terça-feira, 25 de março de 2008

Sushi x Ovo de Páscoa

Eu e a Páscoa não nascemos um para o outro. O lance da ressurreição de Cristo é interessante, mas ninguém liga para o evento cristão. E minha religiosidade é sinônimo de aflição. Só lembro de Deus quando tô em apuros, essa é a verdade. E, ainda por cima, não troco uma caixa Nestlé Especialidades por um ovo de chocolate nem fodendo. Ou seja, pra mim, a Páscoa é um feriado qualquer.

Assim sendo, em forma de protesto ao descomprometimento dos próprios cristãos,
eu e Jubs traçamos uma estratégia ousada: ignorar os ovos de Páscoa. Ao invés de gastar uns R$30ão em cada ovo, pegamos os R$60ão e decidimos jantar num restaurante distinto e garboso. O escolhido foi o Tatibana Japanese Cuisine.


E é evidente que, num restaurante com esse nome pomposo, eu deveria ir bem vestido: coloquei jeans, camiseta e all-star. No caminho, lembramos que não sabíamos o endereço(!). Então tivemos que ligar pro 102, ligar pro restaurante e aí descobrir que o Tatibana fica exatamente ao lado do Château de Gazon, o famoso restaurante onde o Michel mijou na cadeira (hahahahaha!).


Quando chegamos, o restaurante tinha até uma ponte pra entrar. Fabuloso. Parecia o restaurante do Sr. Miyagi. Entramos e uma mulher-ninja nos levou até a mesa que eu havia reservado. A mesa era apenas a melhor do restaurante - quem atendeu o telefone achou que eu fosse bacana, só pode. Além de uma bancada almofadada, tínhamos uma visão privilegiada do recinto e da mesa onde os shushi-mans preparavam as comidas. Perfeito.


Na hora de olhar o cardápio, quase chorei de rir. Parecia que eu ia comer os Chanjiman. Mas o importante é que era o mesmo preço de dois ovos de chocolate e beeem mais gostoso. Tiramos algumas dúvidas com a garçonete-ninja e mandamos ver num combinado de sushi, sashimi e uns outros nomes parecidos com golpes de judô. Tudo da melhor qualidade.


Saboreamos toda aquela comilança, rimos muito e voltamos pra casa felizes por trocar chocolates por comida japonesa. Assaz recomendável!


Let´s Rock! >>> Air - Mer du Japon

terça-feira, 18 de março de 2008

Sorrisos e F1




Os Fórmula 1 escorregando em derrapagens controladas na entrada e na saída das curvas; pilotos mostrando que, afinal, são humanos e abusando dos erros; carros quebrando em profusão, devido aos efeitos da física e do calor excessivo. Parece que estamos falando de uma corrida perdida no tempo, nos anos 60 ou 70. Porém, tudo isso aconteceu na abertura da temporada 2008, em Melbourne, na Austrália.

O fim das ajudas eletrônicas, um velho anseio dos fãs da categoria, deu uma nova cara ao espetáculo. Os pilotos, agora, voltaram a se nivelar pelo alto. Não basta apenas ter o melhor carro. É preciso cabeça, constância, almejar a perfeição a cada instante, já que não há mais um programa de computador para corrigir seus erros. Agora, dentro da pista, o sistema é bruto e a pegada é forte.

Foi o que oito pilotos aprenderam em Melbourne, abandonando a prova após colisões causadas por erros e/ou ímpetos exagerados de outros ou de si próprios. O equipamento também pagou o preço de não haver mais freio a motor, deixando uma série de propulsores exauridos pelo caminho. Sobraram seis sobreviventes – e a melhor constatação do domingo veio do melhor deles, o vencedor do GP da Austrália, Lewis Hamilton: Isto aqui é corrida de verdade. É assim que tem de ser!

Resta saber se tanta emoção e alternativas não foram aumentadas decisivamente pelas características peculiares da pista de Albert Park, dona de um histórico razoavelmente grande de corridas caóticas. Se este quadro se repetir no próximo fim de semana na Malásia, a Fórmula 1 poderá finalmente comemorar sua maior vitória: a reconquista do público.

(texto de Luiz Fernando Ramos adaptado para este espaço)


E aí, quando apareceu o nome Piquet na telinha, bateu um saudosismo?

Let´s Rock! Echo & The Bunnymen - Get In The Car

segunda-feira, 17 de março de 2008

1001 Singles: Miguel Roberto, 'Nostalgia'

(A série 1001 Singles, obviamente inspirada no livro '1001 Discos...', é uma homenagem à música que mais ouvi/gostei nos últimos dias. A intenção é a melhor possível: mostrar uma música supimpa e, de quebra, disponibilizar informações rápidas sobre o artista, álbum e, se der, link para vídeo e mp3.)

‘Nostalgia’, Miguel Roberto.


É a segunda faixa do EP sem título gravado em home studio pelo produtor, compositor, cantor e escrivão de polícia aposentado Miguel Roberto. A música, assim como todo o EP – composto por quatro canções -, é baseada na obra de José Ferreira, irmão do intérprete e um dos principais poetas do interior paulista.


Nesta versão de ‘Nostalgia’, - gravada originalmente por Roncato & Roncatinho - a serenidade da cadência mantida ao violão é perfeita para retratar o sentimento do homem do campo na volta à terra natal após anos no asfalto. No dueto com Bob - da dupla jalesense Billy & Bob -, o clima criado é contemplativo e traz à música os melhores momentos da vida de todo caipira (Refugiei minha grande saudade na simplicidade de uma lembrança. Voei nas asas da imaginação, fui ver meu sertão quando eu era criança e os tempos risonhos dos meus lindos sonhos cheios de esperança). É a música que Neil Young gostaria de ter composto. É de fazer rancheiro chucro chorar de saudade.


Outras músicas por Miguel Roberto: ‘Qualquer Dia Desses’, ‘Orgulho de Caboclo’.

segunda-feira, 10 de março de 2008

ESPN Brasil

Eu adoro a ESPN Brasil. Chego a pensar que, senão fossem os jogos do Paulistão e Brasileirão, bateria fácil o Sportv entre os canais de esporte no Brasil, no quesito audiência. Até porque transmite, junto da ESPN International, os campeonatos alemão, inglês, espanhol, italiano e o mais importante campeonato de clubes de futebol no mundo, a Copa dos Campeões, onde, de fato, jogam os craques. Sem contar os campeonatos de basquete (nba!), vôlei e os torneios de tênis.

No quesito jornalismo, é uma lavada. José Trajano, Juca Kfouri, o grande Antero Greco, Paulo Soares, Flávio Gomes, Paulo Vinícius Coelho (PVC), João Palomino, Fernando Calazans, Paulo Calçade, Dudu Monsanto, Mauro Cézar Pereira, João Carlos Albuquerque, André Plihal, Soninha, entre outros, destroem os globais do principal concorrente.

O preferido desse que vos escreve é o impagável Antero Greco. Carismático e piadista, Antero é a companhia perfeita para o amigão Paulo Soares nas noites do Sportscenter, o melhor noticiário esportivo da TV brasileira. Vejo todo dia, percebi até que o Antero cortou o cabelo dia desses. Impressionante a sinergia da dupla. O Flávio Gomes, do Grande Prêmio, às vezes, parece um amigo de tanto que leio o site sobre automobilismo. Assim como considero o Juca Kfouri e o Trajano velhos conhecidos, desde os tempos do saudoso Cartão Verde, na TV Cultura. Outro grande jornalista é o PVC. De memória prodigiosa e exímio analista tático, é, inclusive, tema de grande matéria na revista Piauí deste mês - o quê motivou este post.

E Saca só o quê PVC pensa sobre assistir futebol: Compreender o jogo implica não permitir distrações. A maioria das pessoas vê futebol como a minha mãe: ‘E aí, filho? Como vai a vida?’ Já quando é filme, é aquele silêncio... O problema é que o ‘E aí, filho?’ acaba com o jogo. Tem que assistir que nem filme.

É o canal para quem é fã de esportes.

Let´s Rock! >>> Lambchop - Steve McQueen

segunda-feira, 3 de março de 2008

O Patriota

Na quinta-feira passada, cheguei do futebol e liguei a TV, mania de quem paga uma taxa fixa pela energia elétrica. Besteira pior não teria feito. Dois minutos depois, tinha certeza que não conseguiria ir pro banho antes do fim de O Patriota. Todo mundo já viu esse filme. É aquele sobre a guerra civil americana, estrelado por Mel Gibson e com o finado Heath Ledger no elenco. A história é total demagogia yankee, mas é inegável o poder de um bom filme de guerra. E eu sempre gostei muito de filmes em que a honra é colocada à prova.


Em uma das principais cenas, Gabriel Martin (Ledger) recebe ordens de seu pai, Benjamin Martin (Gibson), empossado como Coronel devido sua brilhante atuação em uma batalha antiga, para recrutar colonos nos vilarejos próximos. O sonhador Gabriel chega à uma igreja onde TODOS os moradores se escondem do exército britânico para convencê-los a lutar junto dos rebeldes. Numa primeira tentativa, só convence uma moça que, consternada, inicia um discurso inflamado que enobrece os homens e os faz encarar o desafio pela própria liberdade, pela própria honra. Até o Reverendo foi para o combate e, de rifle nas mãos, soltou a pérola: Todo pastor deve proteger seu rebanho. E, às vezes, espantar os lobos.

Sublime, até chorei. E quase fui junto pra guerra! haha Sério, me emociono com a força e a luta por honra e ideais nem sempre alcançáveis. Diante da emoção de um filme desse náipe, tenho certeza que, se vivesse à época, honraria meu país, minha terra e, principalmente, minha família numa BATALHA.

Let´s Rock! >>> Neil Young - Living With War