...

ele é a esperança de não ser um BUSH e isso já é muito. O preocupante é esse caráter messiânico que a figura dele acabou tendo.