sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

2009 tá aí!

Existe uma expressão que está diretamente ligada às festas de final de ano. De geração em geração, foi usada exaustivamente nessa época do ano e causava repúdio ao mais dócil ouvido. Até ser jogada ao limbo, dada como clichê. Fora de moda, entrou em desuso, substituída por outras sem charme, vãs, inanimadas.

Por sorte voltou com tudo nesse dezembrão. Já ouvi umas quinhentas vezes.

Então, em nome da tradição... PRÓSPERO ANO NOVO!

Let's Rock! Lacrosse - This New Year Will Be For You and Me

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O maior jogo do futebol brasileiro

Na noite de 06 de março de 1958, o Estádio do Pacaembu completamente lotado não imaginava receber a maior e mais emocionante partida de futebol entre equipes brasileiras. Palmeiras e Santos, pelo Torneio Rio-São Paulo.

O Santos, comandado por Lula, iniciava o jogo com Manga; Helvio e Ivã; Fiotti, Zito e Urubatão; Dorval e Jair da Rosa Pinto; Pagão, Pelé e Pepe. Era o grande time de Santos. O Palmeiras, treinado por Oswaldo Brandão, começava com Edgar; Edson e Dema; Waldemar Carabina, Valdemar Fiúme e Formiga; Paulinho e Nardo; Mazzola, Ivan e Urias. Era um time que vivia à custa do avante Mazzola. E o Santos favorito disparado.


Ainda menino, Pelé via o meio-campo santista ser comandado pelo experiente Jair da Rosa Pinto, herói da conquista palmeirense no mundial de 51. Era o ano da remodelação palmeirense, que culminaria na saudosa Primeira Academia, o único time do mundo respeitado pelo Santos de Pelé.


Logo aos 18 minutos, o ponta-esquerda Urias inaugura o placar. Palmeiras 1x0. Logo a seguir, aos 21 min, Pelé empata. Quatro minutos depois, Dorval coloca o Santos na frente. Nardo empata para o Palmeiras na saída da bola. Aos 31, Pagão coloca na gaveta. 3x2 para o Santos. Pepe, de longe, aumenta aos 36. No finalzinho do primeiro tempo, Pagão de novo. Santos 5, Palmeiras 2.


No intervalo, um torcedor morre de emoção nas arquibancadas. Alvoroço total. No rádio a voz é uma só: goleada santista, dó do Palmeiras. Os pobres comentaristas não conheciam a magia do manto palestrino! O mestre Oswaldo Brandão aparenta preocupação, esbraveja com seus comandados e troca Nardo pelo uruguaio Caraballo, tira Formiga e coloca Maurinho.


Começa o segundo tempo e a linha atacante de raça transforma a defesa santista na sucursal do inferno. Aos 16, Mazzolla sofre pênalti e Paulinho converte. 5x3. Aos 19, como um míssel, Mazzolla vence toda a defesa santista e marca. 5x4! O Pacaembu está nas alturas! Ninguém acredita que aquele Palmeiras cabisbaixo estava de peito estufado ostentando a sua fibra!


Caraballo e Mazzolla enfurecem os santistas. Jair da Rosa Pinto tenta organizar, aos berros, a equipe praiana. Jair conhecia muito bem a força daquela camisa verde. Aos 27 minutos, Mazzolla tabela com Caraballo, recebe na frente e fuzila. 5x5!!! Feola, então técnico canarinho, convoca Mazzolla, no ato, para disputar a Copa de 58.


O público vai ao delírio! Locutores vibram com a partida, em plena consciência de que a história estava sendo escrita ali, ao alcance das mãos. Ninguém poderia ter certeza, mas era evidente que aqueles dois times dividiriam os títulos do futebol brasileiro por mais de uma década.


São sete minutos de ataques dos dois lados, o público fica de pé e os locutores berram. Aos 34 minutos, Valdemar Fiúme - o Pai da Matéria - mata no peito, dribla Pelé com estilo e lança Mazzolla, o Diabo Loiro palmeirense manda a bomba, Manga rebate e Urias quase arranca a rede! GOLAÇO!


Em Jundiaí, soube-se depois, mais um torcedor morreu do coração. No Pacaembu, vários torcedores são conduzidos ao posto médico! Todos estão incrédulos. Palmeiras 6 x 5 Santos!


Naquele tempo, apenas amistosos permitiam alterações, o Torneio Rio-São Paulo era exceção e também permitia, por isso os times não se preocupavam em ter bons reservas. Aos 38, o imponderável, Brandão é obrigado a sacar o experiente guarda-metas Edgar, contundido, e lançar o jovem Vitor, recém promovido do juvenil.


Aos 39, Pepe – marcou uns 600 gols na carreira, só 2 de cabeça - meteu a cabeça na bola e empatou novamente. No apagar das luzes, o estreante Vitor se atrapalha com a bola e Pepe, de novo, marca. Virada praiana, 7x6!


O estádio, quase que na totalidade tomado por palmeirenses, anuncia a tristeza. Cinco mortos no total. Nunca houve e nem haverá partida igual, berrava Hernani Franco, aos microfones da Rádio Atlântica.


Aos poucos, surgem alguns aplausos, de repente a multidão está vibrando. Comemora o grande jogo, parece até que o Palmeiras ganhou. Talvez tenha realmente ganho, se não o jogo, pelo menos o respeito e o aviso que seriam aquelas camisas verdes que encarariam o time do rei do futebol.


Nascia naquela noite o rolo compressor do futebol mundial que esmagaria impiedosamente seus adversários nos 12 anos seguintes. Todos, não! Menos um. O rolo haveria de esbarrar nos irredutíveis palestrinos entrincheirados sob o manto verde!


Fonte e trechos do texto: 3VVV, por Jota Christianini. Museu dos Esportes, matéria da Revista Placar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Parem as máquinas!

Wilco no Brasil em abril de 2009 para dois shows, pelo menos. É o quê diz o jornalista Lúcio Ribeiro, mas sacumé, às vezes é só especulação. Então, pra tirar a prova dos nove, mandei e-mail pra High Road Touring, a empresa que organiza as tours da turma do Jeff Tweedy.

Aí vai a parte da resposta que realmente interessa: We've talked about Brazil for April but right now it is just talk and there are no definite plans.

Fodeu! Agora tô acreditando.

Let's Rock! >>> Wilco - How To Fight Loneliness/ Impossible Germany / I'm The Man Who Loves You / War On War / Via Chivago / Ashes Of American Flags/ I Am Trying To Break Your Heart / Heavy Metal Drummer / You Are My Face / Pick Up The Change...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

1001 Singles: ‘Hoppípolla’, Sigur Rós.

É a terceira faixa do álbum Takk, o quarto da banda islandesa de post-rock Sigur Rós, lançado em 2005 e cantado em língua genuinamente islandesa – sem interferência lexical do inglês.


Apesar da evidente barreira lingüística, Hoppípolla impressiona por se construir num crescendo contínuo e elevar o ouvinte à uma atmosfera lúdica/poética que transcende limitações físicas e ataca a impossibilidade da sintonia perfeita entre verso e intelecto. Em resumo: alucinação pura.


Eu fui obrigado a colocar essa música como o som do meu despertador. É de um lirismo incomensurável. Acordo sorrindo. Aproveite o videoclipe abaixo, é o exemplo perfeito da simbiose entre som e imagem.



Outras músicas por Sigur Rós: Milano, Glósóli, Saeglopur.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fui fisgado por (mais) um filme...


Já deve ter acontecido com você... tá lá deitadão no sofá, olhar macambúzio, roupa de usar APENAS em casa, quando de repente percebe que tem um filme começando e resolve ver uns minutinhos, enquanto não encontra algo melhor ou o sono não chega, mas... é fisgado de tal maneira que não consegue parar de ver.

Aconteceu comigo neste último sábado, com o dramalhão O Som do Coração - a tradução melosa que inventaram para o filme August Rush, dirigido por Kirsten Sheridan. Já aviso: não se engane, o filme é ruim. Porém, há pontos positivos que realmente apanham a atenção do telespectador.


No começo, parece um clipe do Sigur Rós. Perfeita harmonia entre imagem e som. Aí surge aquele menininho de Em Busca da Terra do Nunca na tela, o prodígio Freddie Highmore, pirando com todos os tipos de barulhinhos. Em seguida, descobrimos que o moleque está num orfanato e é taxado de esquisito por ter a audição extremamente aguçada e acreditar que pode reencontrar os pais biológicos através da música.

Paralelamente à história do bastardo, há a vida de dois jovens músicos, um guitarrista e uma violoncelista (interpretados por Jonathan Rhys Meyers e pela insossa Keri Russell), que passaram uma noite juntos no topo de um prédio, atraídos pelo som de uma gaita, mas foram separados pelo pai da moça. Essa parte da trama é fantasticamente mal resolvida, chega a ser engraçado como o diretor tratou do romance apenas para deixar o filme previsível.

O personagem principal, nascido Evan Taylor e assim que chega à Nova York - onde todo o tipo de som é propagado para todos os lados - é transformado em August Rush pelo tutor Wizard (Robin Williams vestido de Bono Vox) e começa a desenvolver o dom da música até que vai parar em Jilliard, a mais conceituada escola de música dos EUA. O moleque, logo de cara, mostra requintes de Mozart e escreve uma sinfonia a fim de fazer sua música chegar aos ouvidos dos pais.

E você, claro, já sacou há tempos o quê vai acontecer.

Esse é o grande problema do filme. Apesar do elenco estrelado e da boa trilha sonora (concorreu ao Oscar de melhor canção original), fica evidente que a história poderia ser muito, muitíssimo melhor explorada, mas perdeu-se em detrimento de um roteiro previsível e acessível. Porém, para um espectador descontraído ou tolerante, a previsibilidade permite um filme absolutamente encantador.

É uma sessão da tarde, um cinema em casa, pronto pra te fazer chorar. Então dê um jeito de arrumar um lenço antes de assistir. Ou enxugue as lágrimas na almofada.


Let’s Rock! >>> Jonathan Rhys Meyers - Moondance

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

R.E.M.

Até hoje eu fico puto quando penso que perdi o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana. Não dá pra acreditar que um cara de 20 e poucos anos, dito roqueiro, não vá assistir aos Rolling Stones no Brasil. Perdi também Strokes e Wilco, numa mesma noite de Tim Festival, em São Paulo. São apenas dois exemplos de shows que eu não acredito que perdi, não entendo o porquê resolvi economizar. Deveria ter feito um empréstimo, parcelado em trezentas vezes, ficado sem beber nos três meses seguintes, mas nunca perder shows desse náipe.

Tô com a mesma sensação hoje. Às 22h, o R.E.M. toca no Estádio do São José, em Porto Alegre. No sábado, o show é no Rio de Janeiro. E segunda e terça em São Paulo. Vai ser lindjo!


Fico decepcionado comigo mesmo, às vezes. Eu deveria pegar um avião e apenas estar em Porto Alegre até às 22h.



Let’s Rock! >>> R.E.M. - Orange Crush / Losing My Religion / Man On The Moon / Bad Day / Fall On Me / Daysleeper /The One I Love / Everybody Hurts

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obamania: The Change We Need. What?

Estou cagando e andando pra política. Desde que Madre Teresa de Calcutá morreu, não acredito que alguém vivo possa colocar o interesse público à frente do pessoal. Por isso não dou a mínima para prefeitos, governadores ou presidentes. São todos corruptíveis. Absolutamente todos.


Não há ideologia que sobreviva ao dinheiro, às ameaças e até à sedução de um bola-gato (ball-cat). Então não faço questão alguma de votar, só chego chegando numa urna eletrônica quando não consigo inventar uma desculpa ou quando o candidato favorito é muito mais cafajeste que os outros - aí voto no segundo colocado das pesquisas, como protesto. Isto posto, meu nobre, é evidente que ignorei por completo a reeleição de Beto Richa (nem votei, preferi torcer pelo Palmeiras) e observei de longe à disputa McCain e Obama.


A cada dia ficava mais nítido que o candidato democrata sairia vencedor. Da suposta aversão da sociedade estadunidense à etnia e aos sobrenomes que lembram inimigos norte-americanos, o havaiano Barack Hussein Obama, virou, de repente, esperança mundial, ícone pop e aglutinador de ideais patrióticos, o quê levou 66% dos eleitores americanos às urnas, a maior taxa desde 1908 – mesmo com a imensa maioria desconhecendo por completo as idéias de governo de qualquer um dos candidatos.


Para o mundo todo, o rosto jovial de Obama tornou-se o oposto do religioso e bélico governo Bush. Além disso, artistas de prestígio aderiram à campanha. Eu, por exemplo, apenas atentei e nutri simpatia por Barack Obama após a primeira manifestação do Jeff Tweedy (influência inevitável, pô), porém, se eu fosse norte-americano, Obama não me faria sair de casa para votar.


Agora eleito, Obama é a esperança. Porém, fica a pergunta: qual esperança, cara pálida? Ninguém sabe. Ninguém, nem os estadunidenses, muito menos europeus ou asiáticos. Até porque os especialistas não esperam grandes modificações entre o governo Bush e o futuro. Essa história de esperança vencer o medo, nós brasileiros conhecemos bem e não representa bosta nenhuma. Inclusive, du-vi-do que o ponto mais importante para o mundo, a política econômica externa norte-americana, sofra mudanças significativas.


Let’s Rock! >>> Bruce Springsteen - This Land Is Your Land

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Especial GP Brasil: Hamilton x Massa, parte final.

Só comparo minha paixão pelo futebol ao sentimento pelo automobilismo. Sou fã de esporte e qualquer competição de merda tô assistindo, seja segunda divisão do futebol paulista ou campeonato amazonense de kart.


Gosto mesmo, desde criança. Meu pai conta que eu era bebê de dois ou três anos e deitava com ele no tapete pra assistir aos domingos esportivos da TV Bandeirantes. Minha mais antiga memória é de 1989 e não é sobre Palmeiras, é com Alain Prost sendo campeão ao colidir com Ayrton Senna e erguendo aquela plaquetinha fdp.


Tudo isso pra falar sobre o quê vi ontem. Nunca na minha vida havia transitado entre conformidade-êxtase-decepção de forma tão abrupta. Emoção assim, tão volúvel, tão céu- inferno, nem nos tempos de Senna, nem nos títulos do Palmeiras.


Adoro corridas. E vou contar aos meus filhos sobre Alonso, Vettel, Raikkonen, Glock, Hamilton, Massa e a maior decisão da história da Fórmula 1!


Let’s Rock! >>> The Polyphonic Spree - The Championship

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Especial GP Brasil: Hamilton x Massa, parte 5.

Fernando Alonso fez o melhor tempo no primeiro dia de treinos para a corrida de domingo, Felipe Massa ficou em segundo, seguido por Jarno Trulli e Lewis Hamilton, mas as novidades se voltaram ao escocês David Coulthard. A despedida do último playboy da categoria rendeu uma pintura especial em sua Red Bull e uma câmera instalada no capacete apenas ES-PE-TA-CU-LAR .


Confira o diálogo de dois aficcionados por F1, via msn, ao presenciarem o ângulo da câmera do Coulthard: pessoa 1 diz CARA, QUE TESÃO! pessoa 2 diz CARALEO. QUASE CHOREI AGORA!


Veja você mesmo:



Let’s Rock! >>> George Jones - The Race is On

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Especial GP Brasil: Hamilton x Massa, parte 4.

A principal notícia do dia sobre a decisão da Fórmula 1.

Há exatos 20 anos, Ayrton Senna faturava o primeiro título mundial na Fórmula 1, mas a grande notícia do dia é a chuva que pode (deve) cair em Interlagos durante o final de semana do Grande Prêmio do Brasil.


De acordo com os sites ClimaTempo e TempoAgora, o Weather Channel, e os órgãos INMET e CPTEC, há grande possibilidade de chuva em São Paulo - ontem à noite já rolou um pé-d’água no autódromo.


Na sexta, "chuvoso durante o dia e à noite.". No sábado, "sol com muitas nuvens. Pancadas de chuva à tarde e à noite.". E, no domingo, "sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite".


Torço, e muito, pra chover. Água na pista traz o efeito roleta pra um campeonato praticamente definido, promovendo bobagens e azares que podem fazer com que qualquer piloto tenha chances de subir ao pódio. Foda-se, Hamilton!


Let’s Rock! >>> Echo & The Bunnymen - Stormy Weather

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Especial GP Brasil: Hamilton x Massa, parte 3.

A principal notícia do dia sobre a decisão da Fórmula 1.


Hoje foi apresentado oficialmente o troféu que será entregue no pódio da corrida de domingo. O modelo foi confeccionado pelo Vovôscar Niemeyer e foi patrocinado pela Braskem, uma petroquímica brasileira que eu nunca tinha ouvido falar. Até que ficou bonito, ein.


Os três primeiros vão ganhar troféus iguais que possuem na composição, pra dar um ar ecológico, um polietileno feito a partir do etanol da cana-de-açúcar. Em outras palavras, um troféu de cachaça. Como disse o Flávio Gomes... se virar líquido, nóis bebe.


Let’s Rock! >>> Mychael Danna & Devotchka - The Winner Is

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Especial GP Brasil: Hamilton x Massa, parte 2.

A principal notícia do dia sobre a decisão da Fórmula 1.

A Ferrari terá uma vantagem considerável sobre a McLaren no GP Brasil. Tanto Felipe Massa quanto Kimi Raikkonen utilizarão motores novos em Interlagos, enquanto Lewis Hamilton terá o propulsor usado na última corrida, na China.

De acordo com o regulamento da FIA, os pilotos tem de usar o mesmo motor em duas corridas seguidas sob pena de perder 10 posições no grid de largada. Existe a chance de um motor coringa pra cada carro sem causar punião, recurso já usado pela Ferrari, mas que não pode ser usado na última corrida do campeonato.

Sendo assim, Lewis Hamilton, com motor usado, terá uma configuração mais conservadora e Felipe Massa, com motor zerado,
poderá dirigir a corrida inteira com giros máximos.

Let's Rock! >>> Tom Waits - Ol' '55

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Especial GP Brasil: Hamilton x Massa, parte 1.

A principal notícia do dia sobre a decisão da Fórmula 1.

Apesar de ser campeã entre as equipes no campeonato de 2007, a McLaren deixou de ter o privilégio de ocupar os primeiros boxes dos autódromos do calendário por causa da punição no caso da espionagem do ano passado.

Em Interlagos, palco da decisão do campeonato entre Hamilton e Massa, o time inglês vai ocupar o box de número 13.
Uruca neles!

Let's Rock! >>> Rubens & The Barrichellos - Space Rider

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Obrigado, Inbev.

Desde que me conheço por consumidor de cerveja, o elixir dos deuses, sou um entusiasta da Brahma Extra, um pouco mais forte e encorpada que as Pilsen tradicionais. Na balada, quando fico bêbado e esqueço que sou pobre, só peço Brahma Extra. Gosto demais.

Porém, no último 04 de outubro, experimentei a Hoegaarden, uma cerva belga de trigo que tem uma puta cor de mijo de égua. Eu estava absolutamente embriagado e, portanto, minha degustação foi comprometida, mas fiquei fascinado pelo sabor.

Dessa forma, domingo passei no mercado, estava calor e... decidi comprar uma Hoegaarden. Eu estava sóbrio e poderia confiar no meu paladar. Meu amigo... ô, diliça!

Busquei informações e descobri que a Hoegaarden é importada pela AmBev, o braço brasileira da InBev, e é composta por raspas de casca de laranja e uma mistura de ervas que, juntas do trigo, sofrem um processo de fermentação duplo que a deixa amarelada e turva. Trocando em miúdos: além de leve e gostosa, é distinta e elegante!

Pena que não é barata. A long neck de 330ml não sai por menos de r$3,50. O jeito é continuar tomando Antarctica por r$0,89 e, de vez em quando, ter espasmos de riqueza e pagar pelo fantástico sabor da Hoegaarden.

Let’s Rock! >>> Spiritualized - All Of My Thoughts

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Previously on SP: antes, durante e depois da visita ao Templo do Futebol.

O AQUECIMENTO: Galeria do Rock.

A chegada ao Terminal Rodoviário do Tietê, após horas dentro do ônibus, foi um alívio para meu joelho direito. Feliz por aportar na terra da garoa e estar cada vez mais próximo do Estádio Palestra Itália, fui perguntar onde ficava o guichê da Itamaraty (clássica empresa de ônibus do noroeste paulista) para encontrar o Zélu, meu primo e mileide mais velho. A resposta da mocinha do balcão de informações foi uma pedrada: não temos guichê da Itamaraty aqui no Tietê.

O ponto de encontro entre os Mileides apenas não existia. Foi uma sensação assaz confortante. Munido pelos poderes de Grayskull, descobri que os ônibus Itamaraty chegam a São Paulo via Terminal Rodoviário Palmeiras-Barra Funda. O nome foi um bom sinal, então telefonei para o Zélu e entrei no metrô rumo ao desconhecido.

Com a ajuda divina das placas no metrô paulistano, fiz a baldeação correta e cheguei à Estação Palmeiras-Barra Funda por volta das 6h30. Logo os Mileides se avistaram e houve uma efusiva saudação. A primeira frase do dia se iniciou com a expressão símbolo dos Mileides, aos brados: Fodeu! Estamos aqui de verdade e agora não tem mais jeito. Mileides no Palestra!

Saímos do Terminal afim de um coffe break antes de partirmos para a Galeria do Rock, que só abre às 10h. Encontramos uma lanchonetezinha tosca bem próxima do Parque Água Branca, na Avenida Francisco Matarazzo, nos arredores do Palestra Itália. Já dava pra sentir a palestrinidade no ar.

Ao invés de pouparmos os pés e pernas, visitamos o Parque Água Branca para matar o tempo e, durante a caminhada, fomos abordados por um roqueiro que simpatizou com minha camiseta do The Who. Nova definição de surreal: falar, às 7h num parque paulistano, sobre o Quadrophenia. Nunca imaginei que isso fosse acontecer.

Após esse encontro inusitado, decidimos que caminhar naquele parque era coisa de gente preocupada com a saúde e então nos dirigimos à famigerada Galeria do Rock. Não era 9h e já estávamos próximos à Avenida São João, famosa nos versos de Paulo Vanzolini e Caetano Veloso, no centrão de São Paulo e, obviamente, sob garoa. Procurei desesperadamente por uma capa de chuva, já pensando no jogo do Palmeiras, mas o esforço foi em vão. A galeria ainda estava fechada e os Mileides de boca seca: hora de abrir os trabalhos etílicos.

Por volta das 9h30, duas Brahmas e um bêbado no noticiário da TV dizendo que não era o motorista do carro esbagaçado no poste. Indagado sobre quem estaria ao volante na hora do acidente, o bêbado disse: um fugitivo, ué!. Foi a primeira gargalhada do dia. Depois dessa, pagamos a conta e voltamos à Galeria do Rock, agora aberta.

(nota da redação: preciso ser menos detalhista ou esse texto vai ficar gigante.)

Perambulamos pelos andares da Galeria do Rock namorando os discos e esperando pelo parceiro catarinense-paulistano Tiagão Agostini. Não resisti e fui obrigado a comprar dois cd’s. O primeiro foi o Alternative To Love, do Brendan Brenson, por módicos r$10. O Zelu comprou o Snakes & Arrows, último do Rush, pra um amigo, e uma bela camiseta dos Beatles. Então o Tiagão chegou e nos informou que na galeria ao lado – apesar de ser a sede da bambi Independente - também existem boas lojas de discos. E foi lá que encontrei o segundo disco do dia, o Demolition, do Ryan Adams, por r$20. Eu precisava comprar um disco do Ryan Adams. Babei no Nixon, do Lambchop, por r$15, mas não comprei, infelizmente.

Era quase meio-dia e a cabeça estava voltada pro Palestra Itália. Fomos almoçar e decidimos comer em algum lugar que não causasse problemas intestinais. O Tiagão indicou o Ponto Chic, tradicional restaurante onde foi criado o Bauru, aquele lanche. O sanduíche estava delicioso, mas o preço foi uma covardia. Tiveram a petulância de cobrar r$14 num Bauru! Dava pra comprar o disco do Lambchop...


Quase 14h. Era hora de conhecer o Hotel Stela, livrar-nos da mochila e partirmos pro TEMPLO DO FUTEBOL. O hotel é bem simples, mas limpo, bonito e aconchegante. Excelente para quem pretende dormir bêbado ou gastar pouco. Fica pertíssimo do metrô Paraíso, próximo de um viaduto que cruza a Avenida 23 de Março. Fica a dica. Após os cagotes matinais postergados para depois do almoço, debatemos sobre encarar o metrô com a camisa do Palmeiras ou não. Optamos por sobreviver, conhecer nossos filhos e, portanto, nos camuflar.

MILEIDES NO PALESTRA: é chegada a hora.

Após trocarmos de metrô na Estação da Sé em direção à Estação Palmeiras-Barra Funda, o clima já era totalmente alvi-verde imponente. Quando saímos do metrô, nos juntamos à maré verde e, devidamente paramentados, caminhamos orgulhosos pela Avenida Francisco Matarazzo, entramos na Avenida Antarctica e chegamos à clássica Rua Turiaçu, defronte ao estádio. Quase chorei quando vi a multidão verde-branca. Procuramos o Bar Alviverde e o Bar do Sílvio, tradicionais pontos de palestrinidade, mas estavam abarrotados e não conseguimos ficar por lá. Ingerimos uma long neck de 600ml cada um no bar do outro lado da rua. E, após 25 anos de expectativa, era hora de entrar no majestoso e histórico Estádio Palestra Itália.


Rumamos para o portão do Setor Visa e constatamos que em dia de jogo com muita rivalidade, a proximidade com o portão de entrada do adversário deve ser perigosa. A fila era bem grande e compramos mais cerveja, porém, para nossa surpresa, a fila acabou rapidamente e tivemos que matar a cerva em menos de dois minutos. Ao passar o cartão de crédito na catraca de entrada, apareceu “Bem-vindo, Sr. Marcelo”. O Palestra sabia meu nome! Entramos. E o saguão para receber os torcedores é, de fato, lindo, com várias fotos históricas num jeitão de galeria de arte que dá gosto! Sem pestanejar, tiramos várias fotos. E depois fomos para as cadeiras.

A visão do gramado era perfeita. A cadeira estava impressionantemente próxima do campo e eu estava absolutamente entusiasmado. Olhei para a direita e lá estavam as traves do título da Libertadores. Na esquerda, o gol das piscinas. Antes de o time adentrar ao gramado, fui visitar o elogiado banheiro do Setor Visa. É bem bonito mesmo, muito mais limpo que a imensa maioria dos banheiros em estádios. Porém, só há uma porta. O quê torna o local intransitável. Se abrissem outra porta, seria o melhor banheiro em estádios brasileiros.

E o jogo começa. Alex Mineiro perdeu uma chance impressionante logo no começo, pela direita. Senti palpitações, mas mantive-me firme. O Atlético-MG, um pouco depois, fez um gol, numa falha grotesca do jovem zagueiro Maurício. Olhei pro Zelu e pro Tiagão, os dois estáticos, incrédulos, suando frio. A gente não podia acreditar que, depois de viajar 400km, o Palmeiras perderia. Eu não queria ser pé-frio, não queria que o Palmeiras perdesse a liderança. Eu queria ver gol, e o Verdão pressionava o adversário, mas a bola insistia em não entrar.

Até que Leandro recebeu passe sublime de Alex Mineiro e empatou. Achei que fosse torcer o tornozelo pulando entre as cadeiras! No segundo-tempo, Denílson entrou e, um minuto depois, entortou o zagueiro e meteu uma bola de três dedos linda no peito do Alex Mineiro. Aí é barbante, meu amigo! Haja coração! Palmeiras na frente. Fiquei mais rouco ainda. Ostentei a fibra e agradeci aos céus. Ainda teve tempo para um terceiro, após linda jogada de Denílson, Kléber recebeu e chutou forte, o goleiro não conseguiu segurar e Denílson – sempre ele - só empurrou para as redes. Eu, Zélu e Tiagão nos abraçamos aos gritos de é nóis no Palestra!, a torcida que canta e vibra estava em festa.

Nem em sonhos foi tão emocionante e perfeito. Mas como alegria de pobre dura pouco, estava próximo do fim e logo o juiz apitou o final do jogo. Era hora de sair. Fomos os últimos a deixar o Setor Visa. Uma olhadinha pra trás e um adeus ao Palestra. Um até breve, pra ser mais exato, mas só depois da reforma e ampliação.


Saímos do estádio felizes e, apesar do cansaço, prontos para bebemorar. O Tiagão já havia combinado uma cervejada com outro parceiro paulistano, o Marcelo Costa. Iríamos ao Kebabel, numa esquina da Rua Augusta, perto do Studio SP, onde encerraríamos a náite com show do Del Rey, banda pernambucana que se diverte fazendo covers do Rey Roberto Carlos. Antes, porém, todos precisavam de um belo banho pra arrancar a catinga e recuperar as energias. Ou seja, era hora de voltar ao Hotel Stela. Tiagão foi pra casa e nos encontraríamos entre 20h30 e 21h.

À essa altura, o cansaço era nítido. Enquanto o Zelu tomou banho, eu dormi. Enquanto eu tomei banho, o Zélu dormiu. Desse jeito mesmo, como um apagar de luzes. Foi só fechar os olhos que o sono veio. Em 10 minutos de cochilo cada um, revigoramos. Nem tanto, na verdade, mas o suficiente pra criar a ilusão de que estávamos descansados. De qualquer maneira, a força para tomar uma cerveja era grande e não ficaríamos no hotel nem fodendo.


A NÁITE: bebemoração na Rua Augusta.

Pouco depois das 21h, voltamos pela enésima vez ao metrô e rumamos à movimentada Rua Augusta, dessa vez sem a máquina fotográfica – além de evitarmos um registro inoportuno, evitamos um provável assalto. No caminho, quase morremos atropelados. O sprint da salvação, pra alcançar o outro lado da rua, deixou claro que as pernas e os pés transbordavam ácido lático. Tivemos a impressão que, num instante, nos safamos da morte num atropelamento, mas morreríamos de dores no corpo.

Entramos na Estação Paraíso e descemos na Estação Consolação, ali na Avenida Paulista, quase esquina com a Rua Augusta. Impossível não associar a Rua Augusta com cento-e-vinte-por-hora. E então descemos até a esquina onde fica o Kebabel. O lugar é o típico botequim de cidade cosmopolita. Pequeno, charmoso, decoração de bom gosto, comida boa e bebida de qualidade. Porém, como estava lotadaço, sentamos à mesa do boteco ao lado, meio feio, tosco e sujo, ideal para os Mileides.

Estávamos no começo da segunda garrafa quando Marcelo Costa, o Mac, chegou. Felicitamo-nos, pedimos uma mesa no Kebabel - o Mac precisava comer - e bebemos mais algumas cervas na espera do Tiagão, que logo apareceu. No total, foram quatro Brahmas ali no botecão. Já no Kebabel, tomamos uma Serra Malte, pra variar um pouco o paladar. O Tiagão e o Mac pediram um chopp da mineira Backer, de trigo, enquanto o kebab de cordeiro não vinha.

Sem muita dificuldade, convencemos o Mac a ir conosco ao Studio SP. Antes, porém, ele quis vestir uma beca mais bacana. Os 30 ou 40 minutos na casa deste cidadão foram de lascar, um desfile de cervejas de cores, sabores e procedências diferentes. Segundo a resenha da ressaca, foram uma cerveja alemã (Wacfteiner de 1 litro), duas holandesas (8.6 Red, com 7,9% de grau alcoólico) e, de saída pra balada, uma long neck pra cada da belga Hoogarden.

Na caminhada ao Studio SP, o Zélu nos disse que havia um emo correndo atrás de uma puta. Lógico que todos olhamos pra ver a cena rara, mas... nada havia atrás da gente. Cogitamos a possibilidade de uma alucinação por parte do Mileide mais velho. A chuva apertou e precisávamos apertar o passo, acelerar bem mais para não nos ensoparmos. Em questão de segundos, estávamos em disparada e, com a Hoogarden balançando nas mãos, o Zelu jurava que um emo correu atrás de uma puta. Quando encontramos abrigo sob um toldo, o Zélu admitiu que talvez fosse uma alucinação.

Uma corridinha de dez metros e chegamos à portaria do Studio SP. O bar possui certa fama no underground paulistano e estava cheio para conferir o Del Rey, formado pelo vocalista China, ex-Sheik Tosado, e por integrantes do Mombojó. O show era somente de covers do Roberto Carlos, ou seja, se estávamos roucos por gritar no jogo, não sobraria um fio de voz após Detalhes.

Para completar, a intenção era beber. E muito. Depois daquela comitiva de lúpulo e cevada estrangeira, não deixaríamos o Mac pagar o quê consumisse. Tomamos inúmeras Bohemias. Realmente não lembro quantas. Só sei que cantávamos a plenos pulmões as canções do Rei. Quando já estávamos todos absolutamente embriagados, tomei uma Coca-cola pra regular o PH e minha alma voltou ao corpo, trazendo o cansaço sobre os meus ombros.

Cantamos mais alguns clássicos da jovem guarda, vociferamos mais algumas piadas de baixo calão, soltamos outras risadas desconexas, mas a pilha – definitivamente - estava fraca. Era melhor voltar ao Hotel Stela antes que faltasse energia. Abraços efusivos em Tiagão e Mac, um aceno à náite paulistana e fomos subir a Rua Augusta até o metrô. Já falei que Rua Augusta me lembra cento e vinte por hora? O metrô ainda não estava aberto, portanto pairava a dúvida sobre quinzão de táxi ou esperar o metrô naquele cansaço. Optamos pelo táxi, por que se fosse preciso correr do perigo, estaríamos lascados.

Nos arredores do Hotel Stela, era preciso matar a fome antes de pernoitar. Depois de procurar algo nutritivo na lojinha de conveniência, tivemos a audácia de caminhar três quarteirões até a padaria mais próxima para destruir um X-Tudo. Após isso, cama e descanso.

No outro dia apenas acordamos e fomos embora, com a tarde no Palestra na lembrança, pra sempre.


Let's Rock! >>> Paulo Vanzolini - Ronda / Caetano Veloso - Sampa / Marcos Kleine - Hino do Palmeiras / Del Rey - Detalhes

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

1001 Singles: Whiskeytown, 'Bar Lights'.

É a faixa quatorze do álbum Pneumonia, o terceiro e derradeiro disco do Whiskeytown, gravado em 1999 sob tutela da Outpost Records, subdisiária da Geffen, e sucessor do mega clássico Strangers Almanac, discaço que jogou sobre as costas da banda o peso de fazer pelo alt-country o quê o Nirvana fez pelo grunge.


O álbum não foi editado à época por inúmeras desavenças com a gravadora e o desmoronamento da relação entre os membros do grupo. Em paralelo ao colapso da banda, seu fundador, Ryan Adams, lançou-se em carreira solo (em 2000, com Heartbreaker) antes de Pneumonia ser efetivamente lançado, em 2001, já pela Lost Highway Records, uma divisão da gigante Universal.


Bar Lights é um dos picos do disco e uma evidente música de gente bêbada, onde a melodia apurada agrega-se à animação das guitarras e ao belíssimo solo de violino por Caitlin Cary para traduzir com maestria o espírito jocoso que a amargura é tratada na letra: "Well I got five more dollars, drink another/You’ll feel fine/(…) Well I’ve got five more dollars that wont make you mine", numa tradução livre, algo como "bem, tenho mais cinco dólares... beba mais/você se sentirá muito bem/(...) bem, eu poderia ter mais cinco dólares e isso não vai fazer você minha".


Clique aqui, baixe e ouça a música Bar Lights. Ouça outras músicas do álbum Pneumonia, da banda Whiskeytown: "Ballad of Carol Lynn", "Sit and Listen to the Rain", "Reason To Lie" e "Mirror Mirror" (baixe o disco todo aqui).

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ostentar a fibra

Hoje, quarta-feira, tô em transe! Só penso no sábado. Na verdade, há duas semanas sonho com o próximo sábado. É o encontro com um amor de família, passado de geração por geração. É um sonho de criança prestes a ser realizado. Daqui a 76 horas, estarei diante da tradição, da história.


E, tenho certeza, jamais esquecerei do dia quatro de outubro de dois mil e oito, a primeira vez que vi o Palmeiras entrar em Palestra Itália. Um momento de magia, júbilo e regozijo defronte a esquadra alvi-verde.


A intenção é conhecer a atmosfera da versão original do Palestra Itália, antes que as construções da nova ARENA PALESTRA interditem o estádio que vibrou com Jair da Rosa Pinto, Julinho Botelho, Ademir da Guia, Evair, São Marcos e tantos outros craques.


Dia 04 eu vou chorar. Já estou quase chorando agora...



Let’s Rock! >>> Goldfrapp - Happiness

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Do dia que eu ganhei uma corrida

Era sábado e perto das 14h chegamos ao kartódromo. A pista estava bem molhada após horas de garoa e a temperatura não passava de 15ºC. Uns 20 minutos antes da largada, todo mundo pagou e vestiu as roupas pra chuva enquanto traziam os karts pros boxes. Aí, foi só acelerar. Segue abaixo meu depoimento à imprensa, logo após a corrida:



na classificação, eu tava com a nítida impressão que tava indo mal. a pista tava muito molhada. eu não conseguia dominar o kart no traçado de pista seca e, usando a pista por fora, me achava muito lento. e meu pé esquerdo não firmava pq o chassi tava molhado e ficava escorregando.


tava dando a alma, no limite, mas o pessoal que saiu pra fazer tempo na minha frente parecia que tinha se distanciado ainda mais. achei q tava uma bosta. na chamada pra formar o grid [invertido. o mais rápido larga em último], fui ficando, ficando, ficando... e aí abri um sorrisão.


a largada foi massa. o fernando e o wartin tentaram se fechar e aí fecharam o diogo. passei os três pq a pista ficou livre do meu lado. sorte pura. busquei tangência com calma pra ficar na frente deles. aí alguém rodou EXATAMENTE na minha frente e eu não bati forte por milímetros. tranquei o bóga de medo. mas passei ileso.


olhei pra trás e tinha formado uma muvuca. gente desviando devagarinho e coisa e tal. nessa hora, antes da segunda curva, sobraram uns cinco ou seis na minha frente. dois ou três rodaram no miolo e eu passei, com cuidado pra não rodar. na reta oposta eu era o terceiro e o segundo rodou na entrada do cotovelo. não consegui passar pq tava meio longe, mas saímos junto do cotovelo e eu tracionando melhor. passei o cara na freada do final da reta. aí fui buscar o outro cara q tava em primeiro q, senão me engano, rodou na segunda curva.


aí foi só rezar pra me manter sem rodar, pq o kart tava bom e eu tava guiando firme. ergui os braços várias vezes durante a corrida pra comemorar - se eu perdesse, ao menos já tinha comemorado. fui rodar na penúltima volta, quando ultrapassei o ricardo por fora na primeira curva. acho q empolguei demais e duas curvas depois, no miolo, rodei. morri de medo achando que alguém poderia me passar.


aí percebi q ninguém tava tão perto e segui tranqüilo. vi a bandeira branca e já comecei a pirar. ouvi a frase “traga a criança pra casa”. lembrei do senna. lembrei do senna mesmo, é sério. fiquei urrando no kart. e com os braços erguidos, fazendo sinal de metal. quando cruzei a linha de chegada, uma voz disse em alto e bom som “bem-vindo ao mundo das vitórias”.



Maiores informações: www.gokartcuritiba.blogspot.com


Let’s Rock! >>> R.E.M. - Accelerate

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ricardo Teixeira, Roberto Requião e Curitiba fora da Copa de 2014.

Politicagem e sujeira são praticamente sinônimos. E não fui eu quem criou essa fama. Depois que a FIFA anunciou a intenção de ter apenas 10 sedes na Copa de 2014 – e não 12, como pretende o governo brasileiro -, Curitiba pode dançar. Apesar da Kyocera Arena, o estádio do Atlético/PR, estar em reforma para ampliação, não é garantido que Curitiba seja uma das 10 sedes. Inclusive, é pouco provável.

São dois problemas políticos que podem colocar Cuiabá no lugar da capital paranaense. O primeiro, mais simples de ser resolvido, é colocar o prefeito Beto Richa, o governador Roberto Requião e a cúpula atleticana, sorridentes, na mesma foto. Com dinheiro tudo se ajeita.


A segunda questão, mais séria e nebulosa, remete à treta entre Requião e Ricardo Teixeira, o liso presidente da CBF. Os dois não se bicam, é público e notório. Por outro lado, pra completar, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, é amigão de Teixeira e promete dar a estrutura que a CBF quiser.


Ou seja, uma cidade com estádio quase pronto (Arena da Baixada), em uma região com futebol local forte (Atlético, Coritiba e Paraná), dá lugar para uma cidade sem estádio e sem tradição no futebol. Tudo em nome da politicagem e do superfaturamento. Sem contar que o estádio que poderá ser erguido em Cuiabá ficará às moscas depois da Copa...


Em tempo, as prováveis dez sedes da Copa do Mundo de 2014: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Se houver doze sedes, entra Curitiba. Para decidir a última vaga, uma briga entre Natal, Manaus e Florianópolis que a força da floresta deve levar fácil, fácil.




Let’s Rock! >>> Talking Heads - Don't Worry About The Government

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Hábitos

Já perdi as contas de quantas vezes, ao passar pelo Viaduto do Capanema, usei o telefone. O resultado é que...

"Pizzaria Victorelli, boa noite."
"Boa noite. Queria uma pizza grande de calabresa."
"É o Marcelo?"



Let's Rock! MC5 - Teenage Lust

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quando as curvas têm nomes...

Eu sou daquele tipo que fica na expectativa pra ver uma corrida. É assim com o GP de Mônaco, suas ruas estreitas e as indefectíveis Gran Hotel Hair-pin, Rascasse, Sainte Devoute, Mirabeau e o Tunnel. Espero muito também por Interlagos, obviamente. O Laranjinha, a Junção, o Pinheirinho, Bico de Pato e, claro... o S do Senna.


Porém, nenhum se compara ao GP da Bélgica. São quase sete quilômetros de pista, numa região sem grande poder econômico, construído usando parte uma estrada que ligava as cidades de Malmedy, Stavelot e Francorchamps. Um dos últimos circuitos históricos da F1.

Em tempos de pistas gélidas como Cingapura, Kuala Lumpur e Bahrein, é admirável notar que o único motivo para Spa-Francorchamps resistir ao dinamismo das estruturas de mercado e se manter no calendário atual é... o magnetismo das curvas.

Não há preço ver os carros largarem para o grampo da La Source, prepararem-se para a fantástica Eau Rouge (até nos games é difícil ter coragem para contorná-la de pé embaixo) e, após uma sequência de curvas, abocanharem a Blanchimont. Pena que ceifaram a Bus Stop, mas o circuito não perdeu sua aura clássica.

Ah, uma pista em que as curvas têm nomes, sinal inequívoco que se trata de um traçado com tradição!

A Eau Rouge em 1965 (clique para ampliar)

Segue a programação para o GP da Bélgica de F1:
05/09 treino livre 1 (5h) treino livre 2 (9h)
06/09 treino livre 3 (6h) classificação (9h)
07/09 corrida (9h)

Let’s Rock! >>> George Harrison - Faster

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Madonna, 50 anos.

De fato, tô cagando e andando para a nova turnê da Madonna. Porém, impossível passar incólume pelo zum-zum-zum e, principalmente, pelos hits que cercam qualquer peido da rainha do pop.

Então, o mundo sabe que a turnê mundial começou no último sábado, em Cardiff, na Inglaterra. E como a internet é uma praga, há vídeos e fotos do show pra mais de metro por aí.

E eu fui ver as fotos pra sacar se a Madonna já aparenta ter 50 anos e... na boa, achei que fosse a Vanderléia.


Let's Rock! >>> CSS - Madonna Dos Infernos

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Em Pequim o filho chora e a mãe não vê.

Incomoda, e muito, ver um atleta de alto nível tremer na base, sucumbir à pressão. Se for um garoto de 11 anos entrando em quadra pra defender o colégio pela primeira vez num ginásio lotado, tudo bem. Porém, há uma gritante diferença, de investimento e preparo. A falta de controle emocional em momentos decisivos chega a dar nos nervos. Deveria ser o primeiro obstáculo a ser batido.


Na ginástica, um misto de raiva e dó ao ver a reportagem da bundada do Diego Hypólito. Por sorte não assisti ao vivo. E a aflição da Jade? Todo mundo que já praticou algum esporte sabe o quanto é prejudicial aquele destempero todo.


No handebol, ficou nítido que as duas seleções tinham condições de avançar às quartas-de-final. Perderam por um detalhe: o emocional. Em várias ocasiões tiveram a vitória nas mãos e travaram nos minutos finais.


Inteligência emocional é a essência da prática esportiva.


Suzy Fleury djá!


Let’s Rock! >>> The National - Brainy

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Separados no nascimento?

Nada que se compare à semelhança entre Mark Wahlberg e Matt Damon. Não tão parecidos quanto Al Pacino e Robert de Niro. Nem perto de Bill Murray e James Belushi ou Tom Hanks e Dan Stulbach.

Porém, houve certo constrangimento após algumas várias afirmações, então preciso perguntar. Esse cara. E esse aqui. São parecidos com quem? haha

Let’s Rock! Wilco - You Are My Face

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Wilco no Lollapalooza

(atualizado em 08/08, 18h51)

O Lollapalooza, um dos maiores festivais do mundo - talvez o maior -, reuniu uma caralhada de gente no Grant Park, no centro de Chicago, nos últimos 01, 02 e 03 de agosto. E, para transmitir ao vivo para o mundo, em streaming, escolheu o sábado. Dia do Wilco fechar a noite, até porque o festival acontece na terra natal da banda.

Tentei assistir, claro, mas como eu nunca consigo ver essas coisas, apenas passei vontade de ver o visual Fliyng Burrito Brothers que o Wilco adotou para o festival (gatinho da sorte japonês bordado no terno é foda...).

Desde ontem, porém, o show inteiro já está no Youtube e o arquivo completo, em melhor qualidade, disponível para download. Já deve existir, inclusive, um bootleg por aí. Mas não há possibilidade de meros mp3 me apetecer antes de assistir TUDO.

Chega chegando no setlist, já linkado pro youtubão: Misunderstood | You Are My face | Impossible Germany | It's Just That Simple | Handshake Drugs | Pot Kette Black | One Wing | Spiders (Kidsmoke) | Shot In The Arm | Jesus, Etc... | Hate It Here | Can't Stand It | Walken | Monday | Outtasite (Outta Mind)


Acabei de ver o show. Meu Deus! É por essas e outras que afirmo sem medo: um show do Wilco na América do Sul e eu me individo pra ir ver. Seja onde for. Buenos Aires, Manaus, Lima, Rio de Janeiro, Bogotá, Salvador, Urânia. Eu vou, não quero saber. Preciso ver aquela guitarrinha em Impossible Germany. O rock bão de Shot In The Arm. Cantar junto em It's Just That Simple. Mãe, eu quero ficar bêbado e chorar num show do Wilco! Pronto, desabafei.


O pequeno Lollapalooza e, ao fundo, os prédios de Chicago.

Let’s Rock! >>> The Beatles - Tell Me What You See