segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Brilho eterno...

Confuso e instigante. Talvez mágico.

O roteiro de Charlie Kaufman (o mesmo louco que escreveu John Malcovich) dirigido pelo francês Michel Gondry (nota-se claramente o sotaque quando fala em inglês) provoca o espectador através de uma dramaticidade sem tamanho flagrada na própria mente do protagonista, um amor lindo e ao mesmo tempo frustrante.

O enredo, que desenvolve-se entre os pensamentos e a vida real do introvertido Joel Barish (Jim Carrey, em atuação brilhante e com as odiáveis caretas na medida certa), conta a agonia do protagonista ao ser submetido a um processo que apaga de seu cérebro todos os traços de memória de Clementine Kruczynski (Kate Winslet). Os dois eram namorados, mas depois de um tempo, veio aquele marasmo e os problemas ficaram mais freqüentes que os sorrisos. No universo imaginado por Kaufman, sofrer por amor não é mais preciso. Basta ir à Lacuna Inc. e ter todas as memórias sobre determinada pessoa, animal, ou fato, deletadas de sua mente para sempre.

É um filme pra quem gosta de ficar extremamente atento aos fatos e detalhes que se desenrolam embaralhados na tela. Sem dúvida, Brilho Eterno dá duas opções a quem assistir: tenha atenção e ame ou desvirtue-se e odeie. Os textos de Charlie Kaufman são assim, ainda bem.

(texto originalmente publicado em Estranho Caminho 1.0)

Let´s Rock! >>> Charme Chulo - Ai de você, José!

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