quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ricardo Teixeira, Roberto Requião e Curitiba fora da Copa de 2014.

Politicagem e sujeira são praticamente sinônimos. E não fui eu quem criou essa fama. Depois que a FIFA anunciou a intenção de ter apenas 10 sedes na Copa de 2014 – e não 12, como pretende o governo brasileiro -, Curitiba pode dançar. Apesar da Kyocera Arena, o estádio do Atlético/PR, estar em reforma para ampliação, não é garantido que Curitiba seja uma das 10 sedes. Inclusive, é pouco provável.

São dois problemas políticos que podem colocar Cuiabá no lugar da capital paranaense. O primeiro, mais simples de ser resolvido, é colocar o prefeito Beto Richa, o governador Roberto Requião e a cúpula atleticana, sorridentes, na mesma foto. Com dinheiro tudo se ajeita.


A segunda questão, mais séria e nebulosa, remete à treta entre Requião e Ricardo Teixeira, o liso presidente da CBF. Os dois não se bicam, é público e notório. Por outro lado, pra completar, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, é amigão de Teixeira e promete dar a estrutura que a CBF quiser.


Ou seja, uma cidade com estádio quase pronto (Arena da Baixada), em uma região com futebol local forte (Atlético, Coritiba e Paraná), dá lugar para uma cidade sem estádio e sem tradição no futebol. Tudo em nome da politicagem e do superfaturamento. Sem contar que o estádio que poderá ser erguido em Cuiabá ficará às moscas depois da Copa...


Em tempo, as prováveis dez sedes da Copa do Mundo de 2014: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Se houver doze sedes, entra Curitiba. Para decidir a última vaga, uma briga entre Natal, Manaus e Florianópolis que a força da floresta deve levar fácil, fácil.




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