sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Californication, a série

Elegância pura falar sobre Lost, Heroes, Smallville, Two and a Half Man, The Big Bang Theory, Californication ou qualquer outra série de TV. Nem parece que esses nomes posudos são novelas. Tá, o mais correto é chamar de seriado, mas parece novela. Uma novela mais bem produzida, mais ousada, sem tantas obrigações populares – talvez por isso o jeitão de filme -, mas ainda sim um baita novelão.

Com a TVA à disposição, e grátis, tenho trocentos canais bem à frente da cama e ao alcance do controle remoto. Uma mordomia. Alguns canais de esporte, outros de filme e a maioria de... seriados.

E assim, de repente, eu virei um noveleiro. Não perco a reprise de Lost na noite de domingo, nem as piadas nerds de The Big Bang Theory e Two And A Half Man, nas terças. E não perdia, por nada no mundo, o extraordinário Californication. Não perdia, agora eu perco. É que eu gostei tanto, mas tanto, que baixei toda a temporada do seriado e assisti em um dia. Fui dormir às 3h de um domingo só pra ver as peripécias de Hank Moody, personagem de David Duchovny – o agente Fox Mulder, no antigo Arquivo X.

Em Californication, Hank é um escritor famoso que teve seu livro adaptado para o cinema e odiou o resultado. Em pleno bloqueio criativo, o fanfarrão Hank bebe todas, fatura a mulherada e não tem papas na língua. Um Charles Bukowski galã, se este fosse one hit wonder. Pra ajudar, rompeu sua relação com Karen, a bela Natascha McElhone, por medo de casar e por querer comer todas as mulheres do mundo. Agora Hank busca retomar a relação, porém, sem deixar as outras mulheres fora de sua cama, inclusive a filha de 16 anos do atual namorado de sua ex. O canastrão e apaixonado Hank só disfarça (ou tenta disfarçar) a promiscuidade perto de uma pessoa: a filha de 13 anos, Becca (Madeleine Martin), fã de Death Cab For Cutie e Eagles Of Death Metal.

E a série é rock’n roll. Não exatamente no sentido musical, mas devido às inúmeras referências espalhadas por todos os episódios. Além das nada sutis cenas de sexo e drogas, Californication trata a história da música e do cinema com maestria. A citação mais clara é quando Hank conversa com Becca no final de um episódio e cita o clássico disco de 1975, Blood on the Tracks, de Bob Dylan, como uma tentativa de revigorar o coração partido de sua filha. Outra boa e engraçadíssima citação à música é a aparição de dois cachorros em um episódio, o Cat Stevens e o Yusuf Islam. Fabuloso.

A série é uma comédia adulta, não há dúvida. Sexo, muito sexo, diálogos ardilosos, substâncias ilícitas, relacionamentos intempestivos, rock´n roll e amor. Californication é transmitido no Brasil pela Warner, às 22h, toda terça-feira, mas você pode baixar toda a primeira temporada aqui.

Let´s Rock! >>> Bob Dylan - If You See Her, Say Hello

3 comentários:

Túlio disse...

nem preciso dizer nada sobre a série, pq afinal já disse antes!
um classico!

Marcelo Urânia disse...

um clássico extremo, meu caro. nada como jovens astutos trocarem figurinhas. falamos sobre a série, vc baixou tudo e deu a dica do site. \o/ vivas a hank moody!

Paty disse...

Eu não assisti ainda CaliFORNICATION o.O hahahahaha, mas gostei do comercial que vi sobre a série, e eu disse ontem para o Jean q série é como novela, só que um pouco melhor rsrsrsrs.
Beijão