terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fui fisgado por (mais) um filme...


Já deve ter acontecido com você... tá lá deitadão no sofá, olhar macambúzio, roupa de usar APENAS em casa, quando de repente percebe que tem um filme começando e resolve ver uns minutinhos, enquanto não encontra algo melhor ou o sono não chega, mas... é fisgado de tal maneira que não consegue parar de ver.

Aconteceu comigo neste último sábado, com o dramalhão O Som do Coração - a tradução melosa que inventaram para o filme August Rush, dirigido por Kirsten Sheridan. Já aviso: não se engane, o filme é ruim. Porém, há pontos positivos que realmente apanham a atenção do telespectador.


No começo, parece um clipe do Sigur Rós. Perfeita harmonia entre imagem e som. Aí surge aquele menininho de Em Busca da Terra do Nunca na tela, o prodígio Freddie Highmore, pirando com todos os tipos de barulhinhos. Em seguida, descobrimos que o moleque está num orfanato e é taxado de esquisito por ter a audição extremamente aguçada e acreditar que pode reencontrar os pais biológicos através da música.

Paralelamente à história do bastardo, há a vida de dois jovens músicos, um guitarrista e uma violoncelista (interpretados por Jonathan Rhys Meyers e pela insossa Keri Russell), que passaram uma noite juntos no topo de um prédio, atraídos pelo som de uma gaita, mas foram separados pelo pai da moça. Essa parte da trama é fantasticamente mal resolvida, chega a ser engraçado como o diretor tratou do romance apenas para deixar o filme previsível.

O personagem principal, nascido Evan Taylor e assim que chega à Nova York - onde todo o tipo de som é propagado para todos os lados - é transformado em August Rush pelo tutor Wizard (Robin Williams vestido de Bono Vox) e começa a desenvolver o dom da música até que vai parar em Jilliard, a mais conceituada escola de música dos EUA. O moleque, logo de cara, mostra requintes de Mozart e escreve uma sinfonia a fim de fazer sua música chegar aos ouvidos dos pais.

E você, claro, já sacou há tempos o quê vai acontecer.

Esse é o grande problema do filme. Apesar do elenco estrelado e da boa trilha sonora (concorreu ao Oscar de melhor canção original), fica evidente que a história poderia ser muito, muitíssimo melhor explorada, mas perdeu-se em detrimento de um roteiro previsível e acessível. Porém, para um espectador descontraído ou tolerante, a previsibilidade permite um filme absolutamente encantador.

É uma sessão da tarde, um cinema em casa, pronto pra te fazer chorar. Então dê um jeito de arrumar um lenço antes de assistir. Ou enxugue as lágrimas na almofada.


Let’s Rock! >>> Jonathan Rhys Meyers - Moondance

2 comentários:

juju disse...

vc esqueceu de comentar da mão do moleque quando tocava...pelos!! hauahauhau

Meliza disse...

Um detalhe desse é coisa da Juju mesmo... hahahahha. Só podia ser!