segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um maluco no meu prédio...

Era muito cedo, por volta das 7h00. Sexta-feira, dia da cerveja. Ouço uma freada brusca bem perto do meu prédio enquanto esmago o achocolatado no canto da caneca cheia de leite. Nem ligo, pra mim, apenas mais um barulho de cidade grande.


Um tempo depois, ouço um puta estrondo. Assusto, mas tomo o leite numa boa. De repente, ouço gritos de mulher: “Socorro! Tem um maluco no meu prédio! Chamem a polícia! Socorro!” Aí o bicho pegou. Corri até a janela e fiquei de frente com o mundo.


Todas, eu disse todas as janelas e sacadas que eu conseguia ver estavam atentas à entrada do meu prédio. Olhei pra baixo. Mais barulho de pancada. Mais gritos. Ouço barulho de vidros se quebrando, vejo cacos estilhaçados pela calçada. Mais gritos alucinados de mulher.


Depois de um tempão ali na janela vendo a reação das pessoas e na expectativa de tiros, lembro de usar o telefone. Ligar pra polícia, oras! E quando consigo, já tinham avisado. Volto pra janela. Está tudo quieto demais. Quase 8h, fatalmente chegarei atrasado no trabalho, aviso o pessoal da empresa e não saio do quarto nem fodendo. Eu e todo o quarteirão aguardamos a polícia.


Depois de quase trinta minutos, os PM's chegam e conversam com um senhor careca. Ouço a seguinte frase: "O maluco tá aí dentro". Dou risada e verifico se a porta está trancada. Volto pra janela. Impressionante a quantidade de pessoas nas janelas e sacadas. Pijamas de todos os tipos, remelas em profusão. Um cara, dois andares abaixo, até acende um cigarro enquanto toma café e aguarda a resolução do caso.


Alguns minutos depois, os policiais saem do prédio com o meliante algemado. A ordem é restabelecida. Vou até a garagem e peço pro goleiro do Coxa tirar o carro dele pra eu poder sair com o meu. Hora de trabalhar.


Descubro depois que o ex-sargento era morador do prédio e biruta mesmo. Além de quebrar a porta de entrada na base do bicudo, o maluco-doidão quis quebrar a porta do apartamento do síndico. O motivo? Lanternas e raios laser invadiam o quarto dele toda noite. E os raios perfuravam suas orelhas, deixando marcas no corpo.


Total lelé da cuca.


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Um comentário:

Meliza disse...

Que outra pessoa teria histórias tão loucas pra contar?? rs